terça-feira, 22 de julho de 2014

06 perguntas para Fábio Zimbres


1) A descoberta dos quadrinhos como atividade profissional foi uma realidade
tranquila ou trouxe discussões internas?


Eu não queria ser profissional de quadrinhos. isso foi bem fácil de definir e eu não tinha dúvidas disso.

2) Como seu trabalho chegou a ser publicado na Chiclete com Banana?

Por causa do que eu tinha feito pra Animal e para uma tira semanal de pouca duração na Folha de SP naquela época.

3) Artistas alternativos acabam tendo que encontrar espaços próprios ou o mercado absorve todas expressões sem grandes dificuldades?

O mercado é muito mais variado do que qdo eu comecei. existem mais
alternativas. na verdade considero os espaços próprios criados pelos
autores como parte do mercado. as editoras grandes sempre vão ter um
limite e não conseguem absorver tudo e todos, e nem tudo e todos
produzem para serem lidos por milhares. Mas as coisas que os artistas
produzem - livros, revistas, zines, blogs etc - estão aí para serem
encontrados, lidos e desfrutados como qq coisa. E acho que artistas
podem ter a liberdade de aproveitar tudo o que tem a disposição, desde
grandes editoras até máquinas jato de tinta.



4) Você tem um trabalho gráfico digno das exposições contemporâneas. Como
você vê o mercado do desenho na arte?


O desenho é bem valorizado na arte. modas vão e vem mas o velho ato de
aplicar tinta ou riscar alguma sobre superfícies continua fascinando.
videos e outras midias, outros suportes para ideias artísticas etc,
não mudam isso, só ampliam os nossos meios de nos entender através da
arte.

5) Quais suas influências?

tem os que me deram coragem de meter a mão na massa, tipo o Hermeto
Paschoal. tem os que eu tinha inveja do que fizeram, tipo o George
Herrimann, Pazienza. tem os que eu copio o tempo todo, tipo Altan. É
uma lista longa que inclui vários amigos, tipo o Jaca e desconhecidos,
tipo um cara que prega plaquinhas dizendo que Jesus Cristo voltará
pela cidade de Porto Alegre.

6) Quais os seus novos planos?

seguir minha série para o Suplemento, apesar de sempre me atrasar,
fazer desenhos animados para um músico amigo meu e outras coisas,
exposições, múltiplos e novos livros.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Trabalhos na agencia AM4


Agora estou fazendo parte da agência am4, como criação de conteúdo e redes sociais. Aguardem trabalhos interativos com qualidade.

Lisa & Rô 35


terça-feira, 15 de julho de 2014

06 perguntas para Nelson Cruz


1) Você sempre teve seu estilo próprio, muito marcante. A atividade nas redações de jornais foi benéfica para o traço ou apenas para rapidez na execução? Resposta: Depois de trabalhar por cinco anos na redação do Diário da Tarde, considerei que tinha passado por uma verdadeira universidade de ilustração. Ilustrar todos os dias política, economia, cultura e cidade foi para mim um período de grande aprofundamento no conceito de leitura de imagem. Como procurava ilustrar sem acrescentar texto às ilustrações afinei muito minha percepção do que era comunicar sem palavras. Depois de cinco anos de redação percebi que começava a repetir soluções e idéias. Aí, investi na criação de três livros sem texto. Depois e aprová-los na Ed. Paulinas, fui na sala do editor(Fábio Doyle, lembra¿) e pedi demissão. 2) Alvin Toffler, escreveu a tempos atrás, que a terceira onda (onde vivíamos no campo e trabalharíamos em cômodos com transmissão de dados por computador) seria uma realidade breve. Você, morando em Santa Luzia pode afirmar essa teoria? Resposta: Bom, não vivo exatamente dentro de um cômodo mas, estrategicamente, prefiro a vida com internet do que numa redação de jornal. É claro que a idéia de Alvin Toffler passa uma expectativa de que o trabalhador viveria num casulo produzindo como se fosse uma abelha, em função de uma sociedade de consumo... me parece. Moramos em Santa Luzia por vários fatores, uns eu controlo outros não. Mas, até certo ponto comando minha ações, rsrs. 3) Como foi o início dos trabalhos com literatura infantil?
Resposta: Em princípio, foi uma opção artística e um recurso de trabalho. Aos poucos fui descobrindo que era uma plataforma incrível para veicular idéias. 

4) Seu trabalho se tornou autoral com o tempo. Foi uma busca ou foi natural? 
Resposta: Foi natural e também foi uma busca. Percebi que desejava ilustrar histórias que existiam apenas na minha cabeça. Ninguém as escreveria. Investi muito em narrativas de imagem já que não dominava a escrita. Acontece que escrever é necessário para quem deseja criar histórias. Outro motivo que me conduziu à autoria foi reconhecer que merecia ter direitos autorais pelo trabalho que fazia. Venho exigindo isso diretamente nas negociações de contrato mas, com o tempo, passei a me dedicar apenas a projetos pessoais. 5) Quais são suas influencias? Resposta: Influências são várias mas, o que não esqueço é a influência do cartum na minha carreira. Principalmente, o cartum sem texto. Além da caricatura, é claro. Na ilustração, dois grandes nomes me incentivaram com seus trabalhos; Dusan Kallay(Dúxan Calai) e Jindra Capek (Xapec Indra), eslovacos. 6) Quais os novos planos? Resposta: Dizem que todos os livros já foram escritos. Eu digo que ainda falta um: o próximo. Então, vou tentar fazê-lo...

quinta-feira, 10 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Croqui

Estudo rápido de modelo vivo com lápis de cor

Lisa & Rô 33