quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dia de Cooperar 2021

 


Todo ano participo do Dia C, de Cooperar. Neste dia vários profissionais ajudam o público e a comunidade com serviços variados. Eu estarei com uma oficina de desenho para Brasil e Portugal. Vai ser massa!

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Terrivelmente evangélicos e sua ascensão ao poder

A lua-de-mel entre O presidente e os evangélicos foi um projeto de poder, que começou décadas atrás. Quis o destino, que esse projeto encontrasse nesse momento o candidato que estava em ascensão naquele momento surfando na onda ultraconservadora da candidatura Bolsonaro. Existe um projeto de poder pentecostal que estava se desenhando para alçar maiores coberturas de seus domínios religiosos. Um dos pilares que ainda sustenta o presidente, mesmo com diversos crimes cometidos, mais de 130 pedidos de impeachment e pedidos até no Tribunal de Haia, é o da bancada evangélica.

Todos os fiascos do governo são extremamente embaraçosos para a ala evangélica, mas não são mortais. Já ascenderam como vereadores, deputados estaduais e federais, ministros e atualmente, o presidente da república. Aquela história de Estado Laico, já não existe mais. Esses embates negacionistas e propostas de lei baseados nas convenções pentecostais estão tomando conta das cidades e estados brasileiros. Não importa a inabilidade do governo, corrupção ou todo tipo de esquema produzido, pois o avanço da bíblia no Estado é um projeto que não está no começo, porém sem perspectivas de fim.

O governo Bolsonaro está respaldado por essa camada que detém o poder na igreja. Não teremos um The Handmaid's Tale, mas podemos ter avançado muito em um estado fundamentalista. Basta ver o projeto de política pública para adolescente que será vista em São Paulo proibindo os jovens de qualquer contato com sexo. A nação evangélica não se assusta com o olhar do Bolsonaro de Rasputin. Pode falar em matar, pode ser totalmente a favor de torturas e ser truculento, mas se aprovar leis a favor da moral conservadora, está tudo bem.

Desde 1982 para cá, os parlamentares evangélicos passou de 12 para 90. Uma ascensão mostrando uma tendência no congresso e que nas pequenas prefeituras são quase 100%, tendo inclusive sessões religiosas nas casas legisladoras. Temos o mandatário maior da igreja, Edir Macedo, que  publicou o livro “Plano de Poder”, mostra Deus como um estadista. O crescimento exagerado entre os mais pobres, que diante dos problemas da vida, e dos transtornos causados pela crise e o empobrecimento social avassalador, leva ao amparo dessas igrejas, que estão em cada canto no Brasil, a esse sofredor. Um presidente que acaba com os direitos trabalhistas, acaba com o meio ambiente e avança em um projeto de destruição, tem o suporte dos crentes que olham o presidente com uma espécie de fascínio reverencial.

E que ninguém ouse acordar esse rebanho do transe. Isso por que a lua-de-mel deles com o presidente ainda está no começo. Está como se ainda estivessem nas Barramas, livres e faceiros. Tivemos a indicação recentemente de Bolsonaro com André Mendonça ao cargo ao STF. Seria o segundo ministro terrivelmente evangélico como o presidente costuma falar. Quando se dará um comportamento contrário a essa lua-de-mel? Dá forma como esse avanço se dá no poder, nem se houver um tsunami na suíte nupcial ou um dedo acidental na tomada.  Mesmo com uma mudança radical de condução do país em 22, a bancada está estabelecida e vai avançar, pois a construção religiosa é através do afeto e nisso, o brasileiro mais necessitado dispõe das igrejas.

Será que sobrará apenas rezar um pai-nosso ou haverá um amanhecer mais glorioso para o Brasil pátria do evangelho.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Árvore que nasce torta morre torta

 

O reino encantado do qual o presidente acha que o Brasil está vivendo está durando cada vez menos. Não adiante querer criar uma rede de TV que só fale notícias boas ou não divulgar os dados de contaminação e morte por COVID. Quanto mais esteja tentando apagar seus rastros, mais a CPI cavuca mais irregularidades. É como se puxasse aquele cabelo no ralo, que com dificuldades, você acaba retirando mais e mais detritos que estavam atrapalhando o fluxo natural da água. E por isso, é possível que a CPI prorrogue seus trabalhos por mais 45 dias pelo menos.

Os servidores concursados, que lutam pela sua estabilidade de emprego, do qual o presidente quer retirar, foram basicamente responsáveis pelas provas cabais de no mínimo prevaricação. Que é crime. No último escândalo anunciado pelos irmãos Miranda, da qual a PF negocia com servidor para incluí-lo em programa de proteção a testemunhas, temos o fio da meada que vai complicar verdadeiramente o presidente. Se todas as atitudes morais, economia pífia, destruição da natureza, problemas com comércio exterior não incomodaram Bolsonaro, pelo menos o último pilar de sustentação de seu discurso não estava comprometido. Até agora. Afinal, a corrupção é a última defesa do governo perante a direita no país.

Este último pilar de sustentação está durando por breve momento. A Covaxin ainda está em fase de testes, menos eficaz que as outras vacinas e é muito mais cara do que todos as outras vacinas. Porém, sem aprovação da Anvisa e rapidamente, com emprenho de todos, foi acertado a compra. Por que? Por que  foram apenas 97 dias de empenho a  15 dólares a dose? E ainda, todas as 20 milhões de doses deveriam ter sido entregues ao Brasil até maio. Se não podemos falar de incompetência logística no mínimo, temos que ver o por que do interesse, se a Pfizer levou 330 dias para ser aprovada a compra.

Como esse país no imaginário de Bolsonaro, com inflação controlada sem recessão, se descarta compras com doses a metade do preço, prefere comprar a mais cara até o momento. Na verdade, outra compra maior foi descoberta em pior situação. A indicação do servidor é de compra suspeita e é aí que tudo aparenta a corrupção clara, que deu já notícia crime que já está protocolada. A intermediação por uma empresa, a Precisa Medicamentos, com o sócio da Precisa, Francisco Maximiano, ligado a Flávio Bolsonaro, responde por diversos escândalos na área da saúde tanto no governo federal quanto no governo do Distrito Federal.

Nessa Camelot imaginária de Bolsonaro, ninguém protestaria. Mas como a corda rompe do lado mais fraco, mesmo um bolsonarista ficaria com medo dos resultados finais. Ricardo barros, da qual o presidente prevaricando e não se importando com a situação já mostrada pelo deputado Luis Miranda, falando que “É coisa do Ricardo Barros!”. Aquele mesmo que foi Ministro de Temer e que defendia a imunização de rebanho. Não admira que o governo troque as versões a todo o momento, pois a cada minuto acerta o presidente de uma forma ou de outra. Um discurso que atinge apenas ao público do presidente de seu reino encantado.

E mais, as vacinas da Covaxin iriam chegariam com a validade vencida. Não existe exemplo recente de uma administração que tenha revertido suas ações para limpar a trilha da omissão de um governo Federal tão rapidamente como de Bolsonaro. Já foram mais de 4 versões diferentes apresentadas e o “rolo” fica cada vez mais enrolado. Lembrando que antes foi mostrado que o documento tinha sido forjado em coletiva mostrado por Onix.

Justamente quando a fantasia desmorona, tenta-se achar uma nova narrativa para a lenda da compra da Covaxin.

Capa da revista de jornalismo da ESPM

 



Saíram as capas da Revista de Jornalismo da ESPM que fiz com arte gráfica e ficaram muito legais. Dá um confere

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Brasil se aproximando dos 500 mil

 

Aquele vexame internacional de que tanto o presidente gosta, cada vez mais não parece um filme como ‘Um Cão Andaluz’ de Luis Buñuel e Salvador Dalí, mas sim uma realidade trágica sem uma luz no fim do túnel. Cada vez mais vemos a confirmação da existência de um gabinete paralelo de assessoramento na saúde. Os puxadinhos são cada vez mais levados a título de ministério do que o próprio ministro. Talvez por isso Mourão esteja excluído das reuniões. Deve haver um gabinete de vice-presidência que assume esse papel.  Não podemos esquecer o gabinete do ódio, que fazia muito barulho até ser controlado pelos apoiadores dentro do planalto.

Mas as revelações da CPI sobre a atuação deste gabinete paralelo transformando Manaus em cobaia para testes com Cloroquina são aterradoras. Uma mistura de incompetência, ineficiência, bateção de cabeças, negacionismo e maldade. Nem a atuação de outros líderes de extrema-direita foi tão desumana como nesse caso e Nethaniau já o alertou Bolsonaro que a possibilidade de ser levado ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade é real nesse momento. Os governadores e prefeitos que já foram bolsonaristas tentam faz algum tempo se deslocar da imagem do presidente, competindo que vacina mais. E nesse ponto, estão ganhando simpatia da população.

Enquanto cada vez ficam mais evidente, que o Governo ignorou inúmeros contatos para compra de vacinas, mas respondeu e-mails sobre cloroquina em 15 minutos e até aos fins de semana, não podemos falar em escolhas ou apostas imediatas. Estamos falando de salvar vidas como prioridades e não aglomerar fazendo motociatas, ou recusar 70 milhões de doses de vacinas quando houve chance. Reconhecer a existência do gabinete paralelo, que tentou a todo custo empurrar milhões de doses de Cloroquina, que matou milhares de pessoas e não optou por vacinas é confissão do crime.

Miguel Nicolelis já tinha falado que em julho chegaríamos à marca de 500 mil mortos. Sem vacinação, poderemos ser o país número de óbitos no mundo. Os Estados Unidos, no período negacionista de Trump cresceu exponencialmente esse número. Com a promessa de Biden de vacinação em massa, imunizando 70% da população até a comemoração do 4 de julho, o número de mortos pode estacionar em 600 mil. Faço minha previsão de que podemos até ultrapassar esse número com variantes mais perigosas e sermos o número 1. Veja bem, cultivaremos variantes mais perigosas como a variante Andina trazida pela Copa América ou a Delta, e com possibilidades de intervenção internacional para conter essa explosão no mundo. E nessa, Bolsonaro não escapa.

Uma rota possível para o Brasil e ver a rota do dinheiro. Assim como fazem para estancar o trabalho de traficantes. follow the money . A quem ganha com o tratamento da Cloroquina? Ela é eficaz apenas para quem está lucrando milhões. O Presidente do laboratório farmacêutico Apsen, Renato Spallicci, que é um apoiador de Bolsonaro desde antes da eleição de 2018, pode ser uma das chaves para elucidar essa questão. Lembramos que dois ministros médicos da saúde que se recusaram a prescrever a medicação foram demitidos para que fosse necessário um general pudesse fazer as honras de empurrar um tratamento ineficaz contra COVID goela abaixo dos brasileiros.

Esse filme já sabemos como deverá terminar na prática, mas falta saber o que acontecerá com aquele responsável pelas mortes da história. Aquele que resolveu apostar em tratamento ineficaz e não pela vacina. Aquele responsável mor que mora no palácio de vidro. E para os apoiadores, desejamos que não sejam como Forrest Gump, que atravessou a história sem saber o que aconteceu.

Lançamento da música OLHAR E SORRISO

 

‘André Barroso & Banda’ lança Olhar e sorriso
Com produção de Pedro Canaã, em São Paulo, novo single foi lançado.

Depois de lançar o primeiro CD de sua carreira, em 2009, o músico André Barroso e sua banda mantiveram a rotina de shows em circuito alternativo do Rio. Invasão Octopus foi o segundo álbum, de 2012, já com as participações do rapper De Leve, da cantora gaúcha Luciana Pestano e da carioca Tatiana Dauster, entre outros. Em seu terceiro trabalho intitulado Reluz, lançado pela Universal Music,  Gilber T participa desta na produção das faixas que compõem o EP Digital do artista. O EP traz a música Tente enteder, com muitas visualizações pelas redes sociais e streamings, além da regravação de Reluz de Macus Sabino.

Agora, lança a música OLHAR E SORRISO, um single com conteúdo musical muito pop, envolvente, dançante, marcante e pronto para as rádios. A música fala sobre as emoções juvenis de um olhar e sorriso. Todo começo de relacionamento começa desses dois componentes. A música é envolvente e pronta para as rádios.

Instrumentista desde pequeno, participou de corais (como o do Centro educacional de Niterói, dirigido pelo maestro Ermano Soares de Sá), bandas (Thebanda, Só Froid Explica e Blazak!), teve aulas com diversos músicos – entre eles, Alex Magno (ex-Stress), Alex Martinho, Marcos Godoy e Mike Stern – e também se tornou designer gráfico, quadrinista, jornalista e artista plástico. Sua vocação multimídia o levou a desenvolver diversas carreiras ao mesmo tempo, incluindo a trajetória como músico, compositor e artista.



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quinta-feira, 10 de junho de 2021

A saúde tem cura?

Vivemos em um tempo realmente sombrio. Não temos o direito de apenas nos preocupar com a doença que aflora em nossa carne e seu tratamento, mas temos que nos preocupar com fakenews, ideologias da extrema direita e a manipulação de informações. Muitas pessoas acabam passando um mal adicional com verdadeiras crises de autoconhecimento. Muitos estão sofrendo desse mal, antes de sequer contrair qualquer cepa atual do vírus,  como se não bastasse os sintomas durante a doença da COVID e os problemas de recuperação do corpo, pós-COVID.

O sujeito pode achar que faz parte de uma direita carcomida. O que antes aflorou com vigor, um fascista que saia do armário, sem ao menos entender que estava sendo fascista, agora, após o mundo rechaçar a extrema-direita do poder no mundo; de deixar claro na CPI que o governo investiu em imunidade de rebanho ouvindo um comitê paralelo e não a ciência; e por fim ser associado a mentiras e caos disseminando o ódio. Agora, até as mulheres antes de aceitar uma cantada, já querem saber em quem o parceiro votou na última eleição.

O sujeito pode achar que faz parte de uma falsa esquerda ou de ser um especulador da bolsa. Assume as lutas nas redes sociais, mas fala que é precipitado um impeachment agora; não se posiciona diretamente contra o governo e quer ser chamado de intelectual pedindo uma terceira via; diz que participa de protestos, mas apenas faz manifestações particulares de decepção como apenas suspirar.

Milhares de brasileiros estão sofrendo não só com a falta de vacinas, mas são obrigados a se apalparem, depois de momentos de pânico com as revelações da CPI da COVID. Muitos também começam a ficar atentos as notícias, depois de um histórico falas mentirosas do presidente. Alguns se sentem envergonhados de ter que apagar constantemente fakenews de suas redes sociais. A camisa amarelinha cada vez mais em baixa diante de absurdos jamais vistos como quando falsificaram a assinatura do Moro em documento oficial ou quando deixam uma recomendação de uso de Cloroquina no site oficial do Ministério da Saúde sob pretexto de ser um momento histórico e recentemente do presidente usar dados do TCU falsos. Muitos que até ostentavam a barriga do presidente, agora correm para bicicleta ergométrica.

A extrema-direita não é só démodé em tempos digitais, ela é perigosa em vários aspectos. Você ter que se preocupar com a sua saúde física e mental ao mesmo tempo é sofrer em dobro. Saber que tínhamos um país que era referencia em vacinação e hoje é apenas uma sombra mal vista no exterior é duro. Duro, porque mesmo combalidos pela doença, temos que lutar com todas as forças contra a procrastinação de vacinar a todos, de ter que apagar incêndio diplomático contra a China, de trabalhar dobrado para ganhar muito menos e ter que desmentir diariamente as falas do presidente.

O sonho de Bolsonaro em ser a Margareth Thatcher de fardas, a Joana D’arc de laquê dos liberais, retirando todos os direitos sociais, destruindo as florestas, não resistiu  e está ruindo, assim como Trump, a um vírus. A aposta feita por seu gabinete paralelo e ingenuidade contra “comunistas”, não surtiu efeito, pois nossa primeira solução foi com a vacina vinda justamente da China.

A saúde tem cura. Basta não ouvir opiniões e sim a ciência. Basta ter um governo que quer salvar vidas. Basta termos médicos sendo apenas médicos, sem ideologias em suas ações. Basta fraternidade com nosso irmão que sofre sem ter leitos de UTI. Basta.