quinta-feira, 30 de junho de 2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Picasso no Instituto Tomie Ohtake


"JOUEURS DE BALLON SUR LA PLAGE", DE 1928

Pablo Picasso ganha vasta exposição que visita sua vida e obra no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Com obras vindas do “Museé National Picasso”, de Paris, e que fizeram parte da coleção pessoal do artista, a mostra convida a um passeio cronológico e temático ao redor das diversas fases de Picasso, abordando temas que o tornaram um dos sobrenomes mais conhecidos do mundo das artes.
“Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem” traz 116 peças de autoria do artista — 34 pinturas, 42 desenhos, 20 esculturas e 20 gravuras —, além de uma série fotográfica feita numa parceria do fotógrafo francês André Villers. Quarta de suas sete mulheres, Dora Maar também ganha espaço na mostra, com 12 fotografias que cercam os trabalhos e processos de criação do espanhol.
Curadora da exposição, Emilia Philippot, que também é curadora do museu francês detentor das peças, explica a ligação íntima que a nova exibição traça entre a família, vida e momentos do artista: “Esta ligação íntima e pessoal, que irriga toda a produção de Picasso, transparece de forma diferente de acordo com os vários períodos: retratos íntimos da mãe do artista ou de seu primeiro filho, Paul, celebração apaixonada da sensualidade feminina de Maria-Thèrèse Walter, denúncias dos males causados pelos conflitos da Guerra Civil Espanhola ou da Ocupação da França pelas tropas alemãs”, afirma.
A exibição é dividida em 10 seções — O primeiro Picasso – Formação e influências; Picasso exorcista – As senhoritas de Avignon; Picasso cubista – O violão; Picasso clássico – A máscara da antiguidade; Picasso surrealista – As banhistas; Picasso engajado – Guernica; Picasso na resistência – Interiores e vanitas; Picasso múltiplo – A alegria da experimentação; Picasso trabalhando – O Mistério Picasso; e O último Picasso – o triunfo do desejo.
No Brasil, Picasso só teve outra exposição em 2004, na OCA, quando foram apresentadas exposições coletivas. 90% das obras que desembarcam para a exposição deste ano nunca estiveram antes em terras brasileiras. Em vida, o artista já esteve em São Paulo em 1953 para uma apresentação na 2ª Bienal de São Paulo.
Confira na galeria um passeio pela exposição de Pablo Picasso.
Serviço
Exposição: Picasso: mão erudita, olho selvagem
Abertura para convidados (21.05) das 11h às 18h
Visitação: 22 de maio a 14 de agosto de 2016
De terça a domingo, das 11h às 20h
R$12,00 e R$6,00 (até 10 anos grátis)
Grátis às terças-feiras
Ingressos pelo site do instituto ou na bilheteria, de terça a domingo, das 10h às 19h.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pêmio Foco ArtRio



Pelo quarto ano, a ArtRio e o Bradesco apresentam o Prêmio FOCO, com objetivo de descobrir, fomentar e difundir a produção de artistas visuais emergentes (com até 15 anos de carreira). A cada edição, são três selecionados que irão participar de residências artísticas em importantes instituições do Brasil ou exterior. Os premiados ainda participam de uma mostra conjunta em um stand especial, durante a ArtRio 2016. 

Para participar, o artista deve mandar um portfólio com até 20 obras, desenvolvidas em qualquer tipo de plataforma de artes visuais. O formulário de inscrição inclui ainda um currículo, uma proposta expográfica para o stand na feira e a descrição do conteúdo e concepção da proposta de pesquisa para a residência. 

A seleção dos projetos é de responsabilidade exclusiva do Comitê Curatorial (formado pelos diretores das residências) e pelo curador e crítico de arte, Bernardo Mosqueira, diretor do Prêmio FOCO. 

Mais informações pela página: http://www.artrio.art.br/pt-br/conexoes/premio-foco-bradesco-artrio/sobre-o-premio-0

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Exposição Nichteroy - Arqueologia dos afetos

 Ecos da exposição que começou ontem, no SESC Niterói. Pintura no banco
 Visão do texto, alguns quadros e algumas fotos
4 paredes pintadas com desenhos que representam figuras de Niterói, como o pescador e a cidade dormitório

Nictheroi – Arqueologia dos Afetos é sobretudo espaço de experimentação.
André Barroso é pintor formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ que flerta com a ilustração e com a urbanidade. Experimenta o desenho, a fotografia, a paisagem, a cidade, o passado e o presente.
Na Galeria do Sesc Niterói seus experimentos propõem diferentes vertentes. Suas formas individuais apresentam o “desenho da escrita” que incorpora o olhar do ilustrador e o exercício contínuo de alguns pintores em desafiar seu próprio desenho.
Com fotografias André intervém no espaço conhecido e cria novas paisagens, compondo outros olhares para cidade. Espaços conhecidos são modificados aos olhos do expectador que acaba por se confrontar com novas possibilidades visuais.
Mas não apenas fotografias e desenhos são suficientes para as experimentações de André Barroso. O artista atrai o expectador a integrar sua obra. Oferece espaço para experimentar. Entre personagens como o sambista, o Arariboia, o pescador e a própria “cidade dormitório”, o expectador é convidado a assumir seu lugar e a se tornar personagem dessa experiência artística.
Nictheroi – Arqueologia dos Afetos reconhece o passado sobrevivente no presente, seja através da memória afetiva, seja pela identificação de objetos, personagens e materiais. Sua experimentação arqueológica busca no passado pistas, indícios, vestígios e propõe ao expectador integrar a experiência sobre o passado, recriando-o no presente.
Sílvia Borges
Doutora em Artes Visuais com ênfase em História e Crítica da Arte, pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro