quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O futebol

Muito sempre tem sido feito e falado, de camisa, sem camisa, em campo e fora de campo, mas poucos conhecem realmente a origem e a história do mais popular jogo do planeta, quiçá, se houver outras civilizações organizadas pelo cosmo, do universo. A pelada como conhecemos hoje, foi inventada em 1863 por um racha das associações de futebol (Rúgbi) e ganhou o mundo logo depois se adaptando muito bem em todos os países, seja rico ou pobre. Não havia distinção de classes sociais, todos podiam jogar bola. Bastava ter alguma redonda disponível. No começo era de couro e amarrada (o que lavava as contusões mais sérias no escanteio, onde ao cabecear, o jogador sofria forte sangramento com essa forma de fechar a pelota como era feito com o rúgbi). Mas como não existe gol feio. Feio é não fazer gol, o sofrimento dava mais caráter de abnegação e raça ao jogo Bretão. Estava desde então, criado um campo de ação mais eficaz de todos os jogos coletivos. O boca-a-boca. O famoso eu e mais dez, estava consolidado e necessário cada vez mais gente, pois são 22 em campo, mais reservas e equipe técnica. Só de familiares você pode multiplicar em progressão geométrica!
Com uma liga formada, já havia campeonato para jogar e torcida inflamada para apoiar seu clube de coração. Um cronista da época, Américo, retratou que o rei Eduardo VII chegou a gostar do que viu sobre o futebol e quis experimentar o novo esporte, mas com seu pouco entrosamento com a redonda, e expondo vários “Mustelas”, teve que renunciar no mesmo ano ao trono, dando lugar ao trono da Casa de Saxe-Coburgo-Gota ao seu irmão mais novo. Muitos dirão, que foi por causa de um rabo de saia, no caso, a rainha Alexandra. Outros dirão que tudo não passa das famosas conversas de futebol, que na verdade o rei nunca jogou futebol e sim o sofisticado polo, tornou célebre a frase: “Américo, go home! ” E foi dado início desde essa época as frases tão peculiares que esse esporte nos proporciona e cai na boca do povo. O rei, alvo dos jornais populares do período, davam com letras garrafais qualquer frase por ele dita nas quatro linhas, como a famosa pérola: “Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão! “ Perguntado por aficionados do ludopédio, Américo cegou a falar em um jogo difícil de assistir: ” - Com esse resultado agora estamos a um passo do precipício! “ Curiosamente, Américo foi encontrado morto em um pé de um morro.

Voltando para elementos da história, o amor pelo futebol tem inícios mais tortuosos, em tempo imemorial.  Esse esporte possui diferentes histórias. Há indícios que mostram o surgimento de um esporte semelhante praticado nos países asiáticos, há aproximadamente 3000 a. C. Na China era praticado como um treino militar. No Japão existia o Kemari. Em grandes batalhas, foram exterminados hordas e hordas de guerreiros em massacres de uma vez só no desporto-rei foram conhecidos como “Noite da organizada de Shanghai Shenhua “ Na Grécia Antiga, os gregos criaram um esporte também semelhante ao futebol, chamado Epyskiros. Os soldados, mais uma vez, na cidade de Esparta, jogavam com uma bola feita com bexiga de boi recheada com areia. Os registros mostram que nesta época foi criado o primeiro grito de torcida. Sempre que as torcidas espartanas chegavam gritavam: “ This is Esparta! “ Daí a referência no filme de Frank Miller. Eram torcidas violentas e intolerantes. Sempre querendo que seu time tivesse 300 em campo. A fina flor de guerreiros que davam o suor e sangue por sua bandeira. Mas evidente que apenas 11 eram permitidos, deixando cada vez mais sua torcida inflamada e sempre tentando gritar palavras de ordem e cânticos que lembram as músicas atuais de torcida em jogos. Não podemos esquecer o glorioso canto: “Ρέμα Ρέμα Ρέμα κωπηλάτης, θα βάλω τον κώλο αλλαξιέρα σας! ....” Chega a dar um cisco no canto do olho, lembrando esta velha canção que até os dias de hoje, povoam nosso imaginário das arquibancadas. Na idade média, haviam relatos da presença de um jogo, com 27 jogadores. O Soule, como era chamado, era disputado na França. O esporte tinha regras bem violentas, visto que era uma variação do Harpastum dos romanos. O novo modelo de um "suposto futebol" tinha como regras válidas os socos, pontapés, rasteiras e golpes violentos diversos. Nessa época, era comum os juízes darem cartões roxos (para faltas com inúmeros hematomas) e cartões pretos (morte ou risco de morte iminente). O esporte não foi para frente, pois craques se acabavam muito cedo e a reposição em posições chaves não davam certo, deixando flancos muito expostos. No entanto, a utilização dos cartões por juízes, não togados, foi aproveitada séculos depois. O famoso Mort au joueur! Foi substituído pelo Mort au roi na Bastilha e os ânimos foram abrandando conforme aperfeiçoamento do jogo. Alguns gritos foram se perdendo e entrando naquela fase de adaptação conforme as novas regras, como no grito: “ Pardonne raviolis gâté, nouilles nous donnent pour nous de donner notre foi! “ O que literalmente em português não quer dizer nada. Alguns estudiosos creem nessa evolução dos gritos de guerra até os dias de hoje, bastando consultar alguns compêndios especializados como por exemplo, “Crier et de la foi - Une histoire de l'évolution du football français “ de Emmanuell Ludopedie. Como se vê, Neymar está dentro da história viva no PSG, com uma estréia recheada por músicas de apoio. Coube aos franceses, iluminar o caminho do nosso craque, dando a oportunidade de ele fazer um gol em sua première. Só o tempo dirá se ele fará parte da história ou será absorvido pela longevidade que o esporte terá na humanidade. Qui vivra verra!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Carta aberta a Rodrigo Hilbert

Caro colega, compartilho de seu desejo de viver e se comunicar. Como foi disseminado na internet suas habilidades, que tornaram muitos homens pouco habilidosos, com raiva de suas capacidades, devo dizer que te entendo. Não sofro das suas perseguições, mesmo sendo músico com dois CDs gravados e um terceiro na rede, pinturas vendidas pelo mundo, livros infantis publicados, personagens de quadrinhos, ter ilustrado para muitos jornais, infografias premiadas internacionalmente, desenhos animados feito para festivais e TV, duas graduações e pós-graduações, cozinhar (mesmo de forma amadora), escrever artigos e colunas, cuidar da mente e do corpo, fazer esculturas e ser diretor de artes. Quase um ornitorrinco. Ou seja, gostamos de ser ativos, gostamos de superar e não ficar acomodado. A minha diferença com você, seria então, apenas, não ter sua beleza. E isso conta para a auto estima de vários homens que ficam indignados, mesmo que brincando no discurso.
Compartilho sua indignação, quando formam grupos de facebook, criticando sua postura perante ao mundo. De se posicionar como compartilhador da vida a dois. Os dois tem deveres e dessabores perante a casa, criação de filhos, a escolha de quem cozinha e quem lava a louça, as compras da casa e pagamentos de contas, assim como a diversão do fim de semana e posições na cama. Já se foi o tempo, em que tínhamos modelos diferentes de sociedade. Quando entendiam que a mulher detinha o poder da vida, existia o matriarcado em tempos imemoriáveis. Logo depois, com os domínios dos mais fortes, vivenciamos o patriarcado que perdurou até o século passado, com resquícios sobrevivendo entre nossos avós e pais. Tem pessoas que dizem: “Na época do meu avô que era bom. A gente trabalhava e chegava em casa, a mulher tinha preparado a janta, arrumado a casa, minhas roupas e cuidado das crianças. ” Mas afinal, ele quer uma companheira ou uma empregada? O mundo mudou e nesse momento, o homem não sabe bem seu lugar na sociedade e principalmente nas relações, onde a mulher se mostra mais decisiva e por vezes sustenta a casa. Mulheres querem apenas alguém que seja companheiro na relação e em casa, independente do trabalho que façam.  Atentando que é sempre possível fazer e ser mais do que se é ou se faz. Deve se empenhar a fazer e ser mais do que o modelo padrão machista e preguiçoso nas tarefas do lar. Como diria minha amiga e boa conversa Sylvia Dietrich: “ Menos mulher-maravilha e mais homens empenhados e companheiros, porque é possível e necessário. ”
Compartilho de sua surpresa ao ver que você se torna alvo das atenções masculinas e femininas. Por motivos diferentes. As mulheres, desejando não só a pessoa Rodrigo Hilbert, mas também desejando se não for possível tê-lo, que apareça alguém nos mesmos moldes. Sem tirar nem pôr. Os homens, ficam com medo de perder suas namoradas, por estar muito abaixo do padrão criado pelo imaginário feminino atual e se não perder, que vá estragar seu modo de vida. Mas pensa bem. Não é um padrão alto. Apenas é o correto. Nenhuma mulher iria querer menos. Se antes a mulher procurava alguém apenas que pudesse sustentar a sua vida, hoje ela quer abraçar a vida. Quer ter uma vida de emoções completas e quer alguém que abrace a vida da mesma forma. Se ela, que tem gastos e sofrimentos para ter uma aparência linda para a sociedade, comportamentos dignos, trabalhar e resolver os problemas do lar, por que o homem também não? Você pode continuar lendo Zygmunt Bauman, Chris Anderson ou Henry Jenkins e ao mesmo tempo puxar um ferro e cuidar da sua pele. Esse admirável mundo novo está aí para ver sua companheira ao seu lado e não como tempos atrás quando o homem andava na frente e a mulher atrás (salvo no caso da guerra, onde a mulher andava na frente, caso houvesse uma mina, explodiria ela e o homem estaria vivo para lutar nos campos de batalha).
Compartilho de sua paz independente das comoções e injúrias com você. Normalmente, as pessoas felizes e que praticam ioga e a iluminação interior, não se abalam com o ódio e tristeza do outro, pelo contrário, sentem dó daquelas que precisam falar mal das outras por achar que não tiveram amor e carinho suficiente em sua infância. Essa pessoa merece o perdão de todos e deve ser acarinhada por quem possa fazer. O alimento interior, não necessita de uma religião específica. Apenas amor no coração. Encontramos por vezes ateus que são mais cristãos que aquele carola que expõe sua natureza religiosa sempre. Quem tem paz no coração, consegue respirar de mais de dez formas diferentes e dar atenção a sua comunhão com a natureza, amigos, familiares e aqueles que distribuem amor a quem não conhece. Por essas e outras, acho que você está bem. Não precisa na verdade de apoio e sim que a brisa leve essas manifestações de ódio para longe, como sempre faz.
Então, amigo, dito isso, o que acha de me ajudar com uma receita simples de cordeiro? Nunca consigo fazer algo saboroso e leve ao mesmo tempo. Fique à vontade.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Guaraná

              Acredita-se entre os índios da tribo Maués, que o nosso guaraná surgiu de uma tragédia e que dessa tragédia, Tupã foi generoso em iluminar a tristeza com algo que é usado nos Açaís pelo Brasil.
             Certa vez, há tempos não contados, em uma aldeia indígena, um casal teve um filho muito bonito, bom e inteligente.
             Acredito que as lendas, são fruto de verdades não compreendidas pelos povos do passado. Podem surgir de fenômenos físicos hoje conhecidos ou podem ter origem desconhecida, proveniente dos antigos astronautas. Os índios têm populações de tribos muito controladas, com indivíduos em geral, muito bonitos. Surpreende uma criança se destacar na população. Na doutrina espírita, as crianças índigo, basicamente, são aquelas que utilizariam mais o lado direito do que o esquerdo do cérebro. Seriam capazes de ter uma maior sensibilidade para identificar as intenções das pessoas, mais criatividade, curiosidade, capacidade de realizar questionamentos especialmente contra autoridades absolutas, excesso de energia e baixo poder de concentração (muitas vezes, confundidas com hiperatividade). Essas crianças são geralmente alegres, positivas, sábias e amorosas, muito além das mesmas capacidades de alguém da sua idade. Para outros, a interação entre alienígenas e terrestres era comum em tempos antigos, que provocariam crianças híbridas e especiais. Existe inclusive, uma teoria, de que Noé seria uma dessas crianças híbridas.
Essa criança era querida por toda a tribo. Por isso Jurupari, seu pai, começou a ter raiva dele, até que um dia se transformou em uma cobra, permanecendo em cima de uma árvore frutífera.
Porque seu pai tinha raiva de um filho tão especial? Querido e amado por todos. Não seria um orgulho? Pode reforçar a idéia de uma gestação com um pai diferente. Talvez realmente fruto de um relacionamento extraterrestre, capacitando a ter um filho fora do comum. Dizem que Moisés transformou seu cajado em serpente. A história desses répteis povoa nossa história entre mitos e estórias. Temos a profecia maia que diz que uma escada surgirá no centro da Via Láctea e dessa escada descerá uma serpente, o deus Quetzalcoalt. O pesquisador Zecharia Sitchin, especialista em escrita cuneiforme e que estuda hipótese da colonização da Terra por viajantes de outro planeta, identifica a serpente como um símbolo que remete ao mítico Nibiru, o mundo dos intrigantes Anunakis, que teriam produzido a raça humana em laboratórios de genética e teriam voltado para Nibiru deixando a expectativa de um retorno próximo entre os povos da Mesopotâmia de mais de cinco mil anos atrás. Ou será que o próprio Jurupari era um ser das estrelas e revelou sua verdadeira identidade?
Quando o menino ainda criança foi colher um fruto da árvore onde estava seu pai invejoso, este atirou-se sobre a criança e o mordeu. Sua mãe já o encontrou sem vida. Ela e toda tribo choraram muito. Enquanto isso, um trovão rebombou e um raio caiu junto ao menino. Então a índia-mãe disse: - É Tupã que se compadece de nós. Plantem os olhos de meu filho, que nascerá uma fruteira, que será a nossa felicidade. - Assim fizeram e dos olhos do menino nasceu o guaraná.
Da tragédia, surgiu a infinita alegria de todos brasileiros em forma de fruto. O pedido da mãe, que poderia apenas estar em luto, foi de beneficiar a todos a partir de uma benção de seu filho. Uma maneira muito bonita de transformar a dor em alegria. Tirando esse florismo, vemos que algo vindo do céu realizou este desejo. Será que podemos ser bons adubos? Na Idade Média, era costume triturar os cadáveres dos mais pobres e misturar com esterco para servir como adubo. Bacana, né? Mas essa prática acabou disseminando uma das piores epidemias mundiais: a peste negra. Portanto, não seria uma boa idéia se alimentar de adubo humano. A menos realmente, que não fosse humano.
Essa divagação é importante para atiçar os questionamentos. Para revirar conceitos, para dar margem para algum cientista formular alguma pesquisa relevante e consistente sobre o assunto. Daqui a algumas décadas, vamos ter alguma noção de onde veio esta história. No mais, vou tomar guaraná com açaí muito mais feliz.


Verbete



Agora sou um verbete do Dicionário do instituto Cravo Albin da MPB: http://dicionariompb.com.br/andre-barroso