quinta-feira, 20 de julho de 2017

Composição infantil

Se passar uma enquete para todos os amigos e perguntar: Qual o animal do qual você mais se identifica? Pode ter certeza que a maior parte vai responder algum animal imponente como Leão, Tigre ou Cachorro. Acho os felinos de uma maneira geral, lindos. Mas sempre tenho preferências mais exóticas. Acho interessante a Lhama, Tucano, Arara, Harpia, Fradinho, Pato-Mandarim, Coruja, Moa e por que não, o Mamute. Nos jogos de adedanha, não faltava bichos no meu vocabulário, que deixavam sempre todos em dúvida da autenticidade do animal. Era sempre nomes complicados, mas pode conferir no Google. Ia de Feneco a Tilossauro, Serpentário, Impala, Facócero, Ocapi, Gnu, Cateto, Jupara, Quiurlo, Fulmaro, Tarâmbola dourada, Estercocário, entre outros. Mas dentre todos, um que acho muito digno de filosofar é o Camelo. Por isso, faço uma singela homenagem a esse ungulado artiodáctilo tão querido e tão esquecido em nossa literatura mundial.
O Camelo
O camelo é um animal que eu acho mais joinha tirando o leão, o tigre, o rinoceronte e muitos outros. Tem o camelo de uma corcova, tem de duas corcovas e acho que deve ter um de três corcovas. Como três é demais, não dão chance para ele aparecer. O camelo poderia ser um bicho brasileiro. Natural do Rio de Janeiro. Já repararam como as corcovas fazem duas montanhas? Não parece o Pão-de açúcar?  Camelo se chama o Navio do Deserto em alguns lugares, por que é o único que aguenta trabalhar em altas temperaturas. A gaivota vai voando a curva norte-sul, viajando Havaí, Pequim ou Istambul. Mas só o camelo pode navegar com tanto céu e mar num beijo azul.
A corcova do camelo também se chama bossa, mas não é nova. A menos que tenha menos de 15 anos. O camelo anda oito dias sem beber ao contrário do meu tio Zé que bebe oito dias sem andar.
O nome camelo vem do grego kamelos, que vem do hebraico gāmāl, com nome científico de Camelus. Tudo com som de camelo. Mas o coletivo de camelos é cáfila. Pode? Mesmo assim, seu nome é adorado por todos. Nossa companheira bicicleta, que nos leva a todos os lugares, sem reclamar ou pedir algum combustível, é também chamado de camelo.
Quem nunca conheceu um amigo com sobrenome camelo? Ou Camello? Ou Camelio? Já foi até nome com brasão, daqueles da antiguidade. É bem verdade que sempre colocam figuras como Leão ou dragões para representar força. Mas se você reparar no desenho do brasõa, vai ver que ele faz uma cara de bravo, com dentes para fora, que sinceramente, eu colocaria numa placa estampada na minha garagem, com os escritos: “Cuidado, camelo bravo”
Mas temos os camelôs, que não tem corcovas, mas passam horas e horas vendendo quinquilharias no sol quente, as vezes sem almoçar e jantar. Eles são trabalhadores que aguentam muita coisa nas ruas, mas todos exibem seu amor por times de futebol dos mais variados como Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Bangu, América e Madureira. Já vi com camisa do Barcelona também.
Camelo já foi nome de dinheiro também. O motivo? Não sei. Em Portugal parece que ainda se usa essa expressão. Talvez por achar que pode ser um dinheiro resistente e que possa chegar ao fim do mês ainda vivo...
Já foi o animal mais importante para os militares. Aqueles que lutaram no deserto. Animal forte e imponente. Quem já viu um camelo-bactriano, pode confirmar minha afirmação. E quem já foi no Simba Safari, pode lembrar da necessidade deles de dar pelo menos um beijinho de boas-vindas.  Ou então era interesse por alguma guloseima que os miúdos sempre levavam. Para uma criança, o camelo parecia um elefante. Para um adulto, se interessa apenas por sua pata.
Sempre pensamos neles no Verão. Gosto muito dessa época do ano. Os meninos na rua jogando bola, correndo feito loucos, gritando feito gorilas, e no sol como camelos. Camelo é verão. Camelo é vida brilhando. E como diria o poeta Sidónio Muralha:

- Como pode ser deserto se está cheio de camelos?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Trumpism


Estou na exposição Trumpism no Irã. Mais importante do que ganhar qualquer prêmio é a participação neste momento de brutalidade no mundo, principalmente cometida por um líder mundial como Trump e suas loucuras pessoais e atitudes perante ao próximo. Me sinto na obrigação de ser uma das vozes para alertar nossa posição contra esse governo e todos aqueles que representam apenas o capital acima do humano. 


Oficina de desenho livre


Faltam poucos dias para começar a oficina de desenho livre com André Barroso. Reserve sua vaga já! Telefone ou mande um zap para 98178-9445

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Fotos novas






Sempre dizem sobre os tempos de selos, empresários, produtores, que acabam engessando o mais importante que é a diversão de tocar, o tempo do artista e suas condições físicas. Às vezes, um momento de descontração empurradas por pessoas que gostam de você é muito bom para recarregar ânimo e sentido.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Projeto Grafite na Rua


Fui selecionado para fazer um painel no novo túnel Charitas-Cafubá. A arte vai fazer parte deste projeto incrível que engloba a estação das barcas de Charitas de Niemeyer, o projeto do túnel aguardada a pelo menos 40 anos pela população e o novo desenho urbano do local. O projeto de pintura que produzi será mostrada em breve. Aguarde!

Crossdresser

Tathi foi entrando de maneira triunfal, lembrando a Jéssica Rabbit, com um vestido vermelho longo aberto na lateral e batom combinado exibindo os lábios carnudos, contrastando com sua aparente preocupação. Sentou e foi logo exibindo a foto do marido, para tristeza do detetive. Foi logo descrevendo seus trejeitos, suas manias e que sempre saia com um chapéu panamá à noite. Dizia que sentia muito frio no couro cabeludo. E ainda esclareceu:
- Doutor, acho que meu marido está me traindo!  Quero que você siga ele e quero saber todas as informações, por mais pérfida que seja!
Impassível com o choro da mulher a sua frente, puxou a foto para perto de seus olhos, colocou-a em seu bolso, ajeitou a camisa, acendeu um cigarro preto e logo após, falou de forma incisiva:
- Pode deixar comigo, bebe! Missão dada é missão cumprida.
Enxugando os olhos verdes, engoliu o choro e se levantou satisfeita e com ar de resignada, sai da mesma forma que chegou.
Uma semana depois, ela recebe o telefonema do detetive, que já daria sua primeira prestação de contas:
- Minha linda, seu marido passa boa parte da noite na boate Toca do Tatu.
- Meu Deus! Não!
- Mas não se desespere...tem a parte boa e a ruim.
- Boa e ruim? ...me fale a boa.
- A boa é que ele não está com nenhuma mulher.
- Graças a Deus! E a ruim?
- A ruim é que ele se veste de mulher...
- Meu Deus! ...E sozinho?
- Sozinho.
Ela agradeceu e falou que acertaria no dia seguinte. Depois que desligou, não conseguiu digerir a informação direito e ligou para sua melhor amiga Letícia. Letícia sempre foi sua confidente e amiga desde a 5ª série. Ouvindo seu drama mais recente, dá um conselho inusitado.
- Amiga, Ele não está te traindo, mas está revelando uma tara que acha que não consegue revelar para você. Você ama ele?
-Sim.
- Eu acho que você podia fazer uma surpresa para ele. Que tal você vestir as roupas dele? Você mostra que entende a situação dele, sem precisar discutir nada. Vocês se aproximam e tem uma noite de amor na sala e tudo fica bem novamente, que tal?
-Será?
- Vai por mim amiga. Vai ser mágico!
À noite chega e na hora que o marido chega, encontra a mesa de jantar arrumada com candelabros e uma comida refinada. De repente, ouve o som de Jean Francois Maurice e Maryse com La Rencontre ao fundo e subitamente surge a esposa toda vestida com um terno escuro, bigode falso e um perfume masculino amadeirado. Ela vai dançando misturando sensualidade e algo que viu na internet, tentando não ser muito feminina. O marido com a boca aberta não consegue dar um pio e ela estimulada por isso, continua seus movimentos, quando o seu celular tocou. Ela atendeu, com voz masculina, já incorporada no personagem.
- Alô!
E do outro lado:
- Bebe, se quiser pegar seu marido no flagra, ele está aqui na boate agora e ainda não trocou de roupa. Pega ele no flagra!
Ela desliga. Olhou para o marido e para não entrar debaixo da mesa e chorar, emendou logo:

- Que tal uma disputa de queda de braço?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aulão de desenho nas férias


Oficina de férias - Curso de desenho.
3 encontros - 3 sextas-feiras.

Duas turmas:

14:30/15:30 
16:00/17:00

10 vagas por turma!

Garanta já sua vaga!

Investimento R$ 180,00

Carismático

O carismático é carismático sem esforço. Ele não precisa ler algum livro, ver algum filme ou ver algum passo-a-passo no youtube. Ele apenas é. O carismático descobre seu dom, desde cedo, quando notou que tinha que dar cola na aula de massinha, no Jardim de infância. Nas festas juninas, O carismático estava sempre escalado para a barraca do beijo. Era lá que a escola sempre tinha lucro e salvava o orçamento do mês. Sempre foi tudo muito calmo, até chegar na adolescência, onde se queixa com seu pai:
- Não quero ser mais carismático!
- Desculpe filho, não entendi nada do que falou. Estava hipnotizado com seu carisma.
O carismático na rua podia causar verdadeiros transtornos. O brilho intenso de seu carisma pode levar ao desespero motoristas desavisados e colisões são sempre comuns em um simples passeio ao mercado. Quando O carismático precisa fazer sinal para o ônibus, quem está do outro lado acha que está sendo chamado. Pior para quem sofre de algum problema cardíaco, pois enche de transeuntes tentando resolver o problema. Agora imagine isso amplificado, quando O carismático precisa ir a loteria. O rastro de ataques do coração causados por seu carisma enquanto chega ao local é imensa. O carismático precisa ter cuidado ao passar por food trucks, porque algumas receitas acabam sendo reinventadas com o desvio de olhar de seus admiradores, gerando mega maioneses em um hambúrguer ou azeitona na cerveja. Por outro lado, milagres podem acontecer como paralíticos que saem das suas cadeiras para tentar abraçar O carismático ou cegos que voltam a enxergar, pessoa voarem, são muitas vezes comuns.  Talvez voar não. Outra coisa boa, pode ser o convite para ser levado de limusine ao centro da cidade, apenas para dar prazer de sua companhia ao motorista. Por vezes, quando você está com dores nas costas, pode se aproveitar dos bancos de couro, mesmo que tenha que ir à casa de sua tia. Uma procissão sempre se reúne em volta de sua casa, é claro protegida por cordões de isolamento vermelhos e elegantes. Milhões de flashes são disparados sempre que chega em casa, mesmo voltando suado da corrida na praia. A polícia já faz plantão todos os dias para organizar a baderna, já que a população fica dia e noite de plantão, aguardando um simples aceno ou um sorriso sutil. Não é incomum palavras de ordem, músicas, mosh e gritos esganiçados quando O carismático aparecia numa fresta da janela.
Quem pode explicar esse dom? Você não apenas quer ficar perto do carismático, alguns exaltados querem um pedaço da camisa, outras, autógrafo nos seios e alguns poucos um cílio já basta. Tudo começou a ficar mais e mais invasivo, no correr dos anos, quando mesmo ao tomar banho, alguém surrupia o xampu (que aliás, foi presente da sua tia Ana) como lembrança ou está escondido na banheira, atrás da porta ou até surge de dentro do vaso (não me pergunte como). Os anos passam, mas a impaciência cresce e o cansaço toma conta de seu ser. Não é para menos que O carismático tenha se incomodado com todo o assédio, pois seria como viver em um Big Brother todos os dias de sua vida, sem direito a se eliminar quando quisesse. Quantos convites recebeu para participar de partidos políticos? Inúmeros. Quantas vezes foi indicado para ser representante de turma? Incontáveis. Quantas vezes foi oferecido abrir uma igreja? Milhares. Cada vez mais alheio as multidões, foi se tornando um sujeito recluso. Não dizia seu endereço, não tinha redes sociais nem telefone.  Nenhuma das duas situações deixava O carismático feliz. Cada vez mais recluso, lembrava a figura de Howard Hughes, com barba por fazer, unhas longas, vestindo pijamas e tendo apenas o espelho como amigo. Resolveu dar cabo a todo aquele sofrimento. Escreveu uma carta singela e curta para a quem interessar e se dirigiu ao parapeito do prédio onde morava, no 23º andar. A aparição levou a multidão a loucura quando descobriu atrás daquelas vestes que era O carismático. Os gritos de alegria aos poucos se transformaram em gritos de horror com a queda do corpo ao chão. Tragédia nacional. Luto de três dias. O Papa escreveu uma homenagem, mas não conseguiu chegar ao fim do texto, debulhado em prantos comoventes. Do outro lado da vida, Deus não permite a entrada de um suicida em sua casa, por mais dor no coração que estivesse e de acordo com sua Lei, foi enviado ao inferno, aos cuidados direto de Lúcifer. Temendo o pior, O carismático, estava pronto para encarar seu sofrimento eterno. Frente a frente com o capeta, O carismático começa a falar:
- Estou pronto para encarar meus erros...para que essa câmera?

O próprio Coisa Ruim abraçou O carismático e fazia uma selfie, quando vários pequenos diabos reconheceram a figura que acabara de chegar e começaram a amontoar aos montes, venerando a luz do carismático. Agora, teria que encarar pela eternidade a bajulação e veneração do outro lado da vida.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A desempregada e o Circo

Chris Adibê era uma dessas pessoas determinadas, cuja vocação era nunca deixar a peteca cair. Arquiteta de formação e guia de turismo por vocação, acabou passando por aquela fase em que todos estão experimentando no momento de crise aguda: o desemprego. Passou grande parte dos seus três meses de folga forçada, enviando e-mails, visitando grupos de oportunidades no Facebook, procurando chances no WhatsApp e um belo dia, ei-la aceitando uma vaga inesperada em sua vida: Artista de circo. O que iria perder? Com vale transporte, alimentação no local, treinos e convivência com pessoas com sentimentos livres. Parecia ser bom, apesar de não ter nenhuma idéia do que poderia fazer. Aliás, nunca foi dada ao mundo das artes, apesar de lembrar de ter feito uma ponta de cobrador de presença, numa peça de teatro da 5ª série, em sua antiga escola. No dia seguinte, tomou seu tradicional café com leite e um pedaço de costela, e após um grande suspiro, foi decidida a mudar de vida. O mais importante, era focar na idéia que precisava quitar meses de aluguel atrasado. Foco! A visita ao circo Gran Orlando, foi emocionante e foi recebida de braços abertos pelo dono e apresentador do espetáculo Seu Alfredo.
- Meu nome é Chris Adibê Soares Lima. Adibê em homenagem a minha avó mineira. Vim fazer um teste para trabalhar no Circo. Fui indicada pela Marcinha...
- Sim, sim! A Marcinha. O que você sabe fazer exatamente?
- Para falar a verdade, posso fazer qualquer coisa. Afinal, sempre fui boa em Educação Física. Nunca trabalhei no Circo, mas estou precisando de uma chance urgente e estou muito desesperada...posso fazer a assistente do mágico, que tal?
- Impossível, querida. Ontem, durante o espetáculo, ele fez seu grande número de serrar ao meio uma pessoa da plateia. Até agora ele está no hospital tentando juntar as partes de uma senhora da plateia. Os coelhos ficaram aqui para receber os recados e os pombos estão dando o depoimento na polícia, mas o delegado já falou que não quer saber de pessoas avoadas prestando esclarecimento no inquérito levantado pela família.
- Entendo...então que tal trapezista. Poderia me balançar a 20 metros de altura.
- Tenho uma notícia muito triste. O trapezista faleceu. Ontem, anunciou ao público que iria fazer um salto mortal. E foi mortal! Que homem de palavra...
- Jesus! E todo mundo viu ele se espatifando no chão?
- Claro que não! Ele deu um salto direto em um balde dágua!
- Minha nossa!
- Minha Nossa digo eu! Esqueceram de colocar água...
- E o engolidor de espadas? Que tal eu segurar as espadas para ele?
- Ontem, depois de engolir 7 espadas, não conseguiu engolir o desaforo de uma pessoa da plateia e do jeito que estava partiu para cima do infeliz com ódio no coração. Acabou passando mal e foi levado ao hospital. Nesse momento deve estar na mesa de operações, afinal, certas coisas só são amargas se a gente as engole...
- Nossa...parece até sabotagem. E que tal o homem forte? Poderia ficar ao lado dele de maiô. Tenho um corpo bonito.
- Isso vai ser complicado...o homem forte na verdade é a biba forte. Da irmandade. Não tolera mulheres a pelo menos 10 metros de distância. Certa vez, uma foi ver a apresentação na primeira fila. O homem forte deu um chilique tão grande, que ficou desacreditado e saiu do picadeiro na mesma hora. Até hoje está trancado no seu trailer, com trauma e chorando muito. Estamos mantendo ele a base de chocolates e maratona de Mother Family.
- Já sei! Já sei! O que realmente o Circo está precisando é de um dono do circo! Esse é a ocupação que devo ter neste trabalho!

No dia seguinte, Seu Alfredo estava começando a enviar e-mails, visitando grupos de oportunidades no Facebook, procurando chances no WhatsApp...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Vai subir!

Lembro a época em que os elevadores pantográficos tinham que ter um ascensorista. Conheço lugar que você tem que desafiar a morte nas portas assassinas ou de ataque de coração. Já Subi em um que deixou a minha pressão lá no subsolo mesmo. Não sou contra elevador ou qualquer tipo de elevador. Muitas das vezes prefiro as escadas mesmo. Não me venham com Transtorno obsessivo ou claustrofobia. Não é o meu caso, juro. Quero focar na figura do ascensorista. Esta pessoa que era presente em muitos elevadores e foi se extinguindo aos poucos, sendo trocado por TVs frias e gente que compartilha seu momento de espera até o andar desejado. Tenho na minha memória pessoas muito educadas, que puxavam assunto – Não importava qual – e deixavam esse momento de espera mais caloroso. Possivelmente falariam hoje:
- Você viu a falha do Muralha no jogo de domingo?
- Tá armando um temporal feio, hein?
- Esses moços, pobres moços / Ah! Se soubessem o que eu sei / Não amavam, não passavam
Aquilo que já passei / Por meu / olhos, por meus sonhos Por meu sangue, tudo enfim É que peço
A esses moços / Que acreditem em mim... (cantoria de uma música de Lupicínio Rodrigues)
Saudades, viu? Cada vez sinto saudades do contato das pessoas nas ruas. Não é implicância, é posição crítica. A escada é ótima, mas não conversa. Não gosto de uma voz metálica dando palpite no meu trajeto. Lembro-me de um sujeito que trabalhava no centro do Rio. Se chamava Almir. Um velhinho boa praça que sempre dava bom dia a todos e ficava lendo seu jornalzinho a medida que o elator subia. Mas o mais intrigante, era que ele usava dois jargões no meio de uma conversa, que acabava resumindo tudo que havia sido falado. Hoje, teríamos os seguintes diálogos:
- Cada dia a situação só piora e pelo visto vai piorar, não vejo nada positivo com alguns, tenho muito medo do futuro do país, espero que esteja tudo melhorando, fazendo essa faxina do judiciário nos políticos.  Será que teremos alguma luz no fim do túnel?
- Vai descer! – Gritava Seu Almir
- Alô Mírian? parabéns anja, te desejo todas as coisas boas que existem nesse mundo, espero que teu dia seja incrível!! Te amo bonequinha!! Um beijo da sua tia! Espero que tenha muitos anos de vida!
- Vai subir! – Gritava Seu Almir
- Tô na dúvida entre pedir um tênis ou investir na bolsa no dia dos namorados. Um tênis vou ficar muito feliz por um tempo, mas e se a bolsa crescer, poderia comprar 20 tênis e ficar anos feliz. Será que vai acontecer com o índice da bolsa?
- Vai subir! – Gritava Seu Almir
- ...Eu beijando ele muito e o clima crescendo. Não rolou nada, mas hoje vai ter um jantarzinho chique que ele tá programando. O problema é que ele vai ter um dia estressante no trabalho e trampar de 6 da manhã até ás 8 da noite...será que vai dar conta de mim? Será que ele pega fogo?
- Vai descer! – Gritava Seu Almir
Era ótimo. Parecia um quadro de humor do Jô Soares. Infielmente esse tempo acabou e temos que encarar que elevador é uma caixa mecânica que tem ALARME escrito bem grande e outras indiretas para transformar no meio de transporte mais seguro do mundo. Bravateiros irão falar que os tempos de modernidade exigem que sejamos cada vez mais a tecnologia vai ditar as regras, mas sabemos que a verdade é que o capitalismo tirou essas vagas para a automação. E no fim das contas, a individualidade cresce mais a cada dia.  Quem mais poderia indicar onde estarão as lindas beldades, no 23º ou no 24º andar? Ou onde está um WIfi gratuito?
Por tudo isso, não me nego a entrar em um elevador, mas apenas sinto um profundo suspiro ao olhar para o local que antes era reservado ao querido funcionário da berlinda e ver APERTE AQUI.
Mas uma sensação que muitos já passaram é ficar preso em um elevador. Preso com outras pessoas, sendo uma delas desesperada em um calor infernal, esperando socorro com um apito de emergência por longos minutos. Nada é mais sufocante e desesperador.
Aparentemente ficar a muitos metros de profundidade em uma gaiola para ver um tubarão é bem pior do que ficar preso no elevador. Aparentemente.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Fabula

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre era um grande empresário, trabalhava no maior prédio de Botafogo. Possuía uma Ferrari F458, um tríplex em Ipanema, um Moto Z Play, uma Harley-Davidson 1915 11F e de quebra, viaja todo ano para a Europa. O tempo era corrido para a lebre. Não tinha tempo para seus filhos. Sua ex-mulher, quando levava suas crias para o seu final de semana SIM, muitas vezes tinha que pegar mais cedo, levando a Lebre-fêmea a ter que desistir de vários compromissos e com isso, lavando ao tribunal por negligência. Nada que tirasse a lebre de seu foco empresarial, conservador e cristão. Por conta de delações premiadas, seu nome foi jogado para a imprensa e o nervosismo toma conta do seu ser.
A tartaruga, mais humilde, está passando por um momento difícil. Desempregada, está enviando currículo a pelo menos dois meses. Apesar disso, divide o pouco que tem, na participação do coletivo de caridade que tem em seu bairro. Não deixa de participar do churrasco dos amigos, onde não colabora no racha das despesas, mas é presente no preparo das carnes. Vegetariano, não se opõe em trabalhar com churrasco, mas faz questão de encontrar com os amigos. Apesar de ter casa própria, se preocupa com o bem-estar de todos seus amigos.

A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Toda manhã, os dois se encontravam no cruzamento da Uruguaiana com Alfândega. Ele na sua imponente Ferrari e ele no seu modesto Volks 97. A lebre aproveitava suas frustrações e raiva, naquele momento, naquele perímetro e sabendo que a tartaruga demorava 3 minutos para começar a retrucar, aproveitava e partia quando o sinal abria no verde, fazendo aquele barulho característico de quem pode acelerar de 0 a 100 em segundos. Quando conseguia pronunciar a primeira palavra já ouvia o som das buzinas clamando para que andasse...nunca a tartaruga lhe dirigiu a palavra. Por que isso acontecia com frequência?
Quem tem pressa quer sempre acabar com quem está na frente devagar. Isso é chamado de síndrome senhor volante. Pode ser aplicada também para aqueles senhores andantes nas ruas. Somente quem teve Chycungunya e fica na situação inversa pode entender como os apressadinhos se sentem, mas e o enfermo? Ninguém quer pensar nele. 

Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, decidiu desafiar a lebre para uma corrida. Não de carro, pois a diferença era muito grande. Uma corrida a longa distância a pé, como nos clássicos da Grécia antiga. No dia seguinte, no encontro das ruas, como de habitual, a lebre foi caçoar da tartaruga, quando esta entregou seu desafio por escrito. Letra de forma, com horário, dia e prendas e ganhos, respectivamente ao perdedor e ganhador. Lendo aquilo rapidamente, deu de prontidão um pequeno sorriso no canto da boca.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
No dia e hora marcados, os dois estavam lá. Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, de forma lenta, porém, firmes. Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, fácil, parou e resolveu olhar a bolsa de valores através do celular. Empolgada com o pregão e seus administradores do outro lado da linha, não viu a tartaruga que a ultrapassou e começou a correr. 

Na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente. A tartaruga ganhou a Ferrari da lebre e a lebre deveria usar seu Volks antigo. Agora, todos os dias, os dois se encontram no cruzamento. A tartaruga não precisa dizer nada a lebre que tendo como prenda usar o carro por pelo menos 10 anos, também não se dispõe a cruzar olhares. A única liberdade da tartaruga é acelerar de 0 a 100 quando o sinal abre, deixando o buzinaço para seu colega fitness, a lebre.

Moral: Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu, Robô?

Meu amigo jornalista, companheiro de trabalho do saudoso Jornal do Brasil, João Erthal, escreveu um post curtinho e muito interessante e peço licença para desenvolver um pouco mais sobre o assunto, pois também fiquei muito intrigado sobre o assunto recorrente:
Prove que você não é um robô.
Ultimamente, alguns sites exibem essa frase, onde para continuar o acesso, precisa provar que você não é um robô. Como assim? Prove você primeiro! Vejam bem: é um robô mandando você provar que NÃO É UM ROBÔ. Geralmente um poste mijado de cachorro, Carros desfocados ou placas que você tem que colocar exatamente todos os cantos.
Montanhas Placas de ruas Carros Rios Não sou um robô!
Sabemos que é uma maneira de evitar spams. Antes, tínhamos apenas que ser sagazes ao identificar o que estava escrito em fotos desfocadas e reproduzir. E antes era pior, não sei se lembram, mas o texto ficava no meio de rabiscos, muito pior de visualizar e geralmente se errava mais...
Prove que você não é um robô.
A frase é difícil de digerir. Estamos cada vez mais adentrando aos meandros da inteligência artificial. É um passo importante para a humanidade, no sentido de viajar pelo universo atrás de um outro planeta para a humanidade se desenvolver, trabalhar para os humanos e fazer atividades mais complexos. Mas ao mesmo tempo que vislumbramos grandes avanços para nossa sociedade, nos remete aos nossos maiores medos: O robô se voltar contra nós, como no livro de Isaac Asimov, passando por cima das leis fundamentais de sua programação.
Ou pior, a Skynet se revoltar e criar condições de luta para eliminar a raça humana. E se não existir no futuro um John Connor? Existiu um super-ataque mundial na rede no final de semana que abateu grandes empresas pelo mundo todo ao mesmo tempo. Está certo que foi orquestrada por grandes hackers, mas até quando a inteligência artificial não será melhor que nós nesse aspecto? Será que estamos longe dessa realidade?
Maior ataque cibernético da história afetou mais de 200.000 vítimas em 150 países. O mundo virou um episódio de The Good Wife. Foram efeitos que ainda estão sendo diagnosticados, algumas pessoas ainda serão atacadas pelo vírus, mas já deu para perceber mudanças na bolsa elevando os valores das empresas digitais. Podemos minimizar esse medo? É vigilância contínua? Não existe nenhuma garantia de segurança total e se formos pensar que muito em breve a auto reprodução automática de sistemas será algo corriqueiro, ai meu amigo, Houston we have a problem.
Prove que você não é um robô.
Quando passa as 20 páginas de um termo de uso, onde duvido que algum ser humano gaste um tempo lendo ponto por ponto, ninguém me pergunta se sou um robô quando clico em CONCORDO. - Coisa que só um robô faria com essa rapidez. Ahrrá! Xeque mate!

Belchior cantava em “Velha Roupa Colorida” que o passado é uma roupa que não nos serve mais…Talvez seja o cuidado com as palavras não importa aos mais novos, ou até trabalhar sem desconfiança de nada uma virtude da juventude, mas sempre vou questionar e ficar atento aos passos que a humanidade está dando, afinal muitos são Sensíveis como um robô, mas eu sei a diferença entre vida e viver...

Música Reluz


Foi lançado na última sexta o hit repaginado Reluz. "Reluz", de Marcos Sabino, é o hit nacional repaginado por ANDRE BARROSO E BANDA. Recém-lançado pelo selo Café ForteMúsica Digital/Sony Music, com participação da cantora Maria Tereza. Produção de Gilber T e Bruno Marcus, na Tomba Records. Agradecimentos especiais a Felipe De Paula Ferreira -- que também toca bateria na faixa

Disponível:
Spotify - 
https://www.bit.ly/ReluzSpotify
Google Play - 
https://www.bit.ly/ReluzGooglePlay
Deezer - 
https://www.bit.ly/ReluzDeezer
Itunes - 
https://www.bit.ly/ReluzItunes
Youtube - https://www.youtube.com/watch?v=VUwIH2WaYPE&t=3s

Letra e Música: Marcos Sabino
Produção: Gilber T e Bruno Marcus
Gravado, Mixado e Masterizado por Bruno Marcus no estúdio Tomba Records
Distribuição: Café Forte Musica Digital / Fonoastronauta / Sony
Lançamento: 2017

Produção web: RM Mídias

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Thomas Jefferson e sua libido

O povo sempre é fascinado pelas curiosidades que envolvem celebridades. Das mais inocentes as mais picantes, tudo é motivo para aquele início de papo com os amigos ou como trunfo naquela conversa que não desenvolve. É impossível guardar um segredo qualquer, principalmente nos dias de hoje. Está comprovado que na nossa atual sociedade tecnológica, nada escapa dos olhares de câmeras das mais variadas lentes e pixels. Tirando as filmagens de Óvnis que sempre tem a pior gravação, todo restante está bem documentado. Sabe-se tudo a respeito dos famosos. Chega-se ao ponto de saber qual calcinha a modelo escolheu para o vestido de gala. As próprias redes de espionagem estrangeira têm papéis invertidos, passaram de espiãs a espionadas por hackers.
Agora, um personagem que sempre tem holofotes de grandes proporções, são os presidentes de países. Floriano Peixoto, era bastante severo, chegando até transferir o carnaval de fevereiro para junho de 1892. Rodrigues Alves era dorminhoco, Juscelino Kubitschek gostava de tirar os sapatos em reuniões e Itamar não usava terno marrom; não viajava em janela de avião e não usava meias ou sapatos pretos durante os vôos para qualquer parte. Mas talvez a vida sexual dos presidentes seja a mais lembrada como nos casos de Bill Clinton (Com o famoso caso com Monica Lewinsky) e Kennedy e seus amores (de acordo com Richard Thomas Condon – no livro Winter Kills -, onde acompanhou tudo de perto, entre eles a linda Marlyn Monroe). Mas poucos acompanharam a vida sexual de Thomas Jefferson, terceiro presidente americano e um dos fundadores da nação. O próprio Kennnedy, o rei das amantes, idolatrava o iluminista. Teria declarado com paixão, quando recebeu quase 50 prêmios Nobel na Casa Branca:  "acredito que esta é a mais extraordinária reunião de talento e conhecimento humano que já foi reunida na Casa Branca – com a possível exceção de quando Thomas Jefferson jantava aqui sozinho." Larry Flynt, teria afirmado que não soltou os escravos de suas condições, por ter preferencias eróticas por eles. Inclusive, sua amante mais conhecida era Sally Hemings, sua escrava, onde teria tido não um filho com ela, mas sete.
Thomas era chamado de degustador sexual e se tivesse a chance de viajar pelo mundo, com certeza iria passando a régua por onde passasse. Não sobraria ucraniana, ganesa ou Vladsvostokense.
Uma história que dizem atribuída a ele, faço aqui um pequeno desenvolvimento para mostrar como aconteceu. Jefferson estava com uma amante, na residência dela, quando subitamente chega o marido. Flagrado pelo companheiro traído, Jefferson, descolado e já acostumado com a situação, não se perturbou e já jogou na lata:
- Calma meu filho! É uma questão de segurança nacional! – Bradou Jefferson – preciso estar 24hs do dia com alguém perto de mim!
- Perto demais, não é Senhor Presidente!
- Sempre vou a fundo nas minhas determinações!
- Mas senhor presidente, o senhor tem uma segurança particular enorme, mais a Agencia de inteligência e a polícia municipal! ...
- Não se iluda! Napoleão sofreu várias tentativas de assassinato e ele tinha alguns sósias para despistar. E George Washington? Sofreu nas mãos médicas e morreu lentamente!
- O Senhor precisa que eu chame a segurança neste momento?
- Não é preciso meu filho! Inclusive estou engatado neste momento, não podendo me desvencilhar para qualquer ação externa!
- Precisa de algum conselheiro?
- Não. Na verdade, preciso de um Tabelião.
- Está sentindo inseguro?
- Não. Preciso registrar uma posição sexual nova. Não consegui encontrar essa no Tantra. Devo chamar talvez de posição Jeffersoniam!
 - Senhor! Isso me ofende tremendamente!
- Como assim? Sabe com quem está falando? Sou o presidente dos Estados Unidos! Você tem que ficar ofendido é com as altas taxas das mercadorias no comércio, com as atividades sísmicas e as delações premiadas! Isso sim!
- Desculpe senhor! Nisso você tem razão. Mas não vai se safar por comer a minha esposa! Exijo retratação!
- Veja bem, não me furto de um caso mal resolvido. Mas creio que não exista um, pois veja o sorriso de ponta a ponta de sua companheira. Fiz um bem neste local, com a chancela presidencial!
- Tenho que limpar minha honra!
- Você sabe onde moro! Não vou fugir. Moro naquela casa branca ali! Se quiser ajuda de meus escravos, fique à vontade. Você merece por botar mais uma garota na minha contagem oficial. Todos lembrarão deste momento daqui a várias gerações! De como Jefferson estava sempre de bom humor com seus eleitores! Deu até vontade de criar uma Universidade...
De qualquer maneira, Jefferson precisou da ajuda de sua segurança particular para escolta-lo do quarto da amante até a residência oficial. Um escândalo na época, mas contado com o fato que a população esquece os fatos muito rapidamente e tudo passou de um fato, para uma história e logo depois para um folclore. E com o passar dos anos, tudo virou história obscura e seus atos mais importantes foram marcados para as futuras gerações.

O fato de ter tido uma vida sexual muito ativa, sempre beneficiando suas taras e desjos ocultos, talvez explique sua morte, que mesmo adiantada, teria sido cercada de controvérsias entre alguns estudiosos que apontam que Jefferson e John Adams (Também ex-presidente e amigo), que morreram na mesma data, tenham tido juntos sua última experiência erótica e morreram de mãos dadas. Dizem as más línguas.  Principalmente as purpurinadas.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pânico e circense


Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. Se mede em metros? Sistema geométrico? Unidade Schrödinger? Nada disso. É o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais. Você poderia me perguntar sobre Napoleão por exemplo. Aquele baixinho invocado, tinha por volta de 1,69m. A média dos europeus naquela época era de 1,64m e seu maior (Maior?) Inimigo era Horatio Nelson que tinha seus ridículos 1,62m. Ou seja, pasmem, Napoleão era um gigante. Um gigante na altura e seus desejos de domínio mundial. Hoje, quantos gigantes em comparações mundiais conhecemos? Hoje, tirando o dream team do Los Angeles Lakers de 1980, consigo pensar apenas no Golias (que lutou contra David). Este teve uma passagem rápida na história e perdeu de um baixinho! Algumas figuras, de grande valor crítico, emocional, caráter, podem até não ter existido como no caso de Pitágoras ou Homero. Vários cientistas afirmam que suas obras foram feitas a várias mãos ao longo da história.
Seria bom em alguns momentos, podermos chegar a alguém de baixa estatura e falar para ela: “Acredito que você tenha uns três metros e quarenta! ” Isso, você contando a altura métrica dele mais a grandeza de seu ser, sua iluminação, seu caráter, amizade. Mas para isso acontecer, necessariamente, devemos conhecer a pessoa a ser medida. Precisamos de um certo tempo, convivência, risadas com cervejas artesanais. Uma dessas medições, poderia ser a hora do Pânico!
A hora do pânico. Ah esse momento único! É um recorte muito especial da pessoa. Esse momento de pavor que mexe com os nervos e parece que muda o comportamento de cada ser vivo no planeta, pode crescer ou apequenar. Seu momento derradeiro, onde cada um demonstra suas fraquezas e põe a prova decisões que podem significar a própria vida. Mesmo aquele camarada, que tem sua voz potente a lá Darth Vader, pode nesse momento gritar como uma menininha de 6 anos. Alguns chegam até a quebrar copos de cristal, a pelo menos quatro quilômetros. Imagine só!
Para não ficar apenas apontando o dedo para outras figuras, vou me incluir nesta explanação, contando um momento recente por que passei.
Estava eu em uma viagem ao norte do Rio, aprazível local no meio das matas, em uma confortável pousada, lotada de pessoas conhecidas. A cidade era pequena. Uma grande avenida era o local mais importante. É claro que você em um local novo, quer andar e conhecer o que podem oferecer de novidade para você. O detalhe a ser colocado, é que estava a pelo menos duas semanas com Chycungunha. Essa doença que impede sua vontade de se aventurar até mesmo para pegar o controle remoto na mesa logo a sua frente. Pois bem, andando com dificuldades pelas ruas da cidade turística, percebi que duas pessoas estranhas estavam logo atrás de mim. Em cidades estranhas você reconhece imediatamente que é local e visitante. Os locais são sempre impávidos com a paisagem. O visitante é sempre deslumbrado, andam como tartarugas e sempre estão vestidos de maneira inapropriada ao meio ambiente. Não chega a ser aquele americano vermelho com câmera a tira colo e bermuda de florzinha no calçadão do Rio, mas fica bem evidente sua vestimenta, não precisando ser uma Lilian Pacce para perceber a situação.
Pois bem, num instante para o outro, sem que se possa dizer a razão, surgiram outras figuras estranhas seguindo a minha figura. Quando vieram mais 3 ou 4 na minha frente, gelei. Deu aquele frio na espinha subindo até a nuca e o suor frio. Me pus imóvel, como na maioria das situações para não desaguar qualquer reação imediata. No total pareciam uns 7, mas na minha visão de temor eram 40.  A princípio todos se entreolhavam. Tinham semblantes de nordestinos que estavam imigrando para ganhar a vida de alguma forma em outro estado. De qualquer forma, me senti como a galinha do Cidade de Deus. Conseguia ouvir até a trilha sonora de Antônio Pinto na minha cabeça.
Respirei um pouco nesse meio tempo e consegui averiguar que eram apenas 7 e não 40. Consegui perceber que algumas pessoas corriam ou atravessavam a rua. Meu coração parecia que pulava pela boca, mas o silencio era mais alto.
Tudo foi muito rápido. Mas é claro que posso estar enganado, afinal, nesse momento tudo passa muito rápido ou como Neo se desviando das balas em Matrix. De qualquer forma, pensem: Interior bucólico de um vilarejo no Rio, eu com Chycungunha, 7 estranhos em volta, ninguém nas redondezas, feno rolando na Avenida principal, olhares espantados nas casas entre as persianas e pânico.
E aí tomei a decisão.

Comprei todas as lembrancinhas do local que estavam vendendo, inclusive rede de dormir para dois. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Sem lenço e sem documento

Quem com ferro fere tanto bate até que fura.
Agora, Inês é morta! Pede-se Exumação urgente!
Eu bebo para esquecer, porque se fosse sólido eu lembraria!
Vamos manter a integridade dos vasos sanguíneos! Para vencer a resistência das artérias e liberar a circulação, preocupado com o banho de sangue, os governantes pedem para não entupir com gorduras e sim com flores
O problema é que quando o metro fica muito cheio, se mistura muitos cheiros. Logicamente meu nariz descarrilhou.
A pessoa que tem muitas dúvidas sobre o computador deve se consultar com um terapeuta ou analista de sistemas?
Uma janela anônima é uma janela indiscreta!
Segundo os meus cálculos, o cálculo renal é derivada de funções trigonométricas. Só pode.
Era um negócio da China, mas quando viu, era um Lituano. Aceitou assim mesmo, afinal, dinheiro não tem nacionalidade
Eu também sou filho de Deus. Pelo meu lugar ao sol eu ponho minha cara a tapa. Não antes sem passar o protetor solar.
Se diz fiel a cerveja, mas escondido de todos é amante dos vinhos
Falar até papagaio fala. Quero ver migrar para o norte
Deus é brasileiro! A justiça divina está atualmente revendo esta afirmnativa.
Quem tem boca vai a Roma. Hello Kitty, você vai para Milão!

Nas Ilhas de Man, existem Women?

quinta-feira, 30 de março de 2017

Placas


Sempre gostei, quando estudava Urbanismo na Faculdade de arquitetura e urbanismo da UFRJ, de trabalhar com mobiliário urbano e placas indicativas. Sempre há uma nova maneira de indicações gráficas. Fiquei satisfeito deste trabalho acima, porque aparentemente  simples, mas para mim não, é extremamente interessante e como as pessoas se relacionam com isso.

A Carne

Com a crise que se abateu recentemente na nossa carne, podemos observar com cuidado, que normalmente é difícil, chegarmos à conclusão, de falhas na produção como vemos nas salsichas e da mortadela, dentro de uma ótica da sociologia dialética moderna. Se voltarmos aos clássicos, poucos especialistas se ocuparam em falar sobre o assunto com a devida atenção. Podemos lembrar de Milton Meat no seu impressionante “Cortes que favorecem enganar os olhos”, onde cita “The modern man has a strong stomach to handle a percentage of meat and the rest of various fillings and why not styrofoam and cardboard?” mas apesar da citação forte, poucos entenderam que se tratava de uma menção ao que estamos acostumados em relação a todos os outros produtos alimentícios, entre eles os conhecidos legumes polvilhados com venenos, chocolate com insetos e nosso crem da la crem churrasquinho de gato e cavalo. O que é importante saber, é que pagamos pelo menos por 40% a mais nessa mistura. E preocupado com isso, iremos mostrar como identificar na sua carne os materiais adicionais.
1)      Água. – Inflam a carne com um pouco de água, que no refrigerador congela e deixa visualmente parruda. Quando deixa descongelando, percebe essa evasão de água. 10%
2)      Produtos químicos em abundância. – O que vale ainda nessa questão visual é tonar o teatro vivo. O show não pode parar. A carne apodrece, mas o público quer ver a carne bonita e bem vermelha. Com isso, vários produtos são abusados em qualquer parte do corpo do animal, afinal, a maioria não conhece cada parte do animal. Por isso, a cor é importante na venda. Produtos cancerígenos não são vistos. 5%
3)      Grandeza. – Uma carne com cor viva é muito bonita, com um volume então, não se fala. Quando a parte não favorece o tamanho, alguns produtores não se abatem perante o diminuto pedaço. Não tem carne de peru suficiente? Coloca pombo! Não tem pombo? Serve papelão! 30%
Apesar das aparências, de uma forma geral, não temos problemas com a carne, pois o público sempre come as piores partes da carne, enquanto o melhor vai para exportação. O paladar se acostumou as partes de segunda, terceira e porque não, quarta da carne. Assim vejamos: Todos estamos com o paladar alterado e não conseguimos distinguir uma boa carne, de uma carne popular. A carne exportada é a nossa verdadeira carne? Você meu amigo, pode se endividar com uma viagem ao exterior e pedir uma picanha brasileira em Washington e retificar sua opinião sobre nossa polpa bovina. Outra alternativa, é oferecer um preço mais justo pela carne exportada que está embarreirada em alguns países. Faça uma compra a perder de vista e saboreie esse momento. Se você não tiver nenhuma condição financeira de fazer tal viagem, venda um órgão, afinal, além de atualmente estarem estragados, você terá ainda que comprar uma coleção de facas para os cortes beneficiarem o sabor e especiarias e sal para realçarem o que tem de bom.

Conclusão:  Ácido na carne, pombo na cerveja, rato na coca, paçoca cancerígena, o brasileiro é imortal, por isso querem reformar a previdência!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Vôo 337


Heleno se preparava para pegar o vôo 337 do Rio de Janeiro para Cuiabá, direto, sem escalas. Sua mala estava pronta, com detalhes que somente sua esposa tinha a habilidade de fazer, como colocar meias e cuecas enroladas em tubinhos bonitos e organizados. E sempre preocupada em dar suporte ao marido sempre que ia viajar, enquanto ele dava o nó da gravata, ela foi buscar o jornal no pé da porta de entrada. Como todos os dias ele dá um sopro singelo no vapor emanado do café fresco, toma um gole bem sorvido e abre o jornal. A tensão toma conta do rosto de Heleno que se levanta subitamente gritando. - Veja isso mulher! – Falou apontando para as grandes manchetes.
ACIDENTE AÉREO MATA 235. Enquanto a esposa lia as primeiras linhas sem entender muito bem o que estava fazendo, o esposo começou a retirar o belo nós da gravata que havia feito com tanto esmero e foi direto ao seu quarto. A mulher percebendo o ocorrido, foi de encontro ao esposo e falou:
- Não me diga que isso te deu medo?
- Quem disse que é medo? É certeza!
- Do que você está falando? – Respondeu a esposa sem entender a diferença que estava falando.
- Você não viu?
- Sim. Acidente horrível, mas o que tem a ver com você?
- Tem tudo a ver! Você viu o número do vôo?
- Sim, eu reparei a coincidência. O mesmo que você vai pegar hoje...
- Não é coincidência! Veja a data do jornal!
Quando a mulher olhou, estranhou um pouco e tentou reler e reler.
- Aqui mulher! – Falou apontando. – Veja a data!
- Ichi! –Exclamou a esposa. – Que curioso. A data é de amanhã.
- Então! Vou entrar nesse voo! Não está entendendo ainda? Esse é um jornal do futuro!
A mulher tentou ironizar:
- Se é um jornal do futuro, vou ver o que acontece no capítulo da novela de amanhã....
Ele retruca nervoso:
- Não brinca com coisa séria, querida! Vou morrer hoje! Não tem nada pior do que saber o dia de morrer...pegue o telefone e diga que não irei.
- Amor, deixe de frescura. E isso existe? Se é verdade, aqui está publicado os números da loteria que vão ser sorteados ainda hoje. Podemos ficar ricos e dar a nossa filha, tudo que ela precisa...pensa bem!
Ele abraça a mulher:
- Posso ter a oportunidade de ver isso se eu não for...
- E se você não for, pode perder o emprego. Imagina se isso não é apenas um erro de gráfica? Você bem sabe que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo? Se aconteceu um acidente agora, qual a probabilidade de acontecer outro logo depois? Quantas celebridades fazem os vôos todos os dias e morrem de velhice?
Heleno olhou para a esposa resignado. Deita suspirando um pouco na cama e se levanta decidido, rearrumando a gravata.
- Heleno querido! Mostra para eles! Esse avião vai fazer o melhor voo de todos os tempos!

Os dois se despedem carinhosamente. No final da tarde, a mulher recebe a notícia da queda do avião. Heleno era o piloto. A tristeza só não era maior, pois a esposa tinha jogado na loteria e fez o maior funeral da cidade.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tempo, tempo, tempo

Não entendo a ciência e a certeza que ela atribui a um fenômeno físico. Sempre acreditei ipsis litteris os cânones de cada divulgação, mas a história do ovo foi o começo do meu atrás com a ciência. Já perceberam que uma hora ela é vilã e outra é benéfica. Isso foi o estopim para entender que, infelizmente a ciência também é contaminada por interesses, dominações, dados falsos e cabo de guerra de idéias e egos.
Dito isso, um dos grandes problemas que vejo dentro do quesito ciência, é a história do aquecimento global. Quando era guri, na década mais bacana, via sempre as imagens de calotas polares derretendo. Aquelas imensas calotas do tamanho de um pão-de-açúcar. Acreditei todo esse tempo nisso e via qualquer distúrbio incomum temporal, a desculpa para falar: Tá vendo? Estamos alterando o clima da terra!
Lembro bem do candidato democrata Al Gore que mostrou aquele filme e defendia arduamente sobre os rumos da humanidade nesse sentido. Será que alguém conseguiu observar se ele estava com algum dedo cruzado nas costas? Vendo o vendaval em São Francisco de Paula, na Serra, com direito a granizo, casas destruídas, (mas nenhuma vaca voando como em Twister), poderia mais uma vez colocar a mudança climática como responsável por termos furacão no Brasil.
As explicações se repetem, já no senso comum. A verdade é que sempre estamos à margem das verdades, por conta dos interesses de uma minoria, de demonstrações de força militar e de força climática ainda não totalmente conhecida. Lembrando, que quem manda no planeta são os mares! Estes sim, os verdadeiros senhores da nossa terra! Por aqui, nos humanos conseguimos destruir sim, pequenas partes que afetam aquele local específico, mas não o planeta. E isso vai continuar, pois é a normalidade do capitalismo selvagem e predador que foi estancado por alguns anos, mas que agora vem com tudo novamente.
Não existe prova científica do aquecimento global. Não é uma teoria, mas sim uma hipótese. Coisa que vem se discutindo desde de a Grécia antiga. O efeito estufa é uma física impossível. É baseado em conceitos científicos que não existem. Camada de ozônio não existe. Todos os puns podem ser dados sem problemas. O seu desodorante não acaba com ela também. O que acontece nesse caso, é apenas a quebra de patentes da indústria. CAPITALISMO. Venderam uma imagem falsa para você acreditar e substituir os produtos. Mas não somente substituir apenas o CHCs, mas voltando ao butano. Ou seja, vamos ter que alterar todos os parques industriais e para onde vai essa diferença? Quem vai pagar? Já sabe a resposta.
Clima e militarismo também andam juntos. Se houver guerra entre americanos e russos, o clima pode ser decisivo, como no caso de Napoleão com os Russos. Hoje os americanos possuem o projeto Harp, que é um sistema tecnológico secreto, que consegue alterar o clima em um determinado local. Que poderia ajudar as grandes fazendas, ajuda a destruir as produções alimentícias, casas, famílias...
Acabamos atribuindo no final das contas, todas nossas tristezas e deficiências em respostas prontas, sem ao menos questionar o que realmente está por trás ou se é que existe algo por trás de alguma coisa. O que é que vem depois? Empresas que controlarão o tempo? Até que ponto você quer saber sobre o assunto? Antes, se recorria aos préstimos de São Pedro para resolver os problemas do tempo. Será que agora ele tem marcar horário com algum governo inescrupuloso?


quinta-feira, 9 de março de 2017

Melhor descrição


 Desde que soltaram um vídeo de entrevista de Stanley Kubrick falando que filmou a farsa do pouso do homem à Lua em 1969, que alguns países e empresas particulares querem chegar ao satélite natural e ver o que tem lá de verdade. O fato é que conseguiram chegar ao destino e o relato a seguir foi que esse hebdomadário portal conseguiu com exclusividade de um dos astronautas. Veja a seguir:

Foi inenarrável em um grande momento intangível. Momento de grande magnitude, imensidão da vastidão, enormidade do vazio, inadmissível que não possa compartilhar essa emoção, nunca na história, nunca viu nem ouviu falar, inacreditável, inverossímil, inverossímil, inconcebível, espantososurpreendente, inimaginávelincrívelinéditoextraordinárioinsólito, admirávelinsigneimprovávelvaporosoimpossível, sobrenatural, irrestrito, fenomenal, formidável, inaudito e inaudível, não podendo dentro de sua extrema excepcionalidade  achar alguma expressão na língua e recorrendo a algumas  frases, posso dizer “pamje awesome!”, “şaşkın olmak!” ou “попавший и обомлела!”, infelizmente difícil de descrever, boquiabertos ante a visão sem limites, revestida de ingovernabilidade, irresistível, incoercível, irrefreável diante da plenitude, importância, grandeza do visto, que transcende os limites, com proporções inomináveis, perdendo-se de vista, profundamente,, era só o que se podia diante da assombrosa proporção fantástica, sensacional, incrível, singular, único, exótico, ímpar, estonteante, impressionante, incomum, prodigioso, eletrizante, fenomenal, fabuloso, assombroso, espantoso, formidável, maravilhoso, surpreendente, admirável, esplêndido, raro, notável, extraordinário, excepcional, invulgar, extravagante, despropositamente superlativo, falar é pouco, pois ímpar, estando em pé diante exaltando incontrolavelmente, inestancável, insaciável, durável, indelével, indestrutível, causando torpor, estupefação, coma dos sentidos, estranheza, alarme e alarma, deslumbrante, fascinante, esplêndida, formidável, extraordinária, encantadora, bonita, bela, espantosa, estonteante, magnificente, estupenda, impressionante, assombrosa, portentosa, radiante, sensação de pasmo, surpresa, admiração, assombro, espanto, fascínio, embruxamento, feitiço, sortilégio, malefício, feitiçaria, bruxedo, mandinga, bruxaria, macumba, magia, trabalho, embruxação, despacho, nigromancia, necromancia, tanglomanglo, poção, encantamento, boy e girl magia, deslumbramento, esplendor, fascinação, fulgência, magnificência, encadeamento, os mais variados ecfonemas, considero hipnótico ante ao original e inebriante, mais forte que um mostro em Tóquio, portentoso, admirável, sublime, maravilhoso, magnífico, magnificente, inaudito, formidável, excelso, excelente, estupendo, espantoso, assombroso, surpreendente, Lépido momento, avis rara, mais impressionante que qualquer visão de um minotauo ou medusa  ao vivo, sem diminuir, ficar sem ar, apneia, banzar ou cair do céu, embevecer, estamos diante do tudo, nem uma outra imagem pode resumir, nem uma coisa ou outra, extasiado, entusiasmado, arrebatado, embevecido, enlevado, um capricho da natureza, desmedido, desproporcionado, imenso, excessivo, enorme, desmesurado, desmarcado, descomunal, descomedido, colossal, agigantado, sem igual, sem paralelo, fora do normal, fora do usual, ficando sem crer, sem saber o que dizer, surpreendente, abrupto, incalculável, inusitado, incalculado, singular, brusco, imprevisto, inesperado, adventício, repentino, subitâneo, súbito, intempestivo, impensado, fortuito, impremeditável, impremeditado, inopinado, impensável, imprevisível, os olhos marejam, abismado, abismado, vigilante, considerado, surpreso, surpreendido, perplexo, pasmado, maravilhado, estupefacto, espantado, boquiaberto,  atônito, falar é impossível, Te ver e não te querer
É improvável, é impossível, uma interjeição pode resumir isso: Eita!