quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
As maravilhosas cores da maior loja de pigmentos do mundo
A empresa japonesaTerrada abriu um "laboratório de artigos de arte 'em Tóquio - um esquema que também serve como um hub de ligação de fabricantes com artistas locais emergentes. Chamado 'pigment', a loja foi concluída pelo arquiteto Kengo Kuma cujo projeto compreende superfícies curvas orgânicas que se assemelham persianas de bambu. Os pigmentos são exibidas ao longo das paredes interiores agrupados de acordo com sua cor.
A loja pretende atuar como um catalisador, inspirando jovens artesãos tomar-se métodos tradicionais de produção. consequentemente, a loja oferece conselhos de especialistas sobre cada um de seus produtos - um intervalo que inclui mais de 4.000 pigmentos diferentes, tradicional papel "washi", e "sumi" bastões de tinta. oficinas de professores de arte e fabricantes de abastecimento são realizadas regularmente, oferecendo conhecimento para uma ampla variedade de usuários, incluindo artistas profissionais, bem como estudantes.
o design do teto faz referência cortinas de bambu
O design ainda remete a aspectos da cultura visual oriental, como no caso dos aquários
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Camisa para o CEMB
Imagem do mascote para as olimpíadas do Cemb Maurício Barroso 2015 na camisa dos jogos do ensino fundamental. Agradecimento especial para Gabriela Pinto que foi a coordenadora dos trabalhos.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Polemica peça
CONSIDERAÇÕES EM TORNO DO CU E DA ARTE.
A reação histérica e odiosa de alguns sobre a performance "Macaquinhos" é completamente aceitável e previsível. Excluindo o fato de que o nosso tempo parece ser caracterizado pelo elogio ao ódio público, a mesma reação tiveram os contemporâneos de Courbet ao verem a sua "Origem do Mundo" ou os de Duchamp ao se depararem com "A Fonte". Também Kandinsky teve suas telas cuspidas pelo público nas primeiras exposições. E até os atualmente aprazíveis Monet e Van Gogh comeram pedras até alcançarem algum reconhecimento.
A sexualidade escancarada na arte pode até parecer chocante por ser revolucionária, mas nada disso é novo. Já em 1912, por exemplo, "L’Après Midi d’un Faune", de Nijinsky, entrou para a história como "o maior escândalo da dança daquele século" por ter o fauno simulando masturbar-se no final do balé. Já em 1972, em uma galeria de Nova York, Vito Acconci, realizou a icônica performance "Seedbed" em que se masturbava oculto sob os espectadores enquanto narrava suas fantasias sexuais com um megafone. O que não faltam são obras que tiveram o desprezo dos seus contemporâneos como resposta e hoje são inegáveis referências da arte.
Mas a culpa de toda essa ignorância raivosa não é de vocês. A culpa é de um modelo educacional que sempre menosprezou o pensamento sobre arte e que nos ensinou que a disciplina de arte nas escolas era apenas para fazer colagens com bolinhas de papel crepom. Por outro lado, um outro monstro ainda maior e mais poderoso que nós culpabilizou nosso corpo e disse que cu não se mostra, de cu não se fala, em cu não se toca e é melhor vivermos como se ele sequer existisse.
Entretanto, desde o século XV aprendemos com os turcos otomanos que "quem tem cu, tem medo" e talvez todo esse alvoroço seja apenas um reflexo dos nossos medos. O medo de encontrarmos cus nos teatros, no cinema, na TV, em out-doors instalados em frente aos nossos condomínios. Medo de sermos obrigados a falar das "partes baixas" à mesa de jantar. O medo de chegar em uma galeria e nos depararmos com um cu exposto e vermos refletido no orifício alheio a fragilidade do nosso próprio ser. O homem tem medo da arte porque sabe do seu poder de escancarar a nossa fragilidade, nossa podridrão, nossa ignorância, nossa humanidade.
A arte não vai nos "apontar uma resposta mesmo que ela não saiba", como esperam os românticos. A arte virá para nos fazer perguntas. Perguntas desestabilizadoras. E como o mais clássico dos perguntadores, Sócrates, também os artistas do nosso tempo terão reservado para si suas pequenas doses de cicuta.
A reação histérica e odiosa de alguns sobre a performance "Macaquinhos" é completamente aceitável e previsível. Excluindo o fato de que o nosso tempo parece ser caracterizado pelo elogio ao ódio público, a mesma reação tiveram os contemporâneos de Courbet ao verem a sua "Origem do Mundo" ou os de Duchamp ao se depararem com "A Fonte". Também Kandinsky teve suas telas cuspidas pelo público nas primeiras exposições. E até os atualmente aprazíveis Monet e Van Gogh comeram pedras até alcançarem algum reconhecimento.
A sexualidade escancarada na arte pode até parecer chocante por ser revolucionária, mas nada disso é novo. Já em 1912, por exemplo, "L’Après Midi d’un Faune", de Nijinsky, entrou para a história como "o maior escândalo da dança daquele século" por ter o fauno simulando masturbar-se no final do balé. Já em 1972, em uma galeria de Nova York, Vito Acconci, realizou a icônica performance "Seedbed" em que se masturbava oculto sob os espectadores enquanto narrava suas fantasias sexuais com um megafone. O que não faltam são obras que tiveram o desprezo dos seus contemporâneos como resposta e hoje são inegáveis referências da arte.
Mas a culpa de toda essa ignorância raivosa não é de vocês. A culpa é de um modelo educacional que sempre menosprezou o pensamento sobre arte e que nos ensinou que a disciplina de arte nas escolas era apenas para fazer colagens com bolinhas de papel crepom. Por outro lado, um outro monstro ainda maior e mais poderoso que nós culpabilizou nosso corpo e disse que cu não se mostra, de cu não se fala, em cu não se toca e é melhor vivermos como se ele sequer existisse.
Entretanto, desde o século XV aprendemos com os turcos otomanos que "quem tem cu, tem medo" e talvez todo esse alvoroço seja apenas um reflexo dos nossos medos. O medo de encontrarmos cus nos teatros, no cinema, na TV, em out-doors instalados em frente aos nossos condomínios. Medo de sermos obrigados a falar das "partes baixas" à mesa de jantar. O medo de chegar em uma galeria e nos depararmos com um cu exposto e vermos refletido no orifício alheio a fragilidade do nosso próprio ser. O homem tem medo da arte porque sabe do seu poder de escancarar a nossa fragilidade, nossa podridrão, nossa ignorância, nossa humanidade.
A arte não vai nos "apontar uma resposta mesmo que ela não saiba", como esperam os românticos. A arte virá para nos fazer perguntas. Perguntas desestabilizadoras. E como o mais clássico dos perguntadores, Sócrates, também os artistas do nosso tempo terão reservado para si suas pequenas doses de cicuta.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Livro infantil
Finalmente chegou o meu livro infantil O gato que conheceu a história pela editora Kimera. Muito feliz com a chegada dos exemplares. O livro conta a história do amor que a criança deve ter com a literatura. Em pesquisar e ler, a partir das histórias que o gato lhe conta. Em breve as datas de lançamento
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