quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Bimbalham os sinos

Mal chegou dezembro e já estamos vendo prenúncios do Natal e consequentemente 2018. Parece que olhamos 2017 a partir de 2018. Todos os desejos de bons frutos e melhoras, estamos deixando para o ano vindouro, ou seja, faz tempo que queremos o fim de 2017. E mesmo assim, a passagem do Natal para alguns, ao abrir a cesta de Natal, verão, com muita sorte:
Duas nozes, uma lata de extrato de tomate, três passas e uma cidra na promoção.
Que aflição é essa que parece um ano que nunca vai acabar? Será que a mídia nos mostrou muitas aflições pelo mundo? Muitos atiradores ceifando vidas pelo mundo e inclusive no Brasil. O ano mal começou, e um homem armado até os dentes atirou numa multidão que comemorava o ano novo em Istambul, matando 39 e deixando 70 pessoas feridas. Um cenário que se coloca em ascensão no Brasil, visto que os assassinatos cresceram no país e parte deles, contra policiais na ativa. Hoje são mais de 61 mil até agora. E ainda se fala em porte de armas. E falando em armas, até a fabricante que tem o monopólio de vendas, tem problemas graves de fabricação, aumentando a estatística de violência. E lembramos os EUA, que ao longo do ano, registrou assassinatos em massa e quando ainda estavam em luto por um incidente, recentemente, Las Vegas, foi palco da maior matança a tiros da história do país. Reflexo do mundo e seus governantes?
Que desespero que o sistema econômico provoca olhando os políticos disponíveis no mercado ao redor do mundo. Com o desgaste ainda maior da imagem, grupos resolvem para a sobrevivência pessoal, lançar novos candidatos frutos do marketing midiático que invadem as esferas governamentais, apenas para vencer as eleições. O resultado mais claro nos dias de hoje é o presidente americano, mas é um recurso antigo. Podemos lembrar de Reagan por exemplo. Por aqui, temos um prefeito midiático que apenas faz política midiática, sem planos concretos de governo, apagando grafitis e vendendo e negociando o que pode, enquanto em outro estado, é caracterizado pela ausência e privilégio a sua igreja. Em breve, estaremos vendo candidatos dessa estirpe aos montes. Reflexo do desgaste do sistema econômico?
Que saudades daqueles que se foram, empobrecendo o mundo e deixando um legado de dúvidas em relação ao cenário atual. Entre outros, Vida Alves, a atriz que entrou para a história com um beijo, o primeiro, na televisão brasileira, o escritor argentino Ricardo Piglia, o autor de Dinheiro Queimado e Respiração Artificial. Já era muitas mortes para tão poucos dias, quando chegou a notícia do desaparecimento de Zygmunt Bauman. Assim como uma atrofia levou o filósofo, historiador e crítico literário búlgaro Tzvetan Todorov e o genial All Jarreau. Ficamos órfãos com a partida de Chuck Berry e O "rei da comédia" Jerry Lewis que faleceu aos 91 anos. Um dos intérpretes do 007, Roger Moore, morreu na Suíça, e em nossas terras, Luiz Melodia, Rogéria, Paulo Silvino, Belchior e Jerry Adriani. Foram muitas perdas. Até minha tia Yolanda, do qual desconfiava ser uma Highlander, também foi para a luz. Vendo o número de estrelas que subiram aos céus, nosso futuro fica mais cinza?
O que dizer quando o assunto é política? Onde fica claro para toda a população que a destituição da presidenta foi uma negociação em que envolveu todos os poderes, com a anuência e financiamento americano e tenho grupos na internet, financiados por partidos para inflamar a nação descontente e agora está vendo o país perder seus direitos, suas economias sendo vendida aos grupos empresariais americanos, sua população voltando a pobreza absoluta e vendo o ódio sair de sua caixinha para ganhar as ruas e colocar as tensões sociais em outro nível. A destruição de uma nação bem a olhos vistos e a inanidade do cidadão para cada movimento do governo sem limites. O desgaste foi tão grande perto das eleições, que querem nesse momento desembarcar para não ser atingido pela imagem presidencial mais baixa da história do país e deixar a reforma da previdência (desnecessária, diga-se de passagem) de lado. Isso pode acelerar um processo eventual de destituição nesse momento, para que alguém com mais força faça isso antes do voto popular.

De qualquer forma, mesmo com pouco a que se comemorar, deixo uma mensagem de fé e esperança por dias melhores. Que possamos transformar cada lágrima em choro de alegria. Que mesmo com pouco, possamos alimentar nossa alma de um sentimento de amor pelo próximo e quem sabe. Ao menos, quem sabe, um dia, possamos deixar de lado nossos egos e dificuldades de lado e ver o outro como irmão.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ao mestre, sem carinho

Que dia é a prova de recuperação do ENEM? Talvez a frase não seja apenas ligada ao aluno diante das dificuldades da prova maratona, mas também, o espetáculo ao redor promovido em tempos de ódio, assim como a nova direção educacional do País. Não obstante a uma prova, que sempre; em toda a história da avaliação nacional; nunca foi feita para verificar o aprendizado do aluno e sim estimular uma competição. Nesse módulo “competitivo”, deixa-se de lado: o dia do aluno, seu psicológico, suas possibilidades e inclusões. Assim como um sistema capitalista que está sempre estimulando essa mesma competição, a imposição a crianças, ainda em dúvidas com relação ao seu futuro, se torna estressante desde o momento em que entra ao ensino médio.  A ansiedade é amiga do sistema de eliminação. No mínimo, você terá taquicardia, mão suando, perna tremendo, respiração ofegante, tensão muscular...fobias e transtornos pré-ENEM. Esse talvez seja o melhor significado desta palavra. Na ânsia de fazer uma boa prova, muitos abusam de estudos demasiados, alimentação desregrada e isso alimenta cada vez mais essas síndromes anteriores e por que não, posteriores a maratona de prova.

É jovem, não tem experiência.

“ - Nem adianta virem com essa de ENEM ontem... podem abrindo na pág. 394, seus insolentes! ” Diria aquele professor que está acomodado ao sistema, somando ao momento social dos dias de ódio de hoje. Além dessa pressão toda, o ano inteiro, ainda teve que ser recebido pelo coro daqueles que se divertem com a agonia alheia para chegar a tempo da prova. Todo ano é a mesma coisa, mas a reportagem nunca cuida do indivíduo e sim apontando aqueles que tiveram todo tipo de empecilho. É bem verdade que sempre vai haver aqueles displicentes, pouco interessados na prova. Mas um contingente grande, está incluído nos problemas de mobilidade ou presos ao sistema. Posso citar o caso de um padeiro, que já trabalhava desde às 5h da manhã e foi liberado pelo chefe muito em cima da hora de fechar. Podemos sim falar dos nós urbanos criados sempre nesses dias especiais, mas em algumas áreas rurais, as distancias para vencer era o vestibular antes do vestibular. Teve até o caso de alguém não ter a canoa para atravessar o rio, pois as piranhas já tinham inutilizado com o transporte. Qual a graça de rir do sofrimento dos outros? Falta empatia ao brasileiro? Ou os grupos de ódio estão ganhando força, a cada vez de um enfraquecimento de um sistema popular? Indo a algumas redes sociais, não bastando a humilhação recebida na frente do local de prova, ainda são submetidos ao escárnio público, com direito a todo tipo de preconceito possível e intolerância.

Se não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Em um governo, numa democracia, podemos esperar conteúdos mais sociais, preocupados em que o tema seja de relevância e compreensão com fundo de discussões mais importantes, das dificuldades das minorias e sua inclusão na sociedade. Em um Corporativismo, quase nada de sociologia, filosofia e história na prova. A maioria das questões foram de interpretação de texto. Darcy Ribeiro já apontava que, "A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto." Daí um tema de redação nesses moldes, que não é a inclusão de surdos ou do portador de deficiência auditiva severa, nem a necessidade de respeito à pessoa humana com limitações. O tema foi: "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil." Mesmo assim, teremos receita de miojo e muito texto inadequado, sem possibilidades de zerar. Fora que pareceu que o MEC está mais perdido e está pedindo ajuda dos universitários.  Mas o que podíamos esperar de um sistema em que pensa em privatizar as universidades?

Se escreve muito, não explica.
Se Explica muito, na folha não tem nada.





Logomarca para Motrix

Fiz esta logomarca para a Motrix, reformulando o antigo projeto mais simples e com pouca abordagem do total potencial da empresa

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Logomarca para AMAITA



Fiz a logomarca para a AMAITA, Associação de Moradores e Amigos de Itaipu. Ela está presente nas manifestações em aopoio a Lagoa, com cartazes, posts, camisetas e afins. Muito legal a força desse grupo.

Viver não é preciso

Antes de mais nada, é necessário que o leitor tenha estômago forte e desejo real de mudança. Os tempos turbulentos impostos pelo sistema, vem como trator empurrando velhos conceitos, tirando direitos e vindo com violência não importa quem esteja na mira. O conceito de felicidade vai mudando dentro de todos nós, à medida que o tempo vai passando, ainda mais quando a vida vai ficando mais difícil de desfrutar as amizades, as paisagens e a liberdade. O homem se sente completamente feliz quando não se preocupa com as relações com o vil metal, o amor não correspondido e suas fantasias dentro da sociedade. Quando consegue abstrair ao ponto de desfrutarmos dessa felicidade, muito bom, mas viver com essa habilidade e saber que outras pessoas não tem a mesma felicidade, também traz angústia. Principalmente aquelas que estão muito à margem da sociedade.
Ministério do Trabalho publicou a portaria nº 1129/2017 que inviabiliza o enfrentamento a escravidão no Brasil. Tudo para poder ter apoio para se livrar do processo, o presidente faz acordo com a base agrária, que conta com opositores descontentes, que essa reforma que beneficia seus negócios não tenha entrado ainda em discussão. Se estão acabando com os direitos trabalhistas na área urbana, por que não na agrária? Por que não acabar com a floresta para pasto, sem se preocupar? Por que não perdoar dívidas milionárias com o governo? Por que não voltar aos tempos dos barões? Por que não voltar a escravidão? Um país em que a escravidão foi vigente durante 350 anos, e mesmo após a abolição forçada para entrada definitiva do capitalismo, os mesmos negros e seus descendentes não conseguiram ter seus direitos assegurados e ainda foram excluídos socialmente. Quando começou um trabalho para incluí-los através de cotas e maior acesso, agora temos esse retrocesso avalizado em troca de votos.
“Trabalhar o suficiente para não ter que trabalhar”. Ouvimos sempre essa frase, em um contexto onde o patrão aperta o empregado, usando o emprego como moeda de troca. Libertar-se das convenções, ainda que anticonvencional, está sendo a saída para muitos. Perceber, mesmo que tardiamente, que sua saúde, não vale um carro do ano na garagem. A frase, só faz sentido para os herdeiros de grandes marcas, enquanto a grande parte da população é oprimida, chegando ao fim do período de trabalho de uma vida, não ter nada com que comemorar. Aliás, foi revogado até o direito a aposentar no tempo justo...
Um famoso grupo de moda, foi recentemente condenado pela justiça do trabalho, por constatar que mulheres que ganhava um salário de R$ 550; eram submetidas a metas como a colocação de 500 elásticos em calças por hora, sem condições propícias e sem direitos ou apoios médicos. O que dizer das empregadas domésticas, que são submetidas a tempos exaustivos e a todo e qualquer pedido? Só faltam os grilhões.
Precisamos ter a consciência leve, ao ponto de nem sentirmos consciência. Se vender tão caro que não haja preço para pagar.
O governo se caracteriza pela destruição de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e com violações de direitos humanos. Rasga compromissos internacionais e despreza a Constituição Federal. Temos uma dívida com a escravidão e cada um é responsável por não existir mais esse mal, assim como qualquer opressão direta a qualquer pessoa. Estamos deixando que esse mal seja alimentado e que à força seja estabelecido. Onde ficou sua indignação? Onde ficou os movimentos nas ruas?
Temos que desejar o contrário. Comer maçã na hora que dá vontade. Mesmo lembrando que a maçã é um símbolo. Coma o símbolo. Jogue fora os relógios, apague os alarmes, deixe de lado seu celular por algum momento. Não seja empregado nem patrão. Não limite seu ir e vir. Navegar é preciso, mesmo não tendo o barco. A verdadeira felicidade é a paz dentro de sua casa. Recomendaria duas ou três casas, mas tendo uma já é um começo.

Venda sua chácara em estado de sítio. Se você concorda com o trabalho escravo, você ainda precisará de muito tempo para sua elevação espiritual, e paz não será seu objetivo, mas de qualquer forma, faça sua parte começando uma nova história e mostre sua indignação de alguma forma. Se você é contrário, ajude nas pequenas ações e lute sempre. Sempre.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Chores por mim

Nada contra as grandes reportagens de atentados que dizimam dezenas de pessoas, como no caso do atirador solitário nos Estados Unidos. Mas não posso deixar de pensar o quanto a sociedade é seletiva e somos obrigados a sentir pena, apenas de nossos colonizadores e seus aliados. Essa mesma sociedade que escolhe quem se comover ou não. Me vem a imagem nesse momento do filme Laranja mecânica, de Stanley Kubrick. Nele, é apresentado a tentativa de reabilitação através do condicionamento psicológico. E agora, imagino uma grande turba, sendo recondicionada a ver e concordar com apenas com o que está sendo vendida para eles.
Esse preambulo todo para dizer o quanto quase 300 mortos na Somália, não mereceu nota em algum jornal, transmissões ao vivo, discussão com especialistas ou espaço para discussão sobre os rumos da explosão de violência por grupos terroristas e seus desdobramentos. Nada. Você percebe o quanto você nem se importa com isso, desde que não seja em Londres ou Paris? Na época dos milhares de imigrantes invadindo a Europa fugindo das guerras e como foram tratados e estão sendo nesse momento, não levou a lágrimas sequer da imprensa ocidental. Não nos movemos nem ao mesmo em apoio pessoal nas redes sociais, mostrando não só essa seleção, mas no mínimo, empatia com a tragédia por outros seres humanos. Nada.
Muitos até podem muito bem dizer que atentado na África é todos os dias, com fome, pobreza extrema, guerra civil, extermínio entre outros interesses econômicos, daí seu desinteresse por parte da imprensa no país. África não dá audiência nem gera comoção. Ela sofre em silêncio sempre! Que tipo de seres que dizemos ser que pede ajuda ao próximo e se diz religioso, quando não abraça qualquer irmão sem ver raça ou credo? A cada ser humano morto corresponde uma biografia, uma história. Ao contrário do atentado nos EUA, que morreram dezenas de pessoas porque o caçador acertou o tiro em uma população branca, a razão para não se emocionarem com a população afro parece complicada, mas é simples: Seletividade.
Até o momento, a única demonstração de solidariedade internacional foi de Paris, onde a Torre Eiffel foi desligada em respeito ao acontecido. É o bastante? Está longe. Muito longe. Precisamos de Je Suis Mogadishu! Meu coração se parte e nenhuma celebridade internacional fala sobre isso, nenhuma nota é divulgada e não é possível ter a notícia comentada nas redes sociais. Daí você entende por que a extrema direita está crescendo pelo mundo, com sua intolerância e por vezes não se importando com a dor dos mais fracos e oprimidos, pelo contrário até querendo que dizimem todos do continente. Não se esqueçam: Toda vida é importante.
Por outro lado, é preciso coragem e sangue frio para abater a pobreza no país. A Somália está envolta em uma crise política sem precedentes, com a milícia Al Shabaab, um grupo islâmico ligado à rede terrorista Al Qaeda, que costuma escolher seus alvos em Mogadíscio, está envolvida no atentado e em guerra direta aos grupos que tentam controlar o poder, onde desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi destituído e deixou o país sem governo. As secas agravam a fome neste local que já foi considerado o país mais pobres do mundo. Porque tanto interesse em dizimar um país e que ele não apareça nas grandes mídias? Itália, França e Reino Unido sempre disputaram o pais pela sua importância estratégica e comercial. O porto mais próximo da Índia e parte da Ásia. Haviam Sultões e era um país próspero, mas os interesses comerciais estavam acima da população, que sempre resistiu com levantes constantes a usurpação de suas riquezas e dominação. Atualmente a guerra civil para o controle do país está dizimando o que resta da já castigada nação.   
Por um mundo onde possamos realmente conviver com o próximo, com amor no coração, respeitando o ser humano é que eu peço nesse momento:

Solidariedade às vítimas na Somália.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Encontro Biblio Idéias: Como viver de arte - palestra de André Barroso





Momentos do encontro no Biblio Idéias, na palestra: Como viver de arte - com André Barroso

Catalães, uni-vos

Séculos e séculos, mostram lutas apogeus e decadência da Catalunha. Já se passaram, primeiros-ministros, presidentes, ditadores e reis. Obviamente, como diria o mestre Millôr, os donos de comunicação, duram mais tempo. Recentemente, tivemos uma crise sem precedentes no país, que estava levando toda a Espanha a bancarrota, assim como estava acontecendo com Portugal e varreu a Grécia numa crise inimaginável. A Espanha tem essa atmosfera interessante. Estudei nos Pirineus, em Navarra, ao Norte. Era necessário realmente a presença da língua espanhola nas placas e indicações do mobiliário urbano. Eles possuíam uma língua própria que eu jamais poderia aprender naquele momento, além de hábitos diferentes. O que mais gostei foi de estar na balada e um certo momento ter o momento de música Flamenca. Foi lindo! Mas voltando ao foco, o mesmo acontecia nesta região de Barcelona. Língua própria e hábitos diferenciados. Falavam normalmente em espanhol com todos e quando havia necessidade de um comentário por trás dos panos, recorriam a língua Catalã. Uma proteção devido a séculos de dominação espanhola.
"Não passarão!" "Não passarão!", "Não passarão!" O slogan antifascista da Guerra Civil espanhola foi repetido em todo momento. O Espanhol sempre fala mal de seus compatriotas, mas em sua história, a ocupação foi sempre muito sofrida. Podemos lembrar a ocupação mais antiga registrada foram pelos Gregos e Cartagineses que logo depois reivindicada pelos Romanos na Segunda Guerra Púnica. Logo após o declínio romano, as terras, que foram anexadas a Terraco, sofreu sua degradação e esquecimento. Já na Idade Média, os Visigodos invadiram os espaços demarcados anteriormente descrita e foram dominados até o século VIII. Somente no final do século seguinte, Carlos, "o Calvo", nomeou Vifredo, o Veloso Conde de Barcelona e Gerunda, dentro da reação carolíngia. A Catalunha feudal foi estabelecida. Com o casamento do conde Raimundo Berengário IV de Barcelona com Petronila de Aragão formou-se como confederação a Coroa de Aragão, de que Raimundo se torna Príncipe-Regente e mais tarde como o Principado da Catalunha. O caldo começa a curar com a decadência do reino após 1469, quando as regras atribuídas aos reinos não se encaixavam aos mesmos de toda Europa. Envolveram-se num conflito, a Guerra dos Segadores, de 1640 até 1652, contra a presença de tropas de Castela durante a guerra dos trinta anos. Tudo começa a piorar, quando durante a Guerra de Sucessão Espanhola, a Catalunha apoiou o pretendente austríaco no Tratado de Utrecht, deixando os catalães abandonados. Mesmo assim, no século XIX a Catalunha representa a força industrial da Espanha. É a primeira na industrialização. Já com a proclamação da II República Espanhola, em 1931, reconheceu-se a autonomia da Catalunha, que foi perdida logo em seguida Com a derrota dos Republicanos na Guerra Civil (1936-1939). O caldo realmente desandou com a ditadura de Franco.

O resumo da ópera: Um país dentro de outro país. Mais rico, dominado e com uma grande história própria. Muitos catalães viram como um insulto que o Tribunal Constitucional tenha anulado o Estatuto de autonomia da Catalunha, que dava à região a categoria de "nação". E aí vemos a entrada da imprensa, que citei no começo do texto. Os meios de imprensa aliadas as escolas, precisaram de alguns anos de atividade para atingir os jovens que estavam precisando de uma nação. E se aparece na imprensa fica como estopim para que todos possam redirecionar suas atenções. Lembrando que a imprensa manda na economia, manda nos rumos de decisões políticas, mandam no surgimento da nova namoradinha do país e de como você deve se comportar. Nosso grande irmão ainda é intocável. Ele está apoiando o referendo, mesmo o país não estando. O pedido é justo? Claro que sim e apoiado por 99% da população. Não sabemos ainda o interesse da mídia pelo lado certo das reivindicações, há de se esperar. Mas o interessante nisso é como sempre é dado um aspecto maniqueísta da questão. Vimos pela mídia a truculência dada pelos policiais espanhóis em cima do referendo de independência, que serve para nos emocionarmos com os velhos espancados e jovens presos e o mundo apoiar os Catalães. E nada melhor do que colocar a Espanha na parede por ações impositivas através da violência. Esse é um recado do mundo contra os governantes atuais, movidos pelo capital: Não passarão! 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Reclamações contra o fim do mundo

Mandei minha indignação, meu pequeno texto de pé quebrado, com pontuações bem devidas, até onde não havia. Não obtive um mirrado verso torto das minhas reclamações acerca das inúmeras datas marcadas para o fim do mundo que não foram cumpridas. Muitos agora são cheios de prudência, são inundados de memes e ainda sofrem de severas advertências. Existe alguma tara pela destruição total na sociedade? Ou o não cumprimento do evento, mais de sete vezes, é que compromete a sanidade das pessoas? Essa última, estamos vivenciando diariamente em vários setores de nossas vidas, seja na política ou em discursos de empresas.
Se pensarmos bem, tudo tem começo, meio e fim. As mais antigas religiões, em diferentes pontos do planeta e em diversas épocas da história, escreveram essa história da humanidade com o início e o fim. As histórias se convergem a pontos muito comuns sempre. Para a ciência também. Ela fala no fim do mundo, quando o sol se tornar uma gigante vermelha, daqui a 5 bilhões de anos. 5 bilhões de anos. Podemos aproveitar bastante até lá, mas de qualquer forma, os cientistas já estão impulsionando o desbravamento espacial, onde em breve vamos colonizar Marte e logo depois o universo será o limite.
Temos notícias da previsão do fim do mundo em tempos imemoriais. Podemos destacar em 389 a.C, que fizeram a associação a queda do império Romano. Temos o famoso calendário Maia, que a história da humanidade acabava em 21 de dezembro de 2012. Rendeu apenas um filme catástrofe de Hollywood. A interpretação errônea de alguns estudiosos, levou a histeria nesse período, mas outra linha de trabalho, tinha revelado que a tradução não foi correta e dizia que na verdade estaríamos entrando em uma nova era de mudanças físicas e espirituais e que a roda da história recomeçaria seu curso natural, causando o retorno de eventos já experimentados no passado.
As religiões chamam de diferentes nomes o mesmo evento, com abordagem diferenciadas, mas no fundo, todos iremos sucumbir em um momento. Zaratrusta, na antiga Pérsia, criou uma doutrina chamada Zoroatrismo, também conhecida como masdeísmo. Seus fundamentos influenciaram o judaísmo, o cristianismo e até o islamismo. Nele vemos o evento Frashokereti.  O sol ficaria manchado, plantações morreriam, tudo seria seguido por uma imensa nuvem escura que cobriria o mundo e criaturas maléficas cairiam do céu. No final, um cometa chamado Gochihr vai colidir com o planeta criando um rio de lava que todo mundo terá de percorrer. Só os crentes na religião não vão sentir nada, mas os pecadores vão derreter em agonia eterna. No fim, quem sobreviver passará a ser imortal e todo o planeta falará a mesma língua e viverá em harmonia para sempre. Do outro lado, temos o Kali Yuga, no hinduísmo, é o período final de um ciclo de quatro etapas que o mundo atravessa, e estamos vivendo nessa fase agora. Segundo as escrituras, como o Mahabharata e o Bhagavata Purana, o Kali Yuga consiste em uma era de crescente degradação humana, cultural, moral, social, ambiental e espiritual. Governantes matarão mulheres e crianças e bárbaros espalharão pragas, fome, doenças, mentiras, falsas religiões e grandes secas. No final, todo mundo morre. Logo depois, o ciclo pode começar denovo, chamado de Satya Yuga, quando a Terra será habitada apenas pelos justos e as pessoas viverão por 10 mil anos. Até na cultura indígena Hopi, encontramos esse tema. Na mitologia Hopi, a Kachina é um espírito que vai mostrar a vinda do início do novo mundo, aparecendo como uma estrela azul. É descrita como o nono e último sinal antes do "Dia da Purificação". Uma catástrofe em que tudo será destruído, mas no final, haverá purificação do planeta Terra.
Muitos veem que não existirá um fim completo, mas uma renovação em que os maus deixarão de existir e apenas aqueles crentes e purificados, ficarão para transformar o planeta de todas as mazelas da alma humana. A torcida por um cometa se justifica nisso, mas será que quem está nessa torcida está em condições de estar ao lado dos bons? Será que oram e vigiam?  Até o fim do mundo iludiu a todos com o não comparecimento pela nona vez. Por isso, agora tudo é encarado com grande diversão. Se acontecer, ótimo, mas sabe que não vai acontecer agora. O fim do mês hoje assusta mais do que o suposto fim do mundo real. Mas como o povo precisa dessas paranoias para se sentir acolhido pelo próximo na mesma dor, aguardemos.
Ansioso para o próximo fim do mundo, esse foi suave. Coloco abaixo, a letra muito pertinente da música do Moska e meu amigo Billy Brandão:
Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?

Ia manter sua agenda
de almoço hora apatia
Ou ia esperar os seus amigos
Na sua sala vazia

Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?

Corria pra um shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não da tempo

Pro tempo que já se perdia

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Andre Barroso & Banda - Somente eu





Nova música disponível nas principais plataformas digitais



Artista: Andre Barroso & Banda - Música: Somente eu

Disponível:
Spotify -
https://www.bit.ly/SomenteEuSpotify
Google Play -
http://bit.ly/SomenteEuGooglePlay
Deezer -
http://bit.ly/SomenteEuDeezer
Itunes -
http://bit.ly/SomenteEuItunes

Letra e Música: André Barroso
Produção: Gilber T e Bruno Marcus
Gravado, Mixado e Masterizado por Bruno Marcus no estúdio Tomba Records
Distribuição: Café Forte Musica Digital / Fonoastronauta / Sony
Lançamento: 2017

Produção web: RM Mídias

Contatos
contatoandrebarroso@gmail.com
https://www.facebook.com/andrebarroso...
https://www.instagram.com/andrebarros...
https://www.youtube.com/channel/UCzkn...

Somente eu

Adoro suas risadas
me quebro no seu choro
Somente eu sei...

Quando você me abraça
Para receber o meu carinho
Acho que não consigo disfarçar
O que somente eu sei...

Um sentimento que faz bem
Quando se torna inspirador de alguém
Mesmo sendo um desejo...
Que somente eu sei...

Tão distante é o seu olhar
Tantas outras distrações
tão sendo assim mesma
com inverdades não
consigo disfarçar
o Que somente eu sei...
um sentimento que faz bem
Quando se torna inspirador de alguém
Mesmo sendo um desejo...
Que somente eu sei...

consigo disfarçar
o Que somente eu sei...
um sentimento que faz bem
Quando se torna inspirador de alguém
Mesmo sendo um desejo...
Que somente eu sei...
Que somente eu sei...
Que somente eu sei...
Que somente eu sei...
Que somente eu sei...
Que somente eu sei...

Fergalicious

Absolutamente, o brasileiro não é perfeito. Antes, tínhamos vergonha alheia, pelos produtos com falta de qualidade e no momento em que temos empresas que competem no mercado mundial com qualidade ou melhor, o sistema se volta contra eles. Temos os ignorantes que conseguiram voz ativa na internet e saíram das sombras, quebrando de vez o ovo da serpente, enquanto as vozes críticas se calaram. Mas um fenômeno recente está tomando conta, sem distinção de alvo: O linchamento virtual. A maioria das vezes, quem faz posts de ódio ao próximo, está não só sendo negligente, mas de uma certa forma, estão reproduzindo carências da infância, raiva acumulada, falta de amor no passado e acabam tendo voz ativa nas redes sociais, pelas curtidas e atenções dadas ao que foi falado. Esse amor e comentários dados aquele comentário maldoso ou odioso, acabam preenchendo aquela falta que fez em um passado desse sujeito que se sente confiante em continuar a macular tendo pouca razão ou nenhuma, não importa. Importa para ele ser ouvido. Um dos esportes preferidos destas pessoas, e muito difícil de superar no mundo, é a criatividade nacional em apelidar esse ou aquele.
Se o cara é magro, dizem que é, Macarrão, Vara Pau, Louva Deus, Limpador de Mangueira..se é baixo, vira Carcereiro de Gaiola, Piloto de Carrinho da Hot Whells, Agricultor de Farmrville, Goleiro de totó, Líder comunitário de Playmobil e etc. Conheço até uma pessoa que era magra, alta e vivia com um casaco amarelo. Qual o apelido que foi dado a ele? Banana. Ele adotou esse apelido com tanta força que as pessoas mais próximas não conhecem ele pelo nome da carteira de identidade e sim pelo apelido. Banana é boa gente e tem uma filha linda. Quando tudo começa e ficar estranho? Quando você vê inserido nas palavras muito raiva e pré-disposição a um ato de violência.  Recentemente, o último ato de raiva foi contra a Fergie. A apresentação foi recheada nas redes sociais com atos de extremas maldade contra a cantora no palco Mundo, do Rock in Rio. Foi um verdadeiro linchamento. Em todas as apresentações, estamos vendo uma enxurrada de críticas, algumas elogiosas e outras nem tanto, mas parece que existe um verdadeiro desejo para atacar sem papas na língua. Houve até uma classificação que querem usar deste dia em diante. 'Fazer a Fergie': quando você não se prepara para o seminário, o DataShow dá problema, o vídeo que você baixou não abre, mas você segue em frente com a apresentação.

A Fergie vem do Black Eyed Peas, um grupo popular de muito sucesso nas grandes mídias. Evidente, que já vem com uma carga de expectativa em relação ao show. Quando a técnica falha, como no caso do bluetooth pessoal da cantora com os microfones. Isso aliado aos Playbacks, foram reparados mais do que os acertos. Quem é músico, sabe muito bem do convívio constante em shows com problemas de retorno, sons mal equalizados e outros problemas que fazem parte desse dia a dia. No caso de shows mais frequentes e pequenos, você sabe que vai passar por isso e tem que rebolar, para que o público não perceba, nem fique triste com a apresentação. Imagina em um show com milhões de pessoas assistindo? E ao meu ver, ela se saiu muito bem. Saindo de recente separação na vida real, se saiu simplesmente como uma verdadeira diva no palco. O carinho de quem estava presente e a sua silhueta linda, me recordando do impacto que provoca uma Marilyn Monroe, foram sempre presentes, mesmo sem poder cantar na maioria das músicas. No geral, Fergie é uma das grandes cantoras do pop mundial e não precisa mais provar isso. Tenho uma grande admiração pessoal por ela, e pela disposição em gravar com pessoas tão distintas como Sérgio Mendes [que é admirado, diga-se de passagens, pelos maiores músicos mundiais, fazendo com que o encontro seja marcado nas redes sociais, como o encontro com David Coverdale (Whitesnake)] e Slash. E somente as grandes personalidades, e já falando fora do mundo musical, são tão generosas, ao ponto de convidar o Dream Team do Passinho e Pablo Vittar. Aliás, a multidão se enlouqueceu com a presença das duas. Um verdadeiro gol de placa. Uma pena a revolta gratuita.
Precisamos rediscutir o que está acontecendo, de uma forma que as pessoas consigam entender que fazem muito mal a pessoa ofendida, mas ainda mais para quem é o ofensor. Toda energia de fúria contra seu irmão, se volta contra você. A vida é cíclica. Precisamos estudar mais profundamente esse comportamento e tentar aprender por que existe uma massa tão grande de pessoas infelizes no mundo. Sexismo gratuito? Inveja? Nunca vamos saber todas as mágoas envolvidas, mas como diria meu amigo e excepcional Rodrigo Fonseca: Em Niterói, as portas estão abertas para Fergalicious
Nota: Troquei Bonsucesso por Niterói, por motivos interesseiros mesmo.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Gravitações sobre a censura na arte

Já pensaram em um período onde obras de arte são destruídas, apenas por que não estão dentro do padrão de um grupo de pessoas ou que não concordam com que está exposto? Não estamos falando dos Hunos ou Talibãs. Estamos falando de Brasil. Hoje. Vamos primeiro recordar, que não se trata da temática, pois em outros tempos, tivemos a mesma situação.
No período do nazismo, Serena Lederer, um mecenas de arte, colecionou catorze das pinturas de Gustav Klimt. O artista era um grande simbolista austríaco, que tem, entre suas obras, uma famosa pintura retratando um beijo. Lederer enviou sua coleção ao Museu Immendorf Schloss para se manter seguro neste período. Porém, o partido nazista resolveu incendiar o museu. Não só a coleção, mas outros trabalhos de um período de 1898 e 1917, assim como afrescos no teto do museu foram destruídos. Isto tendo Hitler como pintor amador e amante das belas artes, além de estimado cerca de registrado o roubo de estimado 750 mil obras de arte pelos alemães no período da guerra.
Quando Adolf Hitler tornou-se chanceler da Alemanha, uma das suas primeiras ações foi a "purificação da cultura alemã", isto é, queima de livros e rotulagem de arte degenerada. Arte degenerada para eles, seriam qualquer manifestação artística moderna. Qualquer artista, passado ou presente, que não foi visto como tendo sangue ariano foi considerado degenerado. O rótulo foi colocado em muitos pintores alemães modernos, como Ernst Kirchner, que foi considerado como degenerado e teve todas as suas obras vendidas ou destruídas. Kirchner viria a cometer suicídio em 1938. Adivinha quais artistas foram considerados degenerados e expostos como bárbaros para a arte? A lista vai de Alexander Archipenko, Marc Chagall, James Ensor, Henri Matisse, Pablo Picasso até Vincent van Gogh.
Uma das obras, considerada degenerada de Van Gogh, era o Retrato do Doutor Gachet. Essa obra foi roubada do museu Städel, em Frankfurt, e iria ser leiloada por uma bagatela, mas quando Hermann Göring, líder nazista, percebeu o valor da obra, decidiu vender e fazer um lucro pessoal.
Pense bem, não tem justificativa para um ato vândalo contra uma obra de arte. Aliás, vândalo, vem dos povos chamados vândalos que fugiram dos hunos para o norte da África. Controlavam o oeste do mar Mediterrâneo com suas frotas piratas e em 455, saquearam e destruíram obras de arte em Roma. Seu fim foi em 533, com a invasão dos bizantinos. Eram povos primitivos, com sons de um idioma gutural (sons produzidos pela garganta). O que havia de comum entre os dois? A ignorância perante toda discussão que um trabalho de arte quer passar. Ignorância, falta de informação, falta de discernimento...precisa justificar através da força, por que para os fundamentalistas é preciso censurar, impedir e destruir o direito de ver.
Pense por que você está concordando com isso ou não. Se você concorda, você está se posicionando a favor da destruição de monumentos como o Talibã faz detonando arte milenar, patrimônio da humanidade da mesma forma. Nesse momento, você está fazendo o mesmo que os nazistas fizeram com Picasso, nesse momento com Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho, Ligia Clark, Alair Gomes e Adriana Varejão, artistas consagrados que estão numa temática de discussão sobre proposta que trate de diversidade, gênero, questões de comportamento, temáticas LGBT. O título que dá a exposição, chamada Teoria Queer ( que é  uma palavra inglesa, usada por anglófonos há quase 400 anos), que afirma que a orientação sexual  e a identidade de  gênero são o resultado de uma construção social.  Temas atuais até tratados em novelas. A intolerância e o ódio, tornam a exposição importante, pois mostra o quanto ainda estamos precisando de educação no nosso país. Educação que passa não só pelo comportamento, mas pelo gosto do aprender, do saber, do questionar, do discutir. Estamos sob a égide de um discurso moralista baseado na intolerância, no preconceito e na inveja. Tempos tristes.
Pense certo. O discurso moralista não ficou nem no debate, foi promovido para um ataque de ódio desenfreado, atacando obras com vandalismo sem consequência, como as igrejas fundamentalistas que atacam imagens de outros cultos e jogam pedras em seres humanos. O discurso moralista é provocado pelos mesmos que tem teto de vidro. Aqueles que clamam por não ter corrupção e são flagrados corrompendo. A índia é o país onde o Kama Sutra está instalado em todo país a milênios. O Templo Khajuraho é o lugar para a maioria das representações do tipo de orgia. Está lá escrito em Sânscrito até hoje intacto, sem destruição, para todo mundo ver, de criança a adulto. Michelangelo pintou a transa de Zeus com a rainha de Esparta Leda transfigurado em cisne. A temática é a mesma, mas estamos tranquilos perante a obra, que na época era transgressora e colocava os mitos em questão. Quem não gostou no período poderia tacar fogo na capela Sistina? Hoje uma referência e tema de estudos. Graças a ele, a ciência do estudo do comportamento está preservada. Temos referencias e elementos para debates. A falta de debates faz com que muitas religiões censurem o que você deve pensar ou não. E se você for ver, você encontra na Bíblia, incesto, degolamentos, adultérios, apedrejamentos, crucificações e até um extermínio em massa da humanidade. A menos que você queira viver em uma nova idade média, com fogueiras torrando aqueles que apenas se opõe ao discurso oficial ou dos moralistas de plantão. Prefiro pensar que esse episódio pode trazer um novo debate e possamos corrigir atitudes. Restringir o que eu ou você possamos ver, se chama censura. E só há uma atitude aceitável: ser contra o fim da exposição. Assim começa os estados de exceção.
Pornografia, mas pornografia mesmo, foi o lucro da instituição bancária no 1º semestre: R$ 4,615 bilhões, aumento de 33,2%, Maior da história.
Então pensem bem.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Participação na Bienal 2017


Grafite no túnel Charitas-Cafubá

Trabalho efetuado para a prefeitura de Niterói, para o projeto grafite na Rua, onde grafitamos o acesso ao túnel Charitas-Cafubá



Prestigiado pelo Secretário de Cultura de Niterói


Visão geral do trabalho

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Workshop de Lettering


Sextas tem curso de Photoshop às 14:00, curso de desenho para crianças às 09:00 e às 16:30 e agora as artes das sextas vão começar ainda mais cedo, já que na primeira sexta de Setembro começa o curso de Lettering às 08:00

O que é Lettering?

Lettering é a arte de desenhar letras, combinando desenhos e formas de design expressando emoções, sentimentos projetando o que vai se dizer de forma muito peculiar,, o que caiu no gosto de decoradores, donos de food trucks, planejadores de festas e eventos, além de muito usado na decoração, seja de forma impressa, feito com giz ou com caneta de giz líquido...e até mesmo muito usado de forma impressa, como em posters, capas de CDs, cartazes. É diferente de tipografia, que usa formas prontas. No lettering, você precisa aprender além da caligrafia, espaçamento, elementos que podem compor e o que vai funcionar no todo, no contexto de forma muito criativa.

André é experiente no assunto e já fez murais para o Buzin e para a Aliança Francesa e vai fazer um lettering para decorar nosso espaço de coworking.

Para quem é o curso de lettering?

Para empreendedores criativos,

Donos de Food Truck,

Planejadoras de casamento

Organizadoras de festa infantil

Designers

Arquitetos

Decoradores

Mães

Artistas

Mais informações, acesse: http://biblioideias.blogspot.com.br/2017/08/novidade-curso-de-lettering.html

Apêndice

Várias coisas que faço caíram em desuso. Gosto de desenhar em papel, dar bom dia para todos, Assistir TV e falar de carnaval. Antes, assim como o futebol que temos 200 milhões de técnicos, também tínhamos a mesma proporção de carnavalescos. Sabe a história de chover no molhado? Pois bem, era com chover no Oceano Atlântico. Tudo o que envolve o Carnaval é muito gostoso e ainda um dia, tenho pretensão de organizar um desfile, mesmo que em uma escola pequena. E antes, o imaginário sobre isso acalentava todos os seres humanos do planeta. Todos querem estar nesse clima de escola. De samba, naturalmente.
Muitos julgam conhecer, e por vezes se acham formado em samba e carnaval. O senso comum americano, acha que somos todos Carmem Miranda. Até o recente saudoso Jerry Lewis, fez o filme Morrendo de medo, de 1953, cantando, vestido da nossa pequena notável, Mamãe eu quero! O carnaval foi inventado em Sodoma, aperfeiçoado em Gomorra e dominado pelo Rio de Janeiro, mas propriamente na Lapa. Tudo começa a ser organizado em 1893, pasmem, pela elite carioca que decidiu se afastar do passado lusitano e flertar a aproximação com as novas potências capitalistas. Mas nosso genoma popular fala mais alto e se tornou uma festa de todos, sem distinção de raça e condições sociais, deixando aquela Galeria Alaska sair de dentro de todos, pelo menos por 5 dias.
Os blocos de rua estão tomando folego nos últimos anos, tendo para todos os gostos. Blocos infantis, blocos LGBTs, blocos em homenagem a um cantor ou grupo de rock, bloco dos famosos, além dos tradicionais com mais de 100 anos e que hoje arrastam milhares de foliões para além do manto diáfano da fantasia. Isso, deu força para o fortalecimento do samba de raiz e a adoração dos mais novos pelo gênero, principalmente nas composições de Agepê; Alberto Lonato; Anescarzinho do Salgueiro; Aniceto do Império; Antônio Rufino; Ataulfo Alves; Beto sem Braço; Candeia; Cartola; Casquinha da Portela; entre outros. Não posso esquecer de nomes como Clara Nunes; Cláudio Camunguelo e Clementina de Jesus, que somado a algumas doses de cevada, podem deixar de passar os dias vendo as lindas mulatas para ver bem de perto os mulatos fungando no seu cangote, numa cela abarrotada de gente.

As experiências de uma avenida são únicas, tanto desfilando, quanto na arquibancada. No desfile, você perde a noção de tempo e espaço. Algo que os grandes cientistas podem estudar esse fenômeno quântico, afinal, o desfile demora um pouco mais de uma hora, mas para quem está no chão é uma eternidade. O paradoxo mais lindo do planeta. Já na arquibancada, está presente, muitas bandeiras, torcidas inflamadas. Choros e lágrimas, regadas a odores variados como feromônios, suores, lança-perfumes e da menina da zona sul com seu indefectível Chanel número 5. A portela ganhando estará tudo azul, se ganhar a esperança será a Império. Agora se ganhar a Verde e rosa…será a verde e rosa! Contenção na prosa, mas quando a mangueira entra (sem duplo sentido), tudo para. Ponto de fusão e ebulição juntos com o velho cisco no canto do olho. Tudo é esquecido também. Aliás, onde ficou minha carteira?

Como falei antes, várias coisas que faço caíram em desuso. Uma delas, o charmoso e intrigante, desfile das fantasias. Antes, no começo do século, eram populares as fantasias na rua como caveira, odalisca, malandro, diabo, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete e palhaço. O Pierrô, o Arlequim e a Colombina são personagens da Commedia dell’Arte italiana nascidos no século XVI e foram muito bem incorporados a realidade brasileira. Afinal de contas, mais de mil palhaços no salão, o Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão.
Acordei com saudades do carnaval, é verdade. Tenho a verve do Rock e MPB nas veias, mas quem pode resistir a esse clima. Eu sei que minha vida poderia ser enredo de uma tremenda letra de samba. Mas isso é outra estória.  Mesmo tentando fugir para descansar e não participar da festa da carne, você acaba vendo os desfiles pela TV, participando de alguma forma dos climas nas ruas e ficando em família, rindo tudo que poderia rir nesse período. E quantas lembranças colecionamos? Me falta Savoir Faire nesses momentos.

Amanhã já poderia ser carnaval. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O futebol

Muito sempre tem sido feito e falado, de camisa, sem camisa, em campo e fora de campo, mas poucos conhecem realmente a origem e a história do mais popular jogo do planeta, quiçá, se houver outras civilizações organizadas pelo cosmo, do universo. A pelada como conhecemos hoje, foi inventada em 1863 por um racha das associações de futebol (Rúgbi) e ganhou o mundo logo depois se adaptando muito bem em todos os países, seja rico ou pobre. Não havia distinção de classes sociais, todos podiam jogar bola. Bastava ter alguma redonda disponível. No começo era de couro e amarrada (o que lavava as contusões mais sérias no escanteio, onde ao cabecear, o jogador sofria forte sangramento com essa forma de fechar a pelota como era feito com o rúgbi). Mas como não existe gol feio. Feio é não fazer gol, o sofrimento dava mais caráter de abnegação e raça ao jogo Bretão. Estava desde então, criado um campo de ação mais eficaz de todos os jogos coletivos. O boca-a-boca. O famoso eu e mais dez, estava consolidado e necessário cada vez mais gente, pois são 22 em campo, mais reservas e equipe técnica. Só de familiares você pode multiplicar em progressão geométrica!
Com uma liga formada, já havia campeonato para jogar e torcida inflamada para apoiar seu clube de coração. Um cronista da época, Américo, retratou que o rei Eduardo VII chegou a gostar do que viu sobre o futebol e quis experimentar o novo esporte, mas com seu pouco entrosamento com a redonda, e expondo vários “Mustelas”, teve que renunciar no mesmo ano ao trono, dando lugar ao trono da Casa de Saxe-Coburgo-Gota ao seu irmão mais novo. Muitos dirão, que foi por causa de um rabo de saia, no caso, a rainha Alexandra. Outros dirão que tudo não passa das famosas conversas de futebol, que na verdade o rei nunca jogou futebol e sim o sofisticado polo, tornou célebre a frase: “Américo, go home! ” E foi dado início desde essa época as frases tão peculiares que esse esporte nos proporciona e cai na boca do povo. O rei, alvo dos jornais populares do período, davam com letras garrafais qualquer frase por ele dita nas quatro linhas, como a famosa pérola: “Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão! “ Perguntado por aficionados do ludopédio, Américo cegou a falar em um jogo difícil de assistir: ” - Com esse resultado agora estamos a um passo do precipício! “ Curiosamente, Américo foi encontrado morto em um pé de um morro.

Voltando para elementos da história, o amor pelo futebol tem inícios mais tortuosos, em tempo imemorial.  Esse esporte possui diferentes histórias. Há indícios que mostram o surgimento de um esporte semelhante praticado nos países asiáticos, há aproximadamente 3000 a. C. Na China era praticado como um treino militar. No Japão existia o Kemari. Em grandes batalhas, foram exterminados hordas e hordas de guerreiros em massacres de uma vez só no desporto-rei foram conhecidos como “Noite da organizada de Shanghai Shenhua “ Na Grécia Antiga, os gregos criaram um esporte também semelhante ao futebol, chamado Epyskiros. Os soldados, mais uma vez, na cidade de Esparta, jogavam com uma bola feita com bexiga de boi recheada com areia. Os registros mostram que nesta época foi criado o primeiro grito de torcida. Sempre que as torcidas espartanas chegavam gritavam: “ This is Esparta! “ Daí a referência no filme de Frank Miller. Eram torcidas violentas e intolerantes. Sempre querendo que seu time tivesse 300 em campo. A fina flor de guerreiros que davam o suor e sangue por sua bandeira. Mas evidente que apenas 11 eram permitidos, deixando cada vez mais sua torcida inflamada e sempre tentando gritar palavras de ordem e cânticos que lembram as músicas atuais de torcida em jogos. Não podemos esquecer o glorioso canto: “Ρέμα Ρέμα Ρέμα κωπηλάτης, θα βάλω τον κώλο αλλαξιέρα σας! ....” Chega a dar um cisco no canto do olho, lembrando esta velha canção que até os dias de hoje, povoam nosso imaginário das arquibancadas. Na idade média, haviam relatos da presença de um jogo, com 27 jogadores. O Soule, como era chamado, era disputado na França. O esporte tinha regras bem violentas, visto que era uma variação do Harpastum dos romanos. O novo modelo de um "suposto futebol" tinha como regras válidas os socos, pontapés, rasteiras e golpes violentos diversos. Nessa época, era comum os juízes darem cartões roxos (para faltas com inúmeros hematomas) e cartões pretos (morte ou risco de morte iminente). O esporte não foi para frente, pois craques se acabavam muito cedo e a reposição em posições chaves não davam certo, deixando flancos muito expostos. No entanto, a utilização dos cartões por juízes, não togados, foi aproveitada séculos depois. O famoso Mort au joueur! Foi substituído pelo Mort au roi na Bastilha e os ânimos foram abrandando conforme aperfeiçoamento do jogo. Alguns gritos foram se perdendo e entrando naquela fase de adaptação conforme as novas regras, como no grito: “ Pardonne raviolis gâté, nouilles nous donnent pour nous de donner notre foi! “ O que literalmente em português não quer dizer nada. Alguns estudiosos creem nessa evolução dos gritos de guerra até os dias de hoje, bastando consultar alguns compêndios especializados como por exemplo, “Crier et de la foi - Une histoire de l'évolution du football français “ de Emmanuell Ludopedie. Como se vê, Neymar está dentro da história viva no PSG, com uma estréia recheada por músicas de apoio. Coube aos franceses, iluminar o caminho do nosso craque, dando a oportunidade de ele fazer um gol em sua première. Só o tempo dirá se ele fará parte da história ou será absorvido pela longevidade que o esporte terá na humanidade. Qui vivra verra!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Carta aberta a Rodrigo Hilbert

Caro colega, compartilho de seu desejo de viver e se comunicar. Como foi disseminado na internet suas habilidades, que tornaram muitos homens pouco habilidosos, com raiva de suas capacidades, devo dizer que te entendo. Não sofro das suas perseguições, mesmo sendo músico com dois CDs gravados e um terceiro na rede, pinturas vendidas pelo mundo, livros infantis publicados, personagens de quadrinhos, ter ilustrado para muitos jornais, infografias premiadas internacionalmente, desenhos animados feito para festivais e TV, duas graduações e pós-graduações, cozinhar (mesmo de forma amadora), escrever artigos e colunas, cuidar da mente e do corpo, fazer esculturas e ser diretor de artes. Quase um ornitorrinco. Ou seja, gostamos de ser ativos, gostamos de superar e não ficar acomodado. A minha diferença com você, seria então, apenas, não ter sua beleza. E isso conta para a auto estima de vários homens que ficam indignados, mesmo que brincando no discurso.
Compartilho sua indignação, quando formam grupos de facebook, criticando sua postura perante ao mundo. De se posicionar como compartilhador da vida a dois. Os dois tem deveres e dessabores perante a casa, criação de filhos, a escolha de quem cozinha e quem lava a louça, as compras da casa e pagamentos de contas, assim como a diversão do fim de semana e posições na cama. Já se foi o tempo, em que tínhamos modelos diferentes de sociedade. Quando entendiam que a mulher detinha o poder da vida, existia o matriarcado em tempos imemoriáveis. Logo depois, com os domínios dos mais fortes, vivenciamos o patriarcado que perdurou até o século passado, com resquícios sobrevivendo entre nossos avós e pais. Tem pessoas que dizem: “Na época do meu avô que era bom. A gente trabalhava e chegava em casa, a mulher tinha preparado a janta, arrumado a casa, minhas roupas e cuidado das crianças. ” Mas afinal, ele quer uma companheira ou uma empregada? O mundo mudou e nesse momento, o homem não sabe bem seu lugar na sociedade e principalmente nas relações, onde a mulher se mostra mais decisiva e por vezes sustenta a casa. Mulheres querem apenas alguém que seja companheiro na relação e em casa, independente do trabalho que façam.  Atentando que é sempre possível fazer e ser mais do que se é ou se faz. Deve se empenhar a fazer e ser mais do que o modelo padrão machista e preguiçoso nas tarefas do lar. Como diria minha amiga e boa conversa Sylvia Dietrich: “ Menos mulher-maravilha e mais homens empenhados e companheiros, porque é possível e necessário. ”
Compartilho de sua surpresa ao ver que você se torna alvo das atenções masculinas e femininas. Por motivos diferentes. As mulheres, desejando não só a pessoa Rodrigo Hilbert, mas também desejando se não for possível tê-lo, que apareça alguém nos mesmos moldes. Sem tirar nem pôr. Os homens, ficam com medo de perder suas namoradas, por estar muito abaixo do padrão criado pelo imaginário feminino atual e se não perder, que vá estragar seu modo de vida. Mas pensa bem. Não é um padrão alto. Apenas é o correto. Nenhuma mulher iria querer menos. Se antes a mulher procurava alguém apenas que pudesse sustentar a sua vida, hoje ela quer abraçar a vida. Quer ter uma vida de emoções completas e quer alguém que abrace a vida da mesma forma. Se ela, que tem gastos e sofrimentos para ter uma aparência linda para a sociedade, comportamentos dignos, trabalhar e resolver os problemas do lar, por que o homem também não? Você pode continuar lendo Zygmunt Bauman, Chris Anderson ou Henry Jenkins e ao mesmo tempo puxar um ferro e cuidar da sua pele. Esse admirável mundo novo está aí para ver sua companheira ao seu lado e não como tempos atrás quando o homem andava na frente e a mulher atrás (salvo no caso da guerra, onde a mulher andava na frente, caso houvesse uma mina, explodiria ela e o homem estaria vivo para lutar nos campos de batalha).
Compartilho de sua paz independente das comoções e injúrias com você. Normalmente, as pessoas felizes e que praticam ioga e a iluminação interior, não se abalam com o ódio e tristeza do outro, pelo contrário, sentem dó daquelas que precisam falar mal das outras por achar que não tiveram amor e carinho suficiente em sua infância. Essa pessoa merece o perdão de todos e deve ser acarinhada por quem possa fazer. O alimento interior, não necessita de uma religião específica. Apenas amor no coração. Encontramos por vezes ateus que são mais cristãos que aquele carola que expõe sua natureza religiosa sempre. Quem tem paz no coração, consegue respirar de mais de dez formas diferentes e dar atenção a sua comunhão com a natureza, amigos, familiares e aqueles que distribuem amor a quem não conhece. Por essas e outras, acho que você está bem. Não precisa na verdade de apoio e sim que a brisa leve essas manifestações de ódio para longe, como sempre faz.
Então, amigo, dito isso, o que acha de me ajudar com uma receita simples de cordeiro? Nunca consigo fazer algo saboroso e leve ao mesmo tempo. Fique à vontade.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Guaraná

              Acredita-se entre os índios da tribo Maués, que o nosso guaraná surgiu de uma tragédia e que dessa tragédia, Tupã foi generoso em iluminar a tristeza com algo que é usado nos Açaís pelo Brasil.
             Certa vez, há tempos não contados, em uma aldeia indígena, um casal teve um filho muito bonito, bom e inteligente.
             Acredito que as lendas, são fruto de verdades não compreendidas pelos povos do passado. Podem surgir de fenômenos físicos hoje conhecidos ou podem ter origem desconhecida, proveniente dos antigos astronautas. Os índios têm populações de tribos muito controladas, com indivíduos em geral, muito bonitos. Surpreende uma criança se destacar na população. Na doutrina espírita, as crianças índigo, basicamente, são aquelas que utilizariam mais o lado direito do que o esquerdo do cérebro. Seriam capazes de ter uma maior sensibilidade para identificar as intenções das pessoas, mais criatividade, curiosidade, capacidade de realizar questionamentos especialmente contra autoridades absolutas, excesso de energia e baixo poder de concentração (muitas vezes, confundidas com hiperatividade). Essas crianças são geralmente alegres, positivas, sábias e amorosas, muito além das mesmas capacidades de alguém da sua idade. Para outros, a interação entre alienígenas e terrestres era comum em tempos antigos, que provocariam crianças híbridas e especiais. Existe inclusive, uma teoria, de que Noé seria uma dessas crianças híbridas.
Essa criança era querida por toda a tribo. Por isso Jurupari, seu pai, começou a ter raiva dele, até que um dia se transformou em uma cobra, permanecendo em cima de uma árvore frutífera.
Porque seu pai tinha raiva de um filho tão especial? Querido e amado por todos. Não seria um orgulho? Pode reforçar a idéia de uma gestação com um pai diferente. Talvez realmente fruto de um relacionamento extraterrestre, capacitando a ter um filho fora do comum. Dizem que Moisés transformou seu cajado em serpente. A história desses répteis povoa nossa história entre mitos e estórias. Temos a profecia maia que diz que uma escada surgirá no centro da Via Láctea e dessa escada descerá uma serpente, o deus Quetzalcoalt. O pesquisador Zecharia Sitchin, especialista em escrita cuneiforme e que estuda hipótese da colonização da Terra por viajantes de outro planeta, identifica a serpente como um símbolo que remete ao mítico Nibiru, o mundo dos intrigantes Anunakis, que teriam produzido a raça humana em laboratórios de genética e teriam voltado para Nibiru deixando a expectativa de um retorno próximo entre os povos da Mesopotâmia de mais de cinco mil anos atrás. Ou será que o próprio Jurupari era um ser das estrelas e revelou sua verdadeira identidade?
Quando o menino ainda criança foi colher um fruto da árvore onde estava seu pai invejoso, este atirou-se sobre a criança e o mordeu. Sua mãe já o encontrou sem vida. Ela e toda tribo choraram muito. Enquanto isso, um trovão rebombou e um raio caiu junto ao menino. Então a índia-mãe disse: - É Tupã que se compadece de nós. Plantem os olhos de meu filho, que nascerá uma fruteira, que será a nossa felicidade. - Assim fizeram e dos olhos do menino nasceu o guaraná.
Da tragédia, surgiu a infinita alegria de todos brasileiros em forma de fruto. O pedido da mãe, que poderia apenas estar em luto, foi de beneficiar a todos a partir de uma benção de seu filho. Uma maneira muito bonita de transformar a dor em alegria. Tirando esse florismo, vemos que algo vindo do céu realizou este desejo. Será que podemos ser bons adubos? Na Idade Média, era costume triturar os cadáveres dos mais pobres e misturar com esterco para servir como adubo. Bacana, né? Mas essa prática acabou disseminando uma das piores epidemias mundiais: a peste negra. Portanto, não seria uma boa idéia se alimentar de adubo humano. A menos realmente, que não fosse humano.
Essa divagação é importante para atiçar os questionamentos. Para revirar conceitos, para dar margem para algum cientista formular alguma pesquisa relevante e consistente sobre o assunto. Daqui a algumas décadas, vamos ter alguma noção de onde veio esta história. No mais, vou tomar guaraná com açaí muito mais feliz.