quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Gravitações sobre a censura na arte

Já pensaram em um período onde obras de arte são destruídas, apenas por que não estão dentro do padrão de um grupo de pessoas ou que não concordam com que está exposto? Não estamos falando dos Hunos ou Talibãs. Estamos falando de Brasil. Hoje. Vamos primeiro recordar, que não se trata da temática, pois em outros tempos, tivemos a mesma situação.
No período do nazismo, Serena Lederer, um mecenas de arte, colecionou catorze das pinturas de Gustav Klimt. O artista era um grande simbolista austríaco, que tem, entre suas obras, uma famosa pintura retratando um beijo. Lederer enviou sua coleção ao Museu Immendorf Schloss para se manter seguro neste período. Porém, o partido nazista resolveu incendiar o museu. Não só a coleção, mas outros trabalhos de um período de 1898 e 1917, assim como afrescos no teto do museu foram destruídos. Isto tendo Hitler como pintor amador e amante das belas artes, além de estimado cerca de registrado o roubo de estimado 750 mil obras de arte pelos alemães no período da guerra.
Quando Adolf Hitler tornou-se chanceler da Alemanha, uma das suas primeiras ações foi a "purificação da cultura alemã", isto é, queima de livros e rotulagem de arte degenerada. Arte degenerada para eles, seriam qualquer manifestação artística moderna. Qualquer artista, passado ou presente, que não foi visto como tendo sangue ariano foi considerado degenerado. O rótulo foi colocado em muitos pintores alemães modernos, como Ernst Kirchner, que foi considerado como degenerado e teve todas as suas obras vendidas ou destruídas. Kirchner viria a cometer suicídio em 1938. Adivinha quais artistas foram considerados degenerados e expostos como bárbaros para a arte? A lista vai de Alexander Archipenko, Marc Chagall, James Ensor, Henri Matisse, Pablo Picasso até Vincent van Gogh.
Uma das obras, considerada degenerada de Van Gogh, era o Retrato do Doutor Gachet. Essa obra foi roubada do museu Städel, em Frankfurt, e iria ser leiloada por uma bagatela, mas quando Hermann Göring, líder nazista, percebeu o valor da obra, decidiu vender e fazer um lucro pessoal.
Pense bem, não tem justificativa para um ato vândalo contra uma obra de arte. Aliás, vândalo, vem dos povos chamados vândalos que fugiram dos hunos para o norte da África. Controlavam o oeste do mar Mediterrâneo com suas frotas piratas e em 455, saquearam e destruíram obras de arte em Roma. Seu fim foi em 533, com a invasão dos bizantinos. Eram povos primitivos, com sons de um idioma gutural (sons produzidos pela garganta). O que havia de comum entre os dois? A ignorância perante toda discussão que um trabalho de arte quer passar. Ignorância, falta de informação, falta de discernimento...precisa justificar através da força, por que para os fundamentalistas é preciso censurar, impedir e destruir o direito de ver.
Pense por que você está concordando com isso ou não. Se você concorda, você está se posicionando a favor da destruição de monumentos como o Talibã faz detonando arte milenar, patrimônio da humanidade da mesma forma. Nesse momento, você está fazendo o mesmo que os nazistas fizeram com Picasso, nesse momento com Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho, Ligia Clark, Alair Gomes e Adriana Varejão, artistas consagrados que estão numa temática de discussão sobre proposta que trate de diversidade, gênero, questões de comportamento, temáticas LGBT. O título que dá a exposição, chamada Teoria Queer ( que é  uma palavra inglesa, usada por anglófonos há quase 400 anos), que afirma que a orientação sexual  e a identidade de  gênero são o resultado de uma construção social.  Temas atuais até tratados em novelas. A intolerância e o ódio, tornam a exposição importante, pois mostra o quanto ainda estamos precisando de educação no nosso país. Educação que passa não só pelo comportamento, mas pelo gosto do aprender, do saber, do questionar, do discutir. Estamos sob a égide de um discurso moralista baseado na intolerância, no preconceito e na inveja. Tempos tristes.
Pense certo. O discurso moralista não ficou nem no debate, foi promovido para um ataque de ódio desenfreado, atacando obras com vandalismo sem consequência, como as igrejas fundamentalistas que atacam imagens de outros cultos e jogam pedras em seres humanos. O discurso moralista é provocado pelos mesmos que tem teto de vidro. Aqueles que clamam por não ter corrupção e são flagrados corrompendo. A índia é o país onde o Kama Sutra está instalado em todo país a milênios. O Templo Khajuraho é o lugar para a maioria das representações do tipo de orgia. Está lá escrito em Sânscrito até hoje intacto, sem destruição, para todo mundo ver, de criança a adulto. Michelangelo pintou a transa de Zeus com a rainha de Esparta Leda transfigurado em cisne. A temática é a mesma, mas estamos tranquilos perante a obra, que na época era transgressora e colocava os mitos em questão. Quem não gostou no período poderia tacar fogo na capela Sistina? Hoje uma referência e tema de estudos. Graças a ele, a ciência do estudo do comportamento está preservada. Temos referencias e elementos para debates. A falta de debates faz com que muitas religiões censurem o que você deve pensar ou não. E se você for ver, você encontra na Bíblia, incesto, degolamentos, adultérios, apedrejamentos, crucificações e até um extermínio em massa da humanidade. A menos que você queira viver em uma nova idade média, com fogueiras torrando aqueles que apenas se opõe ao discurso oficial ou dos moralistas de plantão. Prefiro pensar que esse episódio pode trazer um novo debate e possamos corrigir atitudes. Restringir o que eu ou você possamos ver, se chama censura. E só há uma atitude aceitável: ser contra o fim da exposição. Assim começa os estados de exceção.
Pornografia, mas pornografia mesmo, foi o lucro da instituição bancária no 1º semestre: R$ 4,615 bilhões, aumento de 33,2%, Maior da história.
Então pensem bem.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Participação na Bienal 2017


Grafite no túnel Charitas-Cafubá

Trabalho efetuado para a prefeitura de Niterói, para o projeto grafite na Rua, onde grafitamos o acesso ao túnel Charitas-Cafubá



Prestigiado pelo Secretário de Cultura de Niterói


Visão geral do trabalho

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Workshop de Lettering


Sextas tem curso de Photoshop às 14:00, curso de desenho para crianças às 09:00 e às 16:30 e agora as artes das sextas vão começar ainda mais cedo, já que na primeira sexta de Setembro começa o curso de Lettering às 08:00

O que é Lettering?

Lettering é a arte de desenhar letras, combinando desenhos e formas de design expressando emoções, sentimentos projetando o que vai se dizer de forma muito peculiar,, o que caiu no gosto de decoradores, donos de food trucks, planejadores de festas e eventos, além de muito usado na decoração, seja de forma impressa, feito com giz ou com caneta de giz líquido...e até mesmo muito usado de forma impressa, como em posters, capas de CDs, cartazes. É diferente de tipografia, que usa formas prontas. No lettering, você precisa aprender além da caligrafia, espaçamento, elementos que podem compor e o que vai funcionar no todo, no contexto de forma muito criativa.

André é experiente no assunto e já fez murais para o Buzin e para a Aliança Francesa e vai fazer um lettering para decorar nosso espaço de coworking.

Para quem é o curso de lettering?

Para empreendedores criativos,

Donos de Food Truck,

Planejadoras de casamento

Organizadoras de festa infantil

Designers

Arquitetos

Decoradores

Mães

Artistas

Mais informações, acesse: http://biblioideias.blogspot.com.br/2017/08/novidade-curso-de-lettering.html

Apêndice

Várias coisas que faço caíram em desuso. Gosto de desenhar em papel, dar bom dia para todos, Assistir TV e falar de carnaval. Antes, assim como o futebol que temos 200 milhões de técnicos, também tínhamos a mesma proporção de carnavalescos. Sabe a história de chover no molhado? Pois bem, era com chover no Oceano Atlântico. Tudo o que envolve o Carnaval é muito gostoso e ainda um dia, tenho pretensão de organizar um desfile, mesmo que em uma escola pequena. E antes, o imaginário sobre isso acalentava todos os seres humanos do planeta. Todos querem estar nesse clima de escola. De samba, naturalmente.
Muitos julgam conhecer, e por vezes se acham formado em samba e carnaval. O senso comum americano, acha que somos todos Carmem Miranda. Até o recente saudoso Jerry Lewis, fez o filme Morrendo de medo, de 1953, cantando, vestido da nossa pequena notável, Mamãe eu quero! O carnaval foi inventado em Sodoma, aperfeiçoado em Gomorra e dominado pelo Rio de Janeiro, mas propriamente na Lapa. Tudo começa a ser organizado em 1893, pasmem, pela elite carioca que decidiu se afastar do passado lusitano e flertar a aproximação com as novas potências capitalistas. Mas nosso genoma popular fala mais alto e se tornou uma festa de todos, sem distinção de raça e condições sociais, deixando aquela Galeria Alaska sair de dentro de todos, pelo menos por 5 dias.
Os blocos de rua estão tomando folego nos últimos anos, tendo para todos os gostos. Blocos infantis, blocos LGBTs, blocos em homenagem a um cantor ou grupo de rock, bloco dos famosos, além dos tradicionais com mais de 100 anos e que hoje arrastam milhares de foliões para além do manto diáfano da fantasia. Isso, deu força para o fortalecimento do samba de raiz e a adoração dos mais novos pelo gênero, principalmente nas composições de Agepê; Alberto Lonato; Anescarzinho do Salgueiro; Aniceto do Império; Antônio Rufino; Ataulfo Alves; Beto sem Braço; Candeia; Cartola; Casquinha da Portela; entre outros. Não posso esquecer de nomes como Clara Nunes; Cláudio Camunguelo e Clementina de Jesus, que somado a algumas doses de cevada, podem deixar de passar os dias vendo as lindas mulatas para ver bem de perto os mulatos fungando no seu cangote, numa cela abarrotada de gente.

As experiências de uma avenida são únicas, tanto desfilando, quanto na arquibancada. No desfile, você perde a noção de tempo e espaço. Algo que os grandes cientistas podem estudar esse fenômeno quântico, afinal, o desfile demora um pouco mais de uma hora, mas para quem está no chão é uma eternidade. O paradoxo mais lindo do planeta. Já na arquibancada, está presente, muitas bandeiras, torcidas inflamadas. Choros e lágrimas, regadas a odores variados como feromônios, suores, lança-perfumes e da menina da zona sul com seu indefectível Chanel número 5. A portela ganhando estará tudo azul, se ganhar a esperança será a Império. Agora se ganhar a Verde e rosa…será a verde e rosa! Contenção na prosa, mas quando a mangueira entra (sem duplo sentido), tudo para. Ponto de fusão e ebulição juntos com o velho cisco no canto do olho. Tudo é esquecido também. Aliás, onde ficou minha carteira?

Como falei antes, várias coisas que faço caíram em desuso. Uma delas, o charmoso e intrigante, desfile das fantasias. Antes, no começo do século, eram populares as fantasias na rua como caveira, odalisca, malandro, diabo, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete e palhaço. O Pierrô, o Arlequim e a Colombina são personagens da Commedia dell’Arte italiana nascidos no século XVI e foram muito bem incorporados a realidade brasileira. Afinal de contas, mais de mil palhaços no salão, o Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão.
Acordei com saudades do carnaval, é verdade. Tenho a verve do Rock e MPB nas veias, mas quem pode resistir a esse clima. Eu sei que minha vida poderia ser enredo de uma tremenda letra de samba. Mas isso é outra estória.  Mesmo tentando fugir para descansar e não participar da festa da carne, você acaba vendo os desfiles pela TV, participando de alguma forma dos climas nas ruas e ficando em família, rindo tudo que poderia rir nesse período. E quantas lembranças colecionamos? Me falta Savoir Faire nesses momentos.

Amanhã já poderia ser carnaval. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O futebol

Muito sempre tem sido feito e falado, de camisa, sem camisa, em campo e fora de campo, mas poucos conhecem realmente a origem e a história do mais popular jogo do planeta, quiçá, se houver outras civilizações organizadas pelo cosmo, do universo. A pelada como conhecemos hoje, foi inventada em 1863 por um racha das associações de futebol (Rúgbi) e ganhou o mundo logo depois se adaptando muito bem em todos os países, seja rico ou pobre. Não havia distinção de classes sociais, todos podiam jogar bola. Bastava ter alguma redonda disponível. No começo era de couro e amarrada (o que lavava as contusões mais sérias no escanteio, onde ao cabecear, o jogador sofria forte sangramento com essa forma de fechar a pelota como era feito com o rúgbi). Mas como não existe gol feio. Feio é não fazer gol, o sofrimento dava mais caráter de abnegação e raça ao jogo Bretão. Estava desde então, criado um campo de ação mais eficaz de todos os jogos coletivos. O boca-a-boca. O famoso eu e mais dez, estava consolidado e necessário cada vez mais gente, pois são 22 em campo, mais reservas e equipe técnica. Só de familiares você pode multiplicar em progressão geométrica!
Com uma liga formada, já havia campeonato para jogar e torcida inflamada para apoiar seu clube de coração. Um cronista da época, Américo, retratou que o rei Eduardo VII chegou a gostar do que viu sobre o futebol e quis experimentar o novo esporte, mas com seu pouco entrosamento com a redonda, e expondo vários “Mustelas”, teve que renunciar no mesmo ano ao trono, dando lugar ao trono da Casa de Saxe-Coburgo-Gota ao seu irmão mais novo. Muitos dirão, que foi por causa de um rabo de saia, no caso, a rainha Alexandra. Outros dirão que tudo não passa das famosas conversas de futebol, que na verdade o rei nunca jogou futebol e sim o sofisticado polo, tornou célebre a frase: “Américo, go home! ” E foi dado início desde essa época as frases tão peculiares que esse esporte nos proporciona e cai na boca do povo. O rei, alvo dos jornais populares do período, davam com letras garrafais qualquer frase por ele dita nas quatro linhas, como a famosa pérola: “Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão! “ Perguntado por aficionados do ludopédio, Américo cegou a falar em um jogo difícil de assistir: ” - Com esse resultado agora estamos a um passo do precipício! “ Curiosamente, Américo foi encontrado morto em um pé de um morro.

Voltando para elementos da história, o amor pelo futebol tem inícios mais tortuosos, em tempo imemorial.  Esse esporte possui diferentes histórias. Há indícios que mostram o surgimento de um esporte semelhante praticado nos países asiáticos, há aproximadamente 3000 a. C. Na China era praticado como um treino militar. No Japão existia o Kemari. Em grandes batalhas, foram exterminados hordas e hordas de guerreiros em massacres de uma vez só no desporto-rei foram conhecidos como “Noite da organizada de Shanghai Shenhua “ Na Grécia Antiga, os gregos criaram um esporte também semelhante ao futebol, chamado Epyskiros. Os soldados, mais uma vez, na cidade de Esparta, jogavam com uma bola feita com bexiga de boi recheada com areia. Os registros mostram que nesta época foi criado o primeiro grito de torcida. Sempre que as torcidas espartanas chegavam gritavam: “ This is Esparta! “ Daí a referência no filme de Frank Miller. Eram torcidas violentas e intolerantes. Sempre querendo que seu time tivesse 300 em campo. A fina flor de guerreiros que davam o suor e sangue por sua bandeira. Mas evidente que apenas 11 eram permitidos, deixando cada vez mais sua torcida inflamada e sempre tentando gritar palavras de ordem e cânticos que lembram as músicas atuais de torcida em jogos. Não podemos esquecer o glorioso canto: “Ρέμα Ρέμα Ρέμα κωπηλάτης, θα βάλω τον κώλο αλλαξιέρα σας! ....” Chega a dar um cisco no canto do olho, lembrando esta velha canção que até os dias de hoje, povoam nosso imaginário das arquibancadas. Na idade média, haviam relatos da presença de um jogo, com 27 jogadores. O Soule, como era chamado, era disputado na França. O esporte tinha regras bem violentas, visto que era uma variação do Harpastum dos romanos. O novo modelo de um "suposto futebol" tinha como regras válidas os socos, pontapés, rasteiras e golpes violentos diversos. Nessa época, era comum os juízes darem cartões roxos (para faltas com inúmeros hematomas) e cartões pretos (morte ou risco de morte iminente). O esporte não foi para frente, pois craques se acabavam muito cedo e a reposição em posições chaves não davam certo, deixando flancos muito expostos. No entanto, a utilização dos cartões por juízes, não togados, foi aproveitada séculos depois. O famoso Mort au joueur! Foi substituído pelo Mort au roi na Bastilha e os ânimos foram abrandando conforme aperfeiçoamento do jogo. Alguns gritos foram se perdendo e entrando naquela fase de adaptação conforme as novas regras, como no grito: “ Pardonne raviolis gâté, nouilles nous donnent pour nous de donner notre foi! “ O que literalmente em português não quer dizer nada. Alguns estudiosos creem nessa evolução dos gritos de guerra até os dias de hoje, bastando consultar alguns compêndios especializados como por exemplo, “Crier et de la foi - Une histoire de l'évolution du football français “ de Emmanuell Ludopedie. Como se vê, Neymar está dentro da história viva no PSG, com uma estréia recheada por músicas de apoio. Coube aos franceses, iluminar o caminho do nosso craque, dando a oportunidade de ele fazer um gol em sua première. Só o tempo dirá se ele fará parte da história ou será absorvido pela longevidade que o esporte terá na humanidade. Qui vivra verra!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Carta aberta a Rodrigo Hilbert

Caro colega, compartilho de seu desejo de viver e se comunicar. Como foi disseminado na internet suas habilidades, que tornaram muitos homens pouco habilidosos, com raiva de suas capacidades, devo dizer que te entendo. Não sofro das suas perseguições, mesmo sendo músico com dois CDs gravados e um terceiro na rede, pinturas vendidas pelo mundo, livros infantis publicados, personagens de quadrinhos, ter ilustrado para muitos jornais, infografias premiadas internacionalmente, desenhos animados feito para festivais e TV, duas graduações e pós-graduações, cozinhar (mesmo de forma amadora), escrever artigos e colunas, cuidar da mente e do corpo, fazer esculturas e ser diretor de artes. Quase um ornitorrinco. Ou seja, gostamos de ser ativos, gostamos de superar e não ficar acomodado. A minha diferença com você, seria então, apenas, não ter sua beleza. E isso conta para a auto estima de vários homens que ficam indignados, mesmo que brincando no discurso.
Compartilho sua indignação, quando formam grupos de facebook, criticando sua postura perante ao mundo. De se posicionar como compartilhador da vida a dois. Os dois tem deveres e dessabores perante a casa, criação de filhos, a escolha de quem cozinha e quem lava a louça, as compras da casa e pagamentos de contas, assim como a diversão do fim de semana e posições na cama. Já se foi o tempo, em que tínhamos modelos diferentes de sociedade. Quando entendiam que a mulher detinha o poder da vida, existia o matriarcado em tempos imemoriáveis. Logo depois, com os domínios dos mais fortes, vivenciamos o patriarcado que perdurou até o século passado, com resquícios sobrevivendo entre nossos avós e pais. Tem pessoas que dizem: “Na época do meu avô que era bom. A gente trabalhava e chegava em casa, a mulher tinha preparado a janta, arrumado a casa, minhas roupas e cuidado das crianças. ” Mas afinal, ele quer uma companheira ou uma empregada? O mundo mudou e nesse momento, o homem não sabe bem seu lugar na sociedade e principalmente nas relações, onde a mulher se mostra mais decisiva e por vezes sustenta a casa. Mulheres querem apenas alguém que seja companheiro na relação e em casa, independente do trabalho que façam.  Atentando que é sempre possível fazer e ser mais do que se é ou se faz. Deve se empenhar a fazer e ser mais do que o modelo padrão machista e preguiçoso nas tarefas do lar. Como diria minha amiga e boa conversa Sylvia Dietrich: “ Menos mulher-maravilha e mais homens empenhados e companheiros, porque é possível e necessário. ”
Compartilho de sua surpresa ao ver que você se torna alvo das atenções masculinas e femininas. Por motivos diferentes. As mulheres, desejando não só a pessoa Rodrigo Hilbert, mas também desejando se não for possível tê-lo, que apareça alguém nos mesmos moldes. Sem tirar nem pôr. Os homens, ficam com medo de perder suas namoradas, por estar muito abaixo do padrão criado pelo imaginário feminino atual e se não perder, que vá estragar seu modo de vida. Mas pensa bem. Não é um padrão alto. Apenas é o correto. Nenhuma mulher iria querer menos. Se antes a mulher procurava alguém apenas que pudesse sustentar a sua vida, hoje ela quer abraçar a vida. Quer ter uma vida de emoções completas e quer alguém que abrace a vida da mesma forma. Se ela, que tem gastos e sofrimentos para ter uma aparência linda para a sociedade, comportamentos dignos, trabalhar e resolver os problemas do lar, por que o homem também não? Você pode continuar lendo Zygmunt Bauman, Chris Anderson ou Henry Jenkins e ao mesmo tempo puxar um ferro e cuidar da sua pele. Esse admirável mundo novo está aí para ver sua companheira ao seu lado e não como tempos atrás quando o homem andava na frente e a mulher atrás (salvo no caso da guerra, onde a mulher andava na frente, caso houvesse uma mina, explodiria ela e o homem estaria vivo para lutar nos campos de batalha).
Compartilho de sua paz independente das comoções e injúrias com você. Normalmente, as pessoas felizes e que praticam ioga e a iluminação interior, não se abalam com o ódio e tristeza do outro, pelo contrário, sentem dó daquelas que precisam falar mal das outras por achar que não tiveram amor e carinho suficiente em sua infância. Essa pessoa merece o perdão de todos e deve ser acarinhada por quem possa fazer. O alimento interior, não necessita de uma religião específica. Apenas amor no coração. Encontramos por vezes ateus que são mais cristãos que aquele carola que expõe sua natureza religiosa sempre. Quem tem paz no coração, consegue respirar de mais de dez formas diferentes e dar atenção a sua comunhão com a natureza, amigos, familiares e aqueles que distribuem amor a quem não conhece. Por essas e outras, acho que você está bem. Não precisa na verdade de apoio e sim que a brisa leve essas manifestações de ódio para longe, como sempre faz.
Então, amigo, dito isso, o que acha de me ajudar com uma receita simples de cordeiro? Nunca consigo fazer algo saboroso e leve ao mesmo tempo. Fique à vontade.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Guaraná

              Acredita-se entre os índios da tribo Maués, que o nosso guaraná surgiu de uma tragédia e que dessa tragédia, Tupã foi generoso em iluminar a tristeza com algo que é usado nos Açaís pelo Brasil.
             Certa vez, há tempos não contados, em uma aldeia indígena, um casal teve um filho muito bonito, bom e inteligente.
             Acredito que as lendas, são fruto de verdades não compreendidas pelos povos do passado. Podem surgir de fenômenos físicos hoje conhecidos ou podem ter origem desconhecida, proveniente dos antigos astronautas. Os índios têm populações de tribos muito controladas, com indivíduos em geral, muito bonitos. Surpreende uma criança se destacar na população. Na doutrina espírita, as crianças índigo, basicamente, são aquelas que utilizariam mais o lado direito do que o esquerdo do cérebro. Seriam capazes de ter uma maior sensibilidade para identificar as intenções das pessoas, mais criatividade, curiosidade, capacidade de realizar questionamentos especialmente contra autoridades absolutas, excesso de energia e baixo poder de concentração (muitas vezes, confundidas com hiperatividade). Essas crianças são geralmente alegres, positivas, sábias e amorosas, muito além das mesmas capacidades de alguém da sua idade. Para outros, a interação entre alienígenas e terrestres era comum em tempos antigos, que provocariam crianças híbridas e especiais. Existe inclusive, uma teoria, de que Noé seria uma dessas crianças híbridas.
Essa criança era querida por toda a tribo. Por isso Jurupari, seu pai, começou a ter raiva dele, até que um dia se transformou em uma cobra, permanecendo em cima de uma árvore frutífera.
Porque seu pai tinha raiva de um filho tão especial? Querido e amado por todos. Não seria um orgulho? Pode reforçar a idéia de uma gestação com um pai diferente. Talvez realmente fruto de um relacionamento extraterrestre, capacitando a ter um filho fora do comum. Dizem que Moisés transformou seu cajado em serpente. A história desses répteis povoa nossa história entre mitos e estórias. Temos a profecia maia que diz que uma escada surgirá no centro da Via Láctea e dessa escada descerá uma serpente, o deus Quetzalcoalt. O pesquisador Zecharia Sitchin, especialista em escrita cuneiforme e que estuda hipótese da colonização da Terra por viajantes de outro planeta, identifica a serpente como um símbolo que remete ao mítico Nibiru, o mundo dos intrigantes Anunakis, que teriam produzido a raça humana em laboratórios de genética e teriam voltado para Nibiru deixando a expectativa de um retorno próximo entre os povos da Mesopotâmia de mais de cinco mil anos atrás. Ou será que o próprio Jurupari era um ser das estrelas e revelou sua verdadeira identidade?
Quando o menino ainda criança foi colher um fruto da árvore onde estava seu pai invejoso, este atirou-se sobre a criança e o mordeu. Sua mãe já o encontrou sem vida. Ela e toda tribo choraram muito. Enquanto isso, um trovão rebombou e um raio caiu junto ao menino. Então a índia-mãe disse: - É Tupã que se compadece de nós. Plantem os olhos de meu filho, que nascerá uma fruteira, que será a nossa felicidade. - Assim fizeram e dos olhos do menino nasceu o guaraná.
Da tragédia, surgiu a infinita alegria de todos brasileiros em forma de fruto. O pedido da mãe, que poderia apenas estar em luto, foi de beneficiar a todos a partir de uma benção de seu filho. Uma maneira muito bonita de transformar a dor em alegria. Tirando esse florismo, vemos que algo vindo do céu realizou este desejo. Será que podemos ser bons adubos? Na Idade Média, era costume triturar os cadáveres dos mais pobres e misturar com esterco para servir como adubo. Bacana, né? Mas essa prática acabou disseminando uma das piores epidemias mundiais: a peste negra. Portanto, não seria uma boa idéia se alimentar de adubo humano. A menos realmente, que não fosse humano.
Essa divagação é importante para atiçar os questionamentos. Para revirar conceitos, para dar margem para algum cientista formular alguma pesquisa relevante e consistente sobre o assunto. Daqui a algumas décadas, vamos ter alguma noção de onde veio esta história. No mais, vou tomar guaraná com açaí muito mais feliz.


Verbete



Agora sou um verbete do Dicionário do instituto Cravo Albin da MPB: http://dicionariompb.com.br/andre-barroso

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Homologação para fazer o curso de especialização em curso de Educação e patrimônio cultural e artístico pela UNB


Homologação feita no curso de Especialização em arte no curso de educação e patrimônio cultural e artístico pela UNB. Muito feliz em poder fazer parte dessa universidade. Minha terceira especialização, mas com o espírito de primeira.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Composição infantil

Se passar uma enquete para todos os amigos e perguntar: Qual o animal do qual você mais se identifica? Pode ter certeza que a maior parte vai responder algum animal imponente como Leão, Tigre ou Cachorro. Acho os felinos de uma maneira geral, lindos. Mas sempre tenho preferências mais exóticas. Acho interessante a Lhama, Tucano, Arara, Harpia, Fradinho, Pato-Mandarim, Coruja, Moa e por que não, o Mamute. Nos jogos de adedanha, não faltava bichos no meu vocabulário, que deixavam sempre todos em dúvida da autenticidade do animal. Era sempre nomes complicados, mas pode conferir no Google. Ia de Feneco a Tilossauro, Serpentário, Impala, Facócero, Ocapi, Gnu, Cateto, Jupara, Quiurlo, Fulmaro, Tarâmbola dourada, Estercocário, entre outros. Mas dentre todos, um que acho muito digno de filosofar é o Camelo. Por isso, faço uma singela homenagem a esse ungulado artiodáctilo tão querido e tão esquecido em nossa literatura mundial.
O Camelo
O camelo é um animal que eu acho mais joinha tirando o leão, o tigre, o rinoceronte e muitos outros. Tem o camelo de uma corcova, tem de duas corcovas e acho que deve ter um de três corcovas. Como três é demais, não dão chance para ele aparecer. O camelo poderia ser um bicho brasileiro. Natural do Rio de Janeiro. Já repararam como as corcovas fazem duas montanhas? Não parece o Pão-de açúcar?  Camelo se chama o Navio do Deserto em alguns lugares, por que é o único que aguenta trabalhar em altas temperaturas. A gaivota vai voando a curva norte-sul, viajando Havaí, Pequim ou Istambul. Mas só o camelo pode navegar com tanto céu e mar num beijo azul.
A corcova do camelo também se chama bossa, mas não é nova. A menos que tenha menos de 15 anos. O camelo anda oito dias sem beber ao contrário do meu tio Zé que bebe oito dias sem andar.
O nome camelo vem do grego kamelos, que vem do hebraico gāmāl, com nome científico de Camelus. Tudo com som de camelo. Mas o coletivo de camelos é cáfila. Pode? Mesmo assim, seu nome é adorado por todos. Nossa companheira bicicleta, que nos leva a todos os lugares, sem reclamar ou pedir algum combustível, é também chamado de camelo.
Quem nunca conheceu um amigo com sobrenome camelo? Ou Camello? Ou Camelio? Já foi até nome com brasão, daqueles da antiguidade. É bem verdade que sempre colocam figuras como Leão ou dragões para representar força. Mas se você reparar no desenho do brasõa, vai ver que ele faz uma cara de bravo, com dentes para fora, que sinceramente, eu colocaria numa placa estampada na minha garagem, com os escritos: “Cuidado, camelo bravo”
Mas temos os camelôs, que não tem corcovas, mas passam horas e horas vendendo quinquilharias no sol quente, as vezes sem almoçar e jantar. Eles são trabalhadores que aguentam muita coisa nas ruas, mas todos exibem seu amor por times de futebol dos mais variados como Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Bangu, América e Madureira. Já vi com camisa do Barcelona também.
Camelo já foi nome de dinheiro também. O motivo? Não sei. Em Portugal parece que ainda se usa essa expressão. Talvez por achar que pode ser um dinheiro resistente e que possa chegar ao fim do mês ainda vivo...
Já foi o animal mais importante para os militares. Aqueles que lutaram no deserto. Animal forte e imponente. Quem já viu um camelo-bactriano, pode confirmar minha afirmação. E quem já foi no Simba Safari, pode lembrar da necessidade deles de dar pelo menos um beijinho de boas-vindas.  Ou então era interesse por alguma guloseima que os miúdos sempre levavam. Para uma criança, o camelo parecia um elefante. Para um adulto, se interessa apenas por sua pata.
Sempre pensamos neles no Verão. Gosto muito dessa época do ano. Os meninos na rua jogando bola, correndo feito loucos, gritando feito gorilas, e no sol como camelos. Camelo é verão. Camelo é vida brilhando. E como diria o poeta Sidónio Muralha:

- Como pode ser deserto se está cheio de camelos?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Trumpism


Estou na exposição Trumpism no Irã. Mais importante do que ganhar qualquer prêmio é a participação neste momento de brutalidade no mundo, principalmente cometida por um líder mundial como Trump e suas loucuras pessoais e atitudes perante ao próximo. Me sinto na obrigação de ser uma das vozes para alertar nossa posição contra esse governo e todos aqueles que representam apenas o capital acima do humano. 


Oficina de desenho livre


Faltam poucos dias para começar a oficina de desenho livre com André Barroso. Reserve sua vaga já! Telefone ou mande um zap para 98178-9445

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Fotos novas






Sempre dizem sobre os tempos de selos, empresários, produtores, que acabam engessando o mais importante que é a diversão de tocar, o tempo do artista e suas condições físicas. Às vezes, um momento de descontração empurradas por pessoas que gostam de você é muito bom para recarregar ânimo e sentido.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Projeto Grafite na Rua


Fui selecionado para fazer um painel no novo túnel Charitas-Cafubá. A arte vai fazer parte deste projeto incrível que engloba a estação das barcas de Charitas de Niemeyer, o projeto do túnel aguardada a pelo menos 40 anos pela população e o novo desenho urbano do local. O projeto de pintura que produzi será mostrada em breve. Aguarde!

Crossdresser

Tathi foi entrando de maneira triunfal, lembrando a Jéssica Rabbit, com um vestido vermelho longo aberto na lateral e batom combinado exibindo os lábios carnudos, contrastando com sua aparente preocupação. Sentou e foi logo exibindo a foto do marido, para tristeza do detetive. Foi logo descrevendo seus trejeitos, suas manias e que sempre saia com um chapéu panamá à noite. Dizia que sentia muito frio no couro cabeludo. E ainda esclareceu:
- Doutor, acho que meu marido está me traindo!  Quero que você siga ele e quero saber todas as informações, por mais pérfida que seja!
Impassível com o choro da mulher a sua frente, puxou a foto para perto de seus olhos, colocou-a em seu bolso, ajeitou a camisa, acendeu um cigarro preto e logo após, falou de forma incisiva:
- Pode deixar comigo, bebe! Missão dada é missão cumprida.
Enxugando os olhos verdes, engoliu o choro e se levantou satisfeita e com ar de resignada, sai da mesma forma que chegou.
Uma semana depois, ela recebe o telefonema do detetive, que já daria sua primeira prestação de contas:
- Minha linda, seu marido passa boa parte da noite na boate Toca do Tatu.
- Meu Deus! Não!
- Mas não se desespere...tem a parte boa e a ruim.
- Boa e ruim? ...me fale a boa.
- A boa é que ele não está com nenhuma mulher.
- Graças a Deus! E a ruim?
- A ruim é que ele se veste de mulher...
- Meu Deus! ...E sozinho?
- Sozinho.
Ela agradeceu e falou que acertaria no dia seguinte. Depois que desligou, não conseguiu digerir a informação direito e ligou para sua melhor amiga Letícia. Letícia sempre foi sua confidente e amiga desde a 5ª série. Ouvindo seu drama mais recente, dá um conselho inusitado.
- Amiga, Ele não está te traindo, mas está revelando uma tara que acha que não consegue revelar para você. Você ama ele?
-Sim.
- Eu acho que você podia fazer uma surpresa para ele. Que tal você vestir as roupas dele? Você mostra que entende a situação dele, sem precisar discutir nada. Vocês se aproximam e tem uma noite de amor na sala e tudo fica bem novamente, que tal?
-Será?
- Vai por mim amiga. Vai ser mágico!
À noite chega e na hora que o marido chega, encontra a mesa de jantar arrumada com candelabros e uma comida refinada. De repente, ouve o som de Jean Francois Maurice e Maryse com La Rencontre ao fundo e subitamente surge a esposa toda vestida com um terno escuro, bigode falso e um perfume masculino amadeirado. Ela vai dançando misturando sensualidade e algo que viu na internet, tentando não ser muito feminina. O marido com a boca aberta não consegue dar um pio e ela estimulada por isso, continua seus movimentos, quando o seu celular tocou. Ela atendeu, com voz masculina, já incorporada no personagem.
- Alô!
E do outro lado:
- Bebe, se quiser pegar seu marido no flagra, ele está aqui na boate agora e ainda não trocou de roupa. Pega ele no flagra!
Ela desliga. Olhou para o marido e para não entrar debaixo da mesa e chorar, emendou logo:

- Que tal uma disputa de queda de braço?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aulão de desenho nas férias


Oficina de férias - Curso de desenho.
3 encontros - 3 sextas-feiras.

Duas turmas:

14:30/15:30 
16:00/17:00

10 vagas por turma!

Garanta já sua vaga!

Investimento R$ 180,00

Carismático

O carismático é carismático sem esforço. Ele não precisa ler algum livro, ver algum filme ou ver algum passo-a-passo no youtube. Ele apenas é. O carismático descobre seu dom, desde cedo, quando notou que tinha que dar cola na aula de massinha, no Jardim de infância. Nas festas juninas, O carismático estava sempre escalado para a barraca do beijo. Era lá que a escola sempre tinha lucro e salvava o orçamento do mês. Sempre foi tudo muito calmo, até chegar na adolescência, onde se queixa com seu pai:
- Não quero ser mais carismático!
- Desculpe filho, não entendi nada do que falou. Estava hipnotizado com seu carisma.
O carismático na rua podia causar verdadeiros transtornos. O brilho intenso de seu carisma pode levar ao desespero motoristas desavisados e colisões são sempre comuns em um simples passeio ao mercado. Quando O carismático precisa fazer sinal para o ônibus, quem está do outro lado acha que está sendo chamado. Pior para quem sofre de algum problema cardíaco, pois enche de transeuntes tentando resolver o problema. Agora imagine isso amplificado, quando O carismático precisa ir a loteria. O rastro de ataques do coração causados por seu carisma enquanto chega ao local é imensa. O carismático precisa ter cuidado ao passar por food trucks, porque algumas receitas acabam sendo reinventadas com o desvio de olhar de seus admiradores, gerando mega maioneses em um hambúrguer ou azeitona na cerveja. Por outro lado, milagres podem acontecer como paralíticos que saem das suas cadeiras para tentar abraçar O carismático ou cegos que voltam a enxergar, pessoa voarem, são muitas vezes comuns.  Talvez voar não. Outra coisa boa, pode ser o convite para ser levado de limusine ao centro da cidade, apenas para dar prazer de sua companhia ao motorista. Por vezes, quando você está com dores nas costas, pode se aproveitar dos bancos de couro, mesmo que tenha que ir à casa de sua tia. Uma procissão sempre se reúne em volta de sua casa, é claro protegida por cordões de isolamento vermelhos e elegantes. Milhões de flashes são disparados sempre que chega em casa, mesmo voltando suado da corrida na praia. A polícia já faz plantão todos os dias para organizar a baderna, já que a população fica dia e noite de plantão, aguardando um simples aceno ou um sorriso sutil. Não é incomum palavras de ordem, músicas, mosh e gritos esganiçados quando O carismático aparecia numa fresta da janela.
Quem pode explicar esse dom? Você não apenas quer ficar perto do carismático, alguns exaltados querem um pedaço da camisa, outras, autógrafo nos seios e alguns poucos um cílio já basta. Tudo começou a ficar mais e mais invasivo, no correr dos anos, quando mesmo ao tomar banho, alguém surrupia o xampu (que aliás, foi presente da sua tia Ana) como lembrança ou está escondido na banheira, atrás da porta ou até surge de dentro do vaso (não me pergunte como). Os anos passam, mas a impaciência cresce e o cansaço toma conta de seu ser. Não é para menos que O carismático tenha se incomodado com todo o assédio, pois seria como viver em um Big Brother todos os dias de sua vida, sem direito a se eliminar quando quisesse. Quantos convites recebeu para participar de partidos políticos? Inúmeros. Quantas vezes foi indicado para ser representante de turma? Incontáveis. Quantas vezes foi oferecido abrir uma igreja? Milhares. Cada vez mais alheio as multidões, foi se tornando um sujeito recluso. Não dizia seu endereço, não tinha redes sociais nem telefone.  Nenhuma das duas situações deixava O carismático feliz. Cada vez mais recluso, lembrava a figura de Howard Hughes, com barba por fazer, unhas longas, vestindo pijamas e tendo apenas o espelho como amigo. Resolveu dar cabo a todo aquele sofrimento. Escreveu uma carta singela e curta para a quem interessar e se dirigiu ao parapeito do prédio onde morava, no 23º andar. A aparição levou a multidão a loucura quando descobriu atrás daquelas vestes que era O carismático. Os gritos de alegria aos poucos se transformaram em gritos de horror com a queda do corpo ao chão. Tragédia nacional. Luto de três dias. O Papa escreveu uma homenagem, mas não conseguiu chegar ao fim do texto, debulhado em prantos comoventes. Do outro lado da vida, Deus não permite a entrada de um suicida em sua casa, por mais dor no coração que estivesse e de acordo com sua Lei, foi enviado ao inferno, aos cuidados direto de Lúcifer. Temendo o pior, O carismático, estava pronto para encarar seu sofrimento eterno. Frente a frente com o capeta, O carismático começa a falar:
- Estou pronto para encarar meus erros...para que essa câmera?

O próprio Coisa Ruim abraçou O carismático e fazia uma selfie, quando vários pequenos diabos reconheceram a figura que acabara de chegar e começaram a amontoar aos montes, venerando a luz do carismático. Agora, teria que encarar pela eternidade a bajulação e veneração do outro lado da vida.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A desempregada e o Circo

Chris Adibê era uma dessas pessoas determinadas, cuja vocação era nunca deixar a peteca cair. Arquiteta de formação e guia de turismo por vocação, acabou passando por aquela fase em que todos estão experimentando no momento de crise aguda: o desemprego. Passou grande parte dos seus três meses de folga forçada, enviando e-mails, visitando grupos de oportunidades no Facebook, procurando chances no WhatsApp e um belo dia, ei-la aceitando uma vaga inesperada em sua vida: Artista de circo. O que iria perder? Com vale transporte, alimentação no local, treinos e convivência com pessoas com sentimentos livres. Parecia ser bom, apesar de não ter nenhuma idéia do que poderia fazer. Aliás, nunca foi dada ao mundo das artes, apesar de lembrar de ter feito uma ponta de cobrador de presença, numa peça de teatro da 5ª série, em sua antiga escola. No dia seguinte, tomou seu tradicional café com leite e um pedaço de costela, e após um grande suspiro, foi decidida a mudar de vida. O mais importante, era focar na idéia que precisava quitar meses de aluguel atrasado. Foco! A visita ao circo Gran Orlando, foi emocionante e foi recebida de braços abertos pelo dono e apresentador do espetáculo Seu Alfredo.
- Meu nome é Chris Adibê Soares Lima. Adibê em homenagem a minha avó mineira. Vim fazer um teste para trabalhar no Circo. Fui indicada pela Marcinha...
- Sim, sim! A Marcinha. O que você sabe fazer exatamente?
- Para falar a verdade, posso fazer qualquer coisa. Afinal, sempre fui boa em Educação Física. Nunca trabalhei no Circo, mas estou precisando de uma chance urgente e estou muito desesperada...posso fazer a assistente do mágico, que tal?
- Impossível, querida. Ontem, durante o espetáculo, ele fez seu grande número de serrar ao meio uma pessoa da plateia. Até agora ele está no hospital tentando juntar as partes de uma senhora da plateia. Os coelhos ficaram aqui para receber os recados e os pombos estão dando o depoimento na polícia, mas o delegado já falou que não quer saber de pessoas avoadas prestando esclarecimento no inquérito levantado pela família.
- Entendo...então que tal trapezista. Poderia me balançar a 20 metros de altura.
- Tenho uma notícia muito triste. O trapezista faleceu. Ontem, anunciou ao público que iria fazer um salto mortal. E foi mortal! Que homem de palavra...
- Jesus! E todo mundo viu ele se espatifando no chão?
- Claro que não! Ele deu um salto direto em um balde dágua!
- Minha nossa!
- Minha Nossa digo eu! Esqueceram de colocar água...
- E o engolidor de espadas? Que tal eu segurar as espadas para ele?
- Ontem, depois de engolir 7 espadas, não conseguiu engolir o desaforo de uma pessoa da plateia e do jeito que estava partiu para cima do infeliz com ódio no coração. Acabou passando mal e foi levado ao hospital. Nesse momento deve estar na mesa de operações, afinal, certas coisas só são amargas se a gente as engole...
- Nossa...parece até sabotagem. E que tal o homem forte? Poderia ficar ao lado dele de maiô. Tenho um corpo bonito.
- Isso vai ser complicado...o homem forte na verdade é a biba forte. Da irmandade. Não tolera mulheres a pelo menos 10 metros de distância. Certa vez, uma foi ver a apresentação na primeira fila. O homem forte deu um chilique tão grande, que ficou desacreditado e saiu do picadeiro na mesma hora. Até hoje está trancado no seu trailer, com trauma e chorando muito. Estamos mantendo ele a base de chocolates e maratona de Mother Family.
- Já sei! Já sei! O que realmente o Circo está precisando é de um dono do circo! Esse é a ocupação que devo ter neste trabalho!

No dia seguinte, Seu Alfredo estava começando a enviar e-mails, visitando grupos de oportunidades no Facebook, procurando chances no WhatsApp...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Vai subir!

Lembro a época em que os elevadores pantográficos tinham que ter um ascensorista. Conheço lugar que você tem que desafiar a morte nas portas assassinas ou de ataque de coração. Já Subi em um que deixou a minha pressão lá no subsolo mesmo. Não sou contra elevador ou qualquer tipo de elevador. Muitas das vezes prefiro as escadas mesmo. Não me venham com Transtorno obsessivo ou claustrofobia. Não é o meu caso, juro. Quero focar na figura do ascensorista. Esta pessoa que era presente em muitos elevadores e foi se extinguindo aos poucos, sendo trocado por TVs frias e gente que compartilha seu momento de espera até o andar desejado. Tenho na minha memória pessoas muito educadas, que puxavam assunto – Não importava qual – e deixavam esse momento de espera mais caloroso. Possivelmente falariam hoje:
- Você viu a falha do Muralha no jogo de domingo?
- Tá armando um temporal feio, hein?
- Esses moços, pobres moços / Ah! Se soubessem o que eu sei / Não amavam, não passavam
Aquilo que já passei / Por meu / olhos, por meus sonhos Por meu sangue, tudo enfim É que peço
A esses moços / Que acreditem em mim... (cantoria de uma música de Lupicínio Rodrigues)
Saudades, viu? Cada vez sinto saudades do contato das pessoas nas ruas. Não é implicância, é posição crítica. A escada é ótima, mas não conversa. Não gosto de uma voz metálica dando palpite no meu trajeto. Lembro-me de um sujeito que trabalhava no centro do Rio. Se chamava Almir. Um velhinho boa praça que sempre dava bom dia a todos e ficava lendo seu jornalzinho a medida que o elator subia. Mas o mais intrigante, era que ele usava dois jargões no meio de uma conversa, que acabava resumindo tudo que havia sido falado. Hoje, teríamos os seguintes diálogos:
- Cada dia a situação só piora e pelo visto vai piorar, não vejo nada positivo com alguns, tenho muito medo do futuro do país, espero que esteja tudo melhorando, fazendo essa faxina do judiciário nos políticos.  Será que teremos alguma luz no fim do túnel?
- Vai descer! – Gritava Seu Almir
- Alô Mírian? parabéns anja, te desejo todas as coisas boas que existem nesse mundo, espero que teu dia seja incrível!! Te amo bonequinha!! Um beijo da sua tia! Espero que tenha muitos anos de vida!
- Vai subir! – Gritava Seu Almir
- Tô na dúvida entre pedir um tênis ou investir na bolsa no dia dos namorados. Um tênis vou ficar muito feliz por um tempo, mas e se a bolsa crescer, poderia comprar 20 tênis e ficar anos feliz. Será que vai acontecer com o índice da bolsa?
- Vai subir! – Gritava Seu Almir
- ...Eu beijando ele muito e o clima crescendo. Não rolou nada, mas hoje vai ter um jantarzinho chique que ele tá programando. O problema é que ele vai ter um dia estressante no trabalho e trampar de 6 da manhã até ás 8 da noite...será que vai dar conta de mim? Será que ele pega fogo?
- Vai descer! – Gritava Seu Almir
Era ótimo. Parecia um quadro de humor do Jô Soares. Infielmente esse tempo acabou e temos que encarar que elevador é uma caixa mecânica que tem ALARME escrito bem grande e outras indiretas para transformar no meio de transporte mais seguro do mundo. Bravateiros irão falar que os tempos de modernidade exigem que sejamos cada vez mais a tecnologia vai ditar as regras, mas sabemos que a verdade é que o capitalismo tirou essas vagas para a automação. E no fim das contas, a individualidade cresce mais a cada dia.  Quem mais poderia indicar onde estarão as lindas beldades, no 23º ou no 24º andar? Ou onde está um WIfi gratuito?
Por tudo isso, não me nego a entrar em um elevador, mas apenas sinto um profundo suspiro ao olhar para o local que antes era reservado ao querido funcionário da berlinda e ver APERTE AQUI.
Mas uma sensação que muitos já passaram é ficar preso em um elevador. Preso com outras pessoas, sendo uma delas desesperada em um calor infernal, esperando socorro com um apito de emergência por longos minutos. Nada é mais sufocante e desesperador.
Aparentemente ficar a muitos metros de profundidade em uma gaiola para ver um tubarão é bem pior do que ficar preso no elevador. Aparentemente.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Fabula

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre era um grande empresário, trabalhava no maior prédio de Botafogo. Possuía uma Ferrari F458, um tríplex em Ipanema, um Moto Z Play, uma Harley-Davidson 1915 11F e de quebra, viaja todo ano para a Europa. O tempo era corrido para a lebre. Não tinha tempo para seus filhos. Sua ex-mulher, quando levava suas crias para o seu final de semana SIM, muitas vezes tinha que pegar mais cedo, levando a Lebre-fêmea a ter que desistir de vários compromissos e com isso, lavando ao tribunal por negligência. Nada que tirasse a lebre de seu foco empresarial, conservador e cristão. Por conta de delações premiadas, seu nome foi jogado para a imprensa e o nervosismo toma conta do seu ser.
A tartaruga, mais humilde, está passando por um momento difícil. Desempregada, está enviando currículo a pelo menos dois meses. Apesar disso, divide o pouco que tem, na participação do coletivo de caridade que tem em seu bairro. Não deixa de participar do churrasco dos amigos, onde não colabora no racha das despesas, mas é presente no preparo das carnes. Vegetariano, não se opõe em trabalhar com churrasco, mas faz questão de encontrar com os amigos. Apesar de ter casa própria, se preocupa com o bem-estar de todos seus amigos.

A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Toda manhã, os dois se encontravam no cruzamento da Uruguaiana com Alfândega. Ele na sua imponente Ferrari e ele no seu modesto Volks 97. A lebre aproveitava suas frustrações e raiva, naquele momento, naquele perímetro e sabendo que a tartaruga demorava 3 minutos para começar a retrucar, aproveitava e partia quando o sinal abria no verde, fazendo aquele barulho característico de quem pode acelerar de 0 a 100 em segundos. Quando conseguia pronunciar a primeira palavra já ouvia o som das buzinas clamando para que andasse...nunca a tartaruga lhe dirigiu a palavra. Por que isso acontecia com frequência?
Quem tem pressa quer sempre acabar com quem está na frente devagar. Isso é chamado de síndrome senhor volante. Pode ser aplicada também para aqueles senhores andantes nas ruas. Somente quem teve Chycungunya e fica na situação inversa pode entender como os apressadinhos se sentem, mas e o enfermo? Ninguém quer pensar nele. 

Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, decidiu desafiar a lebre para uma corrida. Não de carro, pois a diferença era muito grande. Uma corrida a longa distância a pé, como nos clássicos da Grécia antiga. No dia seguinte, no encontro das ruas, como de habitual, a lebre foi caçoar da tartaruga, quando esta entregou seu desafio por escrito. Letra de forma, com horário, dia e prendas e ganhos, respectivamente ao perdedor e ganhador. Lendo aquilo rapidamente, deu de prontidão um pequeno sorriso no canto da boca.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
No dia e hora marcados, os dois estavam lá. Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, de forma lenta, porém, firmes. Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, fácil, parou e resolveu olhar a bolsa de valores através do celular. Empolgada com o pregão e seus administradores do outro lado da linha, não viu a tartaruga que a ultrapassou e começou a correr. 

Na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente. A tartaruga ganhou a Ferrari da lebre e a lebre deveria usar seu Volks antigo. Agora, todos os dias, os dois se encontram no cruzamento. A tartaruga não precisa dizer nada a lebre que tendo como prenda usar o carro por pelo menos 10 anos, também não se dispõe a cruzar olhares. A única liberdade da tartaruga é acelerar de 0 a 100 quando o sinal abre, deixando o buzinaço para seu colega fitness, a lebre.

Moral: Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu, Robô?

Meu amigo jornalista, companheiro de trabalho do saudoso Jornal do Brasil, João Erthal, escreveu um post curtinho e muito interessante e peço licença para desenvolver um pouco mais sobre o assunto, pois também fiquei muito intrigado sobre o assunto recorrente:
Prove que você não é um robô.
Ultimamente, alguns sites exibem essa frase, onde para continuar o acesso, precisa provar que você não é um robô. Como assim? Prove você primeiro! Vejam bem: é um robô mandando você provar que NÃO É UM ROBÔ. Geralmente um poste mijado de cachorro, Carros desfocados ou placas que você tem que colocar exatamente todos os cantos.
Montanhas Placas de ruas Carros Rios Não sou um robô!
Sabemos que é uma maneira de evitar spams. Antes, tínhamos apenas que ser sagazes ao identificar o que estava escrito em fotos desfocadas e reproduzir. E antes era pior, não sei se lembram, mas o texto ficava no meio de rabiscos, muito pior de visualizar e geralmente se errava mais...
Prove que você não é um robô.
A frase é difícil de digerir. Estamos cada vez mais adentrando aos meandros da inteligência artificial. É um passo importante para a humanidade, no sentido de viajar pelo universo atrás de um outro planeta para a humanidade se desenvolver, trabalhar para os humanos e fazer atividades mais complexos. Mas ao mesmo tempo que vislumbramos grandes avanços para nossa sociedade, nos remete aos nossos maiores medos: O robô se voltar contra nós, como no livro de Isaac Asimov, passando por cima das leis fundamentais de sua programação.
Ou pior, a Skynet se revoltar e criar condições de luta para eliminar a raça humana. E se não existir no futuro um John Connor? Existiu um super-ataque mundial na rede no final de semana que abateu grandes empresas pelo mundo todo ao mesmo tempo. Está certo que foi orquestrada por grandes hackers, mas até quando a inteligência artificial não será melhor que nós nesse aspecto? Será que estamos longe dessa realidade?
Maior ataque cibernético da história afetou mais de 200.000 vítimas em 150 países. O mundo virou um episódio de The Good Wife. Foram efeitos que ainda estão sendo diagnosticados, algumas pessoas ainda serão atacadas pelo vírus, mas já deu para perceber mudanças na bolsa elevando os valores das empresas digitais. Podemos minimizar esse medo? É vigilância contínua? Não existe nenhuma garantia de segurança total e se formos pensar que muito em breve a auto reprodução automática de sistemas será algo corriqueiro, ai meu amigo, Houston we have a problem.
Prove que você não é um robô.
Quando passa as 20 páginas de um termo de uso, onde duvido que algum ser humano gaste um tempo lendo ponto por ponto, ninguém me pergunta se sou um robô quando clico em CONCORDO. - Coisa que só um robô faria com essa rapidez. Ahrrá! Xeque mate!

Belchior cantava em “Velha Roupa Colorida” que o passado é uma roupa que não nos serve mais…Talvez seja o cuidado com as palavras não importa aos mais novos, ou até trabalhar sem desconfiança de nada uma virtude da juventude, mas sempre vou questionar e ficar atento aos passos que a humanidade está dando, afinal muitos são Sensíveis como um robô, mas eu sei a diferença entre vida e viver...

Música Reluz


Foi lançado na última sexta o hit repaginado Reluz. "Reluz", de Marcos Sabino, é o hit nacional repaginado por ANDRE BARROSO E BANDA. Recém-lançado pelo selo Café ForteMúsica Digital/Sony Music, com participação da cantora Maria Tereza. Produção de Gilber T e Bruno Marcus, na Tomba Records. Agradecimentos especiais a Felipe De Paula Ferreira -- que também toca bateria na faixa

Disponível:
Spotify - 
https://www.bit.ly/ReluzSpotify
Google Play - 
https://www.bit.ly/ReluzGooglePlay
Deezer - 
https://www.bit.ly/ReluzDeezer
Itunes - 
https://www.bit.ly/ReluzItunes
Youtube - https://www.youtube.com/watch?v=VUwIH2WaYPE&t=3s

Letra e Música: Marcos Sabino
Produção: Gilber T e Bruno Marcus
Gravado, Mixado e Masterizado por Bruno Marcus no estúdio Tomba Records
Distribuição: Café Forte Musica Digital / Fonoastronauta / Sony
Lançamento: 2017

Produção web: RM Mídias

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Thomas Jefferson e sua libido

O povo sempre é fascinado pelas curiosidades que envolvem celebridades. Das mais inocentes as mais picantes, tudo é motivo para aquele início de papo com os amigos ou como trunfo naquela conversa que não desenvolve. É impossível guardar um segredo qualquer, principalmente nos dias de hoje. Está comprovado que na nossa atual sociedade tecnológica, nada escapa dos olhares de câmeras das mais variadas lentes e pixels. Tirando as filmagens de Óvnis que sempre tem a pior gravação, todo restante está bem documentado. Sabe-se tudo a respeito dos famosos. Chega-se ao ponto de saber qual calcinha a modelo escolheu para o vestido de gala. As próprias redes de espionagem estrangeira têm papéis invertidos, passaram de espiãs a espionadas por hackers.
Agora, um personagem que sempre tem holofotes de grandes proporções, são os presidentes de países. Floriano Peixoto, era bastante severo, chegando até transferir o carnaval de fevereiro para junho de 1892. Rodrigues Alves era dorminhoco, Juscelino Kubitschek gostava de tirar os sapatos em reuniões e Itamar não usava terno marrom; não viajava em janela de avião e não usava meias ou sapatos pretos durante os vôos para qualquer parte. Mas talvez a vida sexual dos presidentes seja a mais lembrada como nos casos de Bill Clinton (Com o famoso caso com Monica Lewinsky) e Kennedy e seus amores (de acordo com Richard Thomas Condon – no livro Winter Kills -, onde acompanhou tudo de perto, entre eles a linda Marlyn Monroe). Mas poucos acompanharam a vida sexual de Thomas Jefferson, terceiro presidente americano e um dos fundadores da nação. O próprio Kennnedy, o rei das amantes, idolatrava o iluminista. Teria declarado com paixão, quando recebeu quase 50 prêmios Nobel na Casa Branca:  "acredito que esta é a mais extraordinária reunião de talento e conhecimento humano que já foi reunida na Casa Branca – com a possível exceção de quando Thomas Jefferson jantava aqui sozinho." Larry Flynt, teria afirmado que não soltou os escravos de suas condições, por ter preferencias eróticas por eles. Inclusive, sua amante mais conhecida era Sally Hemings, sua escrava, onde teria tido não um filho com ela, mas sete.
Thomas era chamado de degustador sexual e se tivesse a chance de viajar pelo mundo, com certeza iria passando a régua por onde passasse. Não sobraria ucraniana, ganesa ou Vladsvostokense.
Uma história que dizem atribuída a ele, faço aqui um pequeno desenvolvimento para mostrar como aconteceu. Jefferson estava com uma amante, na residência dela, quando subitamente chega o marido. Flagrado pelo companheiro traído, Jefferson, descolado e já acostumado com a situação, não se perturbou e já jogou na lata:
- Calma meu filho! É uma questão de segurança nacional! – Bradou Jefferson – preciso estar 24hs do dia com alguém perto de mim!
- Perto demais, não é Senhor Presidente!
- Sempre vou a fundo nas minhas determinações!
- Mas senhor presidente, o senhor tem uma segurança particular enorme, mais a Agencia de inteligência e a polícia municipal! ...
- Não se iluda! Napoleão sofreu várias tentativas de assassinato e ele tinha alguns sósias para despistar. E George Washington? Sofreu nas mãos médicas e morreu lentamente!
- O Senhor precisa que eu chame a segurança neste momento?
- Não é preciso meu filho! Inclusive estou engatado neste momento, não podendo me desvencilhar para qualquer ação externa!
- Precisa de algum conselheiro?
- Não. Na verdade, preciso de um Tabelião.
- Está sentindo inseguro?
- Não. Preciso registrar uma posição sexual nova. Não consegui encontrar essa no Tantra. Devo chamar talvez de posição Jeffersoniam!
 - Senhor! Isso me ofende tremendamente!
- Como assim? Sabe com quem está falando? Sou o presidente dos Estados Unidos! Você tem que ficar ofendido é com as altas taxas das mercadorias no comércio, com as atividades sísmicas e as delações premiadas! Isso sim!
- Desculpe senhor! Nisso você tem razão. Mas não vai se safar por comer a minha esposa! Exijo retratação!
- Veja bem, não me furto de um caso mal resolvido. Mas creio que não exista um, pois veja o sorriso de ponta a ponta de sua companheira. Fiz um bem neste local, com a chancela presidencial!
- Tenho que limpar minha honra!
- Você sabe onde moro! Não vou fugir. Moro naquela casa branca ali! Se quiser ajuda de meus escravos, fique à vontade. Você merece por botar mais uma garota na minha contagem oficial. Todos lembrarão deste momento daqui a várias gerações! De como Jefferson estava sempre de bom humor com seus eleitores! Deu até vontade de criar uma Universidade...
De qualquer maneira, Jefferson precisou da ajuda de sua segurança particular para escolta-lo do quarto da amante até a residência oficial. Um escândalo na época, mas contado com o fato que a população esquece os fatos muito rapidamente e tudo passou de um fato, para uma história e logo depois para um folclore. E com o passar dos anos, tudo virou história obscura e seus atos mais importantes foram marcados para as futuras gerações.

O fato de ter tido uma vida sexual muito ativa, sempre beneficiando suas taras e desjos ocultos, talvez explique sua morte, que mesmo adiantada, teria sido cercada de controvérsias entre alguns estudiosos que apontam que Jefferson e John Adams (Também ex-presidente e amigo), que morreram na mesma data, tenham tido juntos sua última experiência erótica e morreram de mãos dadas. Dizem as más línguas.  Principalmente as purpurinadas.