sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Nicolaus
Estamos mais uma vez reunidos em razão no Natal. Datas são
como sinais de trânsito, que regulam com organização quando devemos parar e
andar. Alguns obedecem sem boa vontade e especificamente no Natal, o que mais
precisamos é de boa vontade. O que seria do Natal sem o espírito natalino? Na
verdade, deveríamos exerce-lo e esbanja-lo em qualquer data. Religiosos ou que
se dizem religiosos deveriam se rebelar contra as datas. Poderiam ser como
aquelas pessoas, que se auto denominam VIDA LOKA, e fazem Carnaval ano inteiro,
Quaresmas permanentes, mas o espírito que aparece do nada nesta época do ano,
deveria ser todo santo dia (que aliás tem santo para comemorar todos os dias),
tanto com respeito ao motorista do ônibus, quanto aquele irmão necessitado na
rua ou aquele sofredor que não sabe o que fazer, mas pede apenas para ser
ouvido.
A data que é comemorada por grande parte da população
mundial, que seria o nascimento de Jesus, sofreu alteração ao longo dos
séculos, mas o mais importante é a essência de amor ao próximo como pregava o
mestre. Essa lição vai se intensificando ao longo dos dias que se aproximam da
data, fazendo com que mesmo o avarento Scrooge seja amoroso com o seu
semelhante. Por que não somos pessoas melhores o ano inteiro? O que não torna
essa tarefa fácil? A cada século, temos histórias de Natal que complementam o
espectro que embelezam esse espírito. Assim como o Scrooge citado acima, que
foi criada em 1843 por Charles Dickens.
Senão vejamos o outro símbolo do Natal, Nicolaus, o Papai
Noel. O chamado FORTE DOS FORTES, nasceu no século III em Patara, Ásia menor.
Conhecido como São Nicolau de Bari, é santo padroeiro de países como a Rússia e
Grécia. Conhecido pela caridade com as crianças, tornou-se tempos depois como
uma figura ligada ao nascimento do Menino Jesus, mesmo tendo nascido 300 anos depois
de sua morte. Além disso, foi encarcerado pelo império Dioclesiano, por
negar-se a ter fé em Jesus. Muitas lendas no decorrer dos séculos foram
atribuídas ao Taumaturgo, mas dentro sempre de um aspecto de ajuda aos menores
de idade. São João Damasceno foi um dos biógrafos de São Nicolau e com poesia
escreveu: “Nem a areia que se encontra à beira-mar, diz ele, nem a multidão de
vagas, nem as pérolas do orvalho e os flocos de neve, nem o coro dos astros,
nem as gotas da chuva e as correntes dos rios, nem o murmúrio dos das fontes
jamais se igualarão, ó Pai, ao número de teus milagres. Todo o universo tem em
ti um pronto socorro nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma
consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo
nas enfermidades”.
Diante de um pai que não tinha como salvar suas filhas de um
destino cruel, por falta de condições financeiras, ficou tocado e doou uma
grande quantia de dinheiro embrulhada em um saco, no calar da noite, sem se
identificar. Assim começou a lenda. Por séculos, a imagem desse benfeitor era
por vezes desenhada como um elfo ou uma figura mítica. A imagem que conhecemos
nos dias atuais foi trabalhando ao longo dos anos pelo ilustrador e cartunista Thomas Nast
na edição de 1 de janeiro de 1863 na revista Harper's Weeklys. Nast demorou
para acertar a figura do bom velhinho, que apareceu pela primeira vez em um
cartum criticando a política americana. E muitas de suas características foram
adicionadas ao longo das décadas seguintes, como a entrada pelas chaminés (uma
característica cultural americana nessa época de muita neve, tendo que
constantemente limpá-las) ou sua viagem pelos céus em um trenó de renas
(mostradas pela primeira vez em um livro de Clemente Moore, professor de
literatura grega, que lançou o poema: Uma visita de São Nicolau, em 1822).
Certamente, Robson Crusoé, que ficou perdido em uma ilha,
não era religioso, mas certamente observava as datas religiosamente, sabia que
mesmo não podendo apontar com precisão a data correta do natal, o mais
importante era lembrar desse sentimento de paz e amor, nem que fosse uma vez
por ano.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Se o rock não leva ao satanismo e ao aborto, ele está errado!
Frank Miller, na CCXP em São Paulo, falou sobre novo
Cavaleiro das Trevas e disparou: “Quem se ofende com política nos quadrinhos
são aqueles que deveriam se sentir ofendidos”. Se não se ofendem com o avanço
das primeiras etapas do fascismo, como, de acordo com o Museu do Holocausto,
nacionalismo exacerbado, desdém pelos direitos humanos, supremacia militar,
machismo desenfreado, mídia parcial, mistura de governo e religião, ataque aos
direitos trabalhistas, obsessão sobre crimes e desprezo pelas artes e
intelectuais. Este último item, foi manchete, mais uma vez, na última semana. As
pessoas que sempre defendem os gestos da corte, nunca se manifestam nesse
momento.
Sabemos que esse ódio as artes, que faz parte da estratégia,
dentro dos itens acima citados, para afogar as ideias e debates e para
dispersar a atenção dos temas importantes na política. São muitos tiros para
todo lado. Dois foram salvos devido a muita pressão popular. Uma foi a retirada
do MEI, que provocou uma grande massa de manifestações, inclusive de
Bolsonaristas, obrigando o governo a recuar dessa agressão ao trabalho. Já
taxou os desempregados, só faltava acabar com a mínima possibilidade de
trabalho particular. A outra foi a justiça impedir a nomeação de Sérgio Camargo
na fundação Palmares. A fundação Palmares, Criada em 1988, que tem como foco
preservar a cultura afro-brasileira. Iria nomear alguém que disse que
escravidão foi benéfica. Você tem ministro do meio ambiente contra as florestas;
da educação contra as universidades; da justiça é contra a Constituição; das
relações exteriores é contra o Mercosul; fica difícil dessa forma. Na sentença,
o juiz escreveu: “tem o condão de ofender justamente o público que deve ser protegido
pela entidade”.
O presidente da Ancine retirou os cartazes de filmes
brasileiros na entidade e do site. O órgão criado para incentivar o cinema
brasileiro tem raiva do cinema brasileiro. Os anuários da Ancine somam 1165
longas-metragens entre 2010, além dos curtas. Têm ideia da quantidade de
emprego que se tem em 1165 longas?
Talvez a maior falastrice foi do presidente da Funarte, Dante
Mantovani, que disse que Os Beatles foram invenção socialista para fazer
garotas abortarem. Parece até notícia de site de humor, mas o presidente tinha
falado que só iria ter indicações técnicas. O mesmo presidente da Funarte não
fica por aí. Fala que John Lennon tinha pacto com o demônio. Preocupante o
nível da cultura no país e como diriam os próprios Beatles: Help! Sobrou até
para o Rei do rock Elvis Presley, falando que ele era um “experimento soviético
para destruir a juventude, a moral e as famílias”.
Os Beatles, que surgiram em Liverpool, Inglaterra, eram uma
banda de garotos que tocavam bastante e faziam a alegria do Cavern Club. Foram
o grupo musical que mais venderam na história da música, ou seja, muito
importantes tanto para a música como para a indústria da música e o
capitalismo. Venderam mais discos nos Estados Unidos do que qualquer outro
país. Os Beatles foram incluídos na revista Time das 100 pessoas mais
importantes do século XX e perceberam isso ainda em atividade e viram a
capacidade de alcance que sua palavra poderia alcançar e justamente por causa
disso, resolvem pregar a paz e inclusão social. Nessa época, temos várias
tensões sociais acontecendo, como a liderança de Martin Luther King na marcha
pelos direitos civis nos Estados Unidos e a Guerra do Vietnam. Não podiam ficar
calados diante de tudo isso e como o Rock é uma ferramenta de resistência e
antifascista culminou na música All You Need Is Love e logo depois no maior
álbum da história: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Lennon seria
depois, uma liderança importante pelas causas sociais e paz no mundo, o que
incomodou é claro, a extrema direita.
Entre Jimi Hendrix e Dante Mantovani, fico com o 100%
satanista e abortista.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Sobrou até para o DiCaprio
Desconfie sempre de quem defende em transformar a Amazônia
em pasto e depois culpar as queimadas de quem protege a floresta. Essa guerra
de braço entre Bolsonaro, Bolsomínions contra defensores da natureza,
defensores do planeta, defensores da soberania e população planetária promove o
disse me disse, enquanto ruralistas tacam fogo nesse meio tempo. A estratégia é
essa. Enquanto choca o mundo com as declarações de que o presidente não promove
as queimadas e sim ambientalistas, demora-se tempo em ficar chocado para se ter
alguma reação. Mas acaba que não há. A força bruta acaba vencendo e precisa
desse tempo para continuar a devastação e achar que não existe tempo de reação
quando já estiver destruída.
E como isso é possível? Como uma mentira pode ser mais importante
que um fato científico? Ignorância e religião pentecostal estão por trás disso.
A regra de domínio de uma população amedrontada é muito grande. Isso leva a uma
lavagem metal sem precedentes. Alguns países estão tentando banir essas igrejas
um pouco tarde demais. Outras, já antevendo o futuro, como Putin, já não
permitem a criação delas. Como a eleição federal e municipal no Rio foram
decididas pelas mentiras publicadas no whatsapp, por que não continuar? Afinal,
uma parcela da sociedade escolhe acreditar numa promessa não comprovada, numa
ilusão de que uma realidade. Daí peças como "Kit Gay", a ameaça
comunista e Terra plana são sustentadas. A mentira passa a ser instrumento de
poder.
Tudo vale. Mentir, ameaçar liberdades, alterar a lei, tudo
vale para os Bolsomínions. Os fatos científicos não importam. Prender
brigadistas que tem uma abnegação em proteger com as próprias mãos a floresta,
acusando de terem ateado fogo na floresta. Mas o debate sobre desinformação, não
é sobre tecnologia. E sim sobre sociedade e democracia. Policiais
envolvidos junto com ruralistas resolvem atear fogo de grandes proporções,
culpam em zap brigadistas, a justiça prende os defensores e enquanto se fala no
caso, nesse meio tempo, lotearam e fecharam as áreas queimadas e ainda já
construíram uma base improvisada para defendem a área invadida. O próprio governador
do Pará, Helder Barbalho, já afirmou a existência de grupos interessados em
vender esses terrenos. O juiz que autorizou as prisões, Alexandre Rizzi, já atuou
como advogado de uma madeireira da família.
Agora, sobrou até para o ator americano, Leonardo DiCaprio.
Bolsonaro, atrás de culpados fictícios para embaçar as verdadeiras
investigações e verdadeiros culpados, ataca falsamente o que for mais polêmico
no momento. Até o ator Mark Ruffalo, teve que ir às redes sociais para defender
Leonardo DiCaprio das acusações de Jair Bolsonaro. E como tudo pode,
declarações criminosas sem menor veracidade, ficam por isso mesmo. Ficam nada,
pois para Bolsomínions o fato criado é verdade. E mesmo as discussões
acontecendo, nada muda no pensamento desses apoiadores. Para os americanos
acostumados a um Trump, Bolsonaro é apenas mais um louco no poder. Para quem
está aqui, tem que conviver com a truculência, destruição e uma rede de mentiras
sem fim.
Se você ter boa memória, pode lembrar, desde o começo da
Amazônia em chamas, que 1º Bolsonaro fala que é mentira da NASA, depois acusa a
Bolívia, depois os indígenas, depois as ONGs, depois os ativistas, depois os
brigadistas e agora Leonardo DiCaprio. É capaz até de culpar também DiCaprio
pelo óleo derramado nas praias, porque foi um dos culpados por derrubar o
Titanic. É só ver o filme...
A vozes na cabeça do presidente não podem governar o Brasil.
Cada palavra indefinida para tentar dizer tudo, não diz nada. Perfeita apenas
para seus seguidores e não para o Brasil.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Charge das vitórias históricas do Flamengo
Vamos Flamengo!
Irretocável. Tentei achar um adjetivo para definir o time do
Flamengo, pós Copa América, e achei esse. O dicionário: Adj. Que não necessita
de retoque; que demonstra perfeição; perfeito. Não tem outro que melhor defina.
Durante o período de competição da Copa América, chegaram os reforços,
incluindo o técnico Jorge Jesus para um time já forte. Houve um bom tempo para
as novas diretrizes, coisa que durante uma demissão e a entrada do efetivo de
vários técnicos no Brasil, não acontece. E para a surpresa de todos, teve um
time ofensivo e impiedoso. Se puxarmos a nossa memória, os times brasileiros
sempre foram ofensivos, mas na década de 90, todos embarcaram em uma nova forma
de futebol: O defensivo. A características do futebol arte, típicas do Brasil,
foram deixadas de lado. Foram décadas amargando um futebol insosso na TV,
porque pagar para ver pessoalmente isso, não dava.
Sempre fui um rato do Maracanã. Quando garoto, ia sempre ver
o Flamengo no estádio. O time sabia de cor, porque não tinha mudanças: Raul;
Leandro, Marinho, Mozer, Júnior; Andrade, Adílio, Zico, Tita; Nunes e Lico.
Técnico: Paulo César Carpeggiani. Que seleção! Em todas as posições, em todas
as jogadas, era emoção do início ao fim. Perfeito e mortal. Zico, ídolo até
hoje. Logo depois dessa era, tivemos um jogador ou outro que se pronunciava
mais que o próprio time, porém um time inteiro, já não tínhamos mais. Minha
última camisa que comprei foi do Romário, apesar de gostar do Imperador
Adriano, Petkovic e suas cobranças de falta estilo Zico, Julio Cesar como uma
referência no gol e Fillol e sem menosprezar o Brocador num time mais modesto.
Se pegarmos o time atual, o irretocável, veremos a
semelhança com minha seleção de 82. Um time inteiro de alta qualidade, difícil
de eleger qual camisa optar por comprar. Poderia ser de qualquer um: Diego
Alves, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Willian Arão, Éverton Ribeiro, Gerson, Gabi
Gol, Diego, Vitinho, Rafinha, De Arrascaeta, Filipe Luis, Bruno Henrique e etc.
Não adianta dessa vez torcer contra, pois só pelos números, mostrou um time
único na história. Os 78,9% de aproveitamento, superam o campeão Cruzeiro de
2003, média de quase três gols por jogo, não perdeu até agora na vitória antecipada
do Campeonato Brasileiro, melhor marca do clube com as maiores vitórias fora de
casa e em casa, quebrou tabus como vencer o Athlético-PR na Arena da Baixada que
não fazia em Brasileiros desde 1974, o técnico com mais rodadas na liderança do
Brasileiro, além do Artilheiro e vice artilheiro do campeonato. Com certeza,
não coloquei vários outros recordes, porque ainda i Flamengo está acumulando
recordes neste Campeonato Brasileiro que ainda não acabou.
Talvez o maior dos recordes, seja um time ganhar a Libertadores
no sábado e ganhar o Brasileiro no Domingo, sem entrar em campo. Foram dois
dias de comemoração sem parar. Um amigo escreveu com muita propriedade: “ Como
o tempo passa rápido, parece que foi ontem que ganhamos a Libertadores”. Acorda
sendo campeão da América e dorme sendo Campeão brasileiro. O mais bonito é a presença do camisa
12, ou seja, o torcedor que bateu os recordes de presença nos estádios em todas
as partidas e fora delas, afinal, a goleada do Flamengo sobre o San José, por 6
a 1, no Maracanã, em jogo da Libertadores, atingiu mais de 1 milhão de usuários
assistindo ao jogo na internet. Recorde no streaming. E como joga bonito,
atacando sem parar e com facilidade.
De fato, a fé foi renovada para o torcedor. Aqueles que como
eu, tinham um time do Flamengo preferido de coração, agora tem dois. Flamengo
de 82 e 2019. Muito se falou contra o time durante essa caminhada, mas como
diria Zagalo: Vocês vão ter que me engolir!
E nesse momento, mudar a política, mudar de vizinhança ou
mudar de profissão é fácil, mas mudar de assunto é impossível!
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Tinha uma Babel no meio do Caminho. No meio do Caminho, tinha uma Babel
Participei neste sábado, da exposição coletiva, em
comemoração aos dois anos da babel 08. Foi uma coletiva que reuniu artistas
plásticos debatendo em forma de trabalho o espaço e nossa relação com ele. A
mostra reúne duas atrações: a arte e o trabalho magnífico de Niemeyer. Não à
toa que esses trabalhos foram brindados com esse novo espaço no Caminho
Niemeyer, que aliás, estava sendo inaugurado como espaço para as artes.
Inaugurado em 2013, o prédio nunca foi aberto ao público. E
talvez seja, um dos trabalhos mais completos do arquiteto no mundo. O Caminho
Niemeyer convida ao caminhar na orla da baía de Guanabara passando por vários
equipamentos urbanos projetados por ele. O Memorial Roberto Silveira, o Museu
da Ciência e Criatividade, o Teatro Popular Oscar Niemeyer, o Centro de
Atendimento ao Turista de Niterói, o Centro Petrobras de Cinema, o Museu de
Arte Contemporânea e a Cúpula do Caminho Niemeyer.
Quando começaram a aparecer os projetos do arquiteto,
assisti a várias palestras e sempre demonstrava carinho pela cidade, que se
refletia na famosa “vista privilegiada do Rio de Janeiro” e por sua amizade
pelo prefeito Jorge Roberto Silveira. Ele conseguiu fazer sua obra prima,
colocando todos os seus desejos construtivos em concretude. O MAC é um projeto
antigo, que foi recusado no Chile, que iria ter uma revitalização de um parque cultural em Valparaíso. O projeto era mais
retangular e aqui, conseguiu aprimorar, dando uma forma mais redonda. Já a
cúpula é um clássico nas construções de grandes proporções do artista.
A coletiva, idealizada pelo curador Gilberto de Abreu, que
inaugura a Cúpula do Caminho Niemeyer, tem artistas nascidos ou residentes na
cidade de Niterói. Uma mostra muito representativa da arte de Niterói atual. A
coletiva tem representantes de linguagens como pintura, gravura, desenho,
instalação, performance, fotografia, vídeo, colagem, música, dança. Entre os nomes:
Ale Maia e Padua (pintura digital), André Barroso (desenho sobre fotografia),
André Marques (instalação e fotografia), Barbara Malaquias (fotografia +
bordados), Gian Shimada, Gustavo Damião (videoarte), Julia Arbex (instalação),
Lucas Benevides (fotografia e vídeo), Marcelle Morgan (vídeo), Marcos Bernardes
(impressos), Rafael Vicente (pintura) e outros.
Imaginem o convite que a cúpula faz, com suas curvas levando
ao alto por uma imensa forma circular branca, deixando que os trabalhos sejam
os únicos atores, conduzidos pela beleza do local. Destaco entre os trabalhos,
além do que vos fala, o trabalho de Caio Pacela com “indivíduo” e “Paisagem”. Caio
explora a estranheza do ser humano, as várias formas de habitá-lo e tratá-lo.
Certa vez, ao ser perguntado sobre como ele se definiria. A incrível obra de
Ale MaiaePadua em um painel gigante sobre uma sangrenta batalha ocorrida em
1567, e que resultou na formação das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.
Assim como as instalações em papelão que estão dispostos em toda mostra, que
dão todo charme de integração e dá o sentido de agregar o público.
Outro detalhe interessante que foi disponibilizado ao
público, foi a aposta em promover interações não apenas entre os artistas, como
também junto ao público, que foram ter todas as obras acompanhados por
qr-codes, e neles conhecer mais sobre os artistas. A tecnologia ampliando essa
interação e informação mais ampliada. Utilize o leitor de sua preferência e
conecte-se com seus favoritos. E como diz o curador da mostra Gilberto Abreu: “Em
tempos de repressão e censura, dialogar será sempre um caminho a seguir. “
Afinal, houve resgate de obras censuradas pelo Governo do Estado do Rio de
Janeiro, Men’s Health, presente na mostra.
A mostra vai até 30 de novembro. Entrada franca.
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