quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Olimpíadas

London calling to the faraway towns/Now war is declared and battle come down/London calling to the underworld/Come out of the cupboard, you boys and girls/London calling now don't look to us/Phony Beatlemania has bitten the dust/London calling see we ain't got no swing/Cept for the ring of that truncheon thing.Essa famosa música do Clash é a música oficial de campanha dos jogos olímpicos de Londres. A escolha musicalmente é ´ótima, porém, descreve uma Londres infernal, muito
parecida com as recentes imagens da capital britânica ardendo em chamas na revolta dos estudantes e da população em geral em 2011. Pensando na grave crise européia, os britânicos já consideram o período entre 2006 e 2016 como a 'década perdida'. Especialistas e até mesmo políticos locais não esperam uma recuperação significativa da economia no futuro próximo. Pelo contrário. As projeções indicam que a situação do Reino Unido deve se agravar nos próximos trimestres, e chegar ao fundo do poço em 2013. A música de uma certa forma é perfeita neste momento complicado inglês, mas pouco convidativa para os jogos olímpicos. A disperção de interesse para os jogos no Brasil, se deve ao fato de não ter a grande rede transmitindo este ano. Apenas pequenos flashes. Mas acredito que sempre é o melhor momento para vermos jogos que normalmente não vemos durante 4 anos, como Badminton, esgrima, hóquei, nado sincronizado e hipismo. Tenho espectativas no handebol que vem crescendo, com Chana e suas companheiras. Assim como ver Cielo, Maurren Maggi, Robert Scheidt, entre outros. Alguém falou certa vez : A prática esportiva também ajuda num mundo melhor com tudo de bom que traz para nós: saúde, auto-estima, espírito de equipe, objetivos, entre outros atributos que com certeza, vem junto com o esporte". É verdade. Um espírito de união em torno do esporte. Não temos como nos precaver disso, pois diz respeito a todos. Pelo menos por um mês, teremos diferenças de lado e teremos ao final de cada modalidade a alegria estampada de quem deu o suor pelo melhor espetáculo...

Desenhos para livro didático de escolas municipais


terça-feira, 26 de junho de 2012

Golpe no Paraguai

Não acredito que nos tempos atuais é possível se fazer golpe de forma tão descarada como está acontecendo no Paraguai! Nos últimos 61 anos, o partido Colorado tem governado o país e Fernando Lugo, que liderou o movimento Resistência Cidadã, que reunia os principais partidos políticos da oposição, cinco centrais sindicais e mais de cem associações e movimentos civis põe o dedo na ferida da oposição (que é maioria absoluta no congresso), os partidos de direita. Marcos Ybáñez, do Partido Tekojoja, afirmou a tentativa de golpe relâmpago no país. “A maioria dos deputados de direita é proprietária de grandes latifúndios e a situação da oligarquia paraguaia se tornou insustentável quando o presidente colocou em debate questões tão sensíveis como a reforma agrária”. Não é a primeira vez que o presidente paraguaio, enfrenta ameaças de impeachment durante o seu mandato. No final de 2009, surgiram rumores de que o legislativo tentaria tirá-lo do poder por meio de instrumentos legais para colocar em seu lugar o vice-presidente Federico Franco. Mas dessa vez, a rapidez com que estão explorando a situação, chega as raias do absurdo! Me lembra a destituição de Zelaya em Honduras. Foi uma destituição constitucional, reconhecido pela ONU, mas de um modelo liberal e logo foi para o caminho do socialismo, e conseguiram arrancar do poder alguém contra os interesses da oligarquia do país. Dessa vez, não estão, a pretexto de impeachment legal, respeitando nem direito de defesa. Ou seja, dessa vez, temos uma destituição ao estilo paraguaio...

Homenagem ao Deep Purple


terça-feira, 12 de junho de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lutte des classes

     Quando no século XVIII em pleno Iluminismo, Auguste Comte propagou a idéia de Ordem e progresso, não imaginava que seus ideiais continuariam bem vivos em formadores de opinão como políticos, universitários, jornalistas e pensadores franceses, tanto da esquerda quanto da direita.
    A França não pode ser considerada uma democracia plena, ainda vivendo as sombras dos ideias de Jean Russeau, que expõe apenas um debate presidencial e nele as grandes exaltações foram colocadas para fora, tendo os números dos institutos de pesquisa indicado pequena vantagem de Hollanda sobre Sarkozy.        
    Françoise Fressoz, do Le Monde, comentou que a postura de François Hollande nunca foi intimidado por Nicolas Sarkozy. O discurso mais próximo do dia a dia, pronunciado por Hollande, também foi extratégia da extrema direita. Daí, o sucesso de Marine Le Pen, que abandonou o discurso antissemita, e se concentrou em falar sobre restaurar as fronteiras e limitar a imigração.
    No debate, Sarkozy quis se posicionar como mestre contra o aluno, como fez Valery Giscard d'Estaing contra Mitterrand em 1974. Hollande sempre firme, mas em cada fase do debate, Sarkozy usou a mesma técnica: tentar chamar Hollande como uma personalidade sem muita convicção. Hollande mostrou que ele estava familiarizado com os seus registros, questões familiares ao povo. Ele não deu a impressão de que foi prejudicada fundamentalmente pelo fato de nunca ter sido um ministro. Ele também deu credibilidade ao projeto, jogando ao lado de "justiça", que era o ponto fraco do balanço de Sarkozy. Sua crença é para apaziguar a França, tornando-o mais justo. Além disso, ele constantemente jogou para reduzir o caráter "estadista" de Sarkozy.
    Temos que lembrar também dessa incorreção política que Sarkozy construiu durante seu mandato, que só o tempo absorveu, como nos casos de artistas como Kipling, Claudel, Jean Genet...Só que Sarkozy não é um intelectual, e está longe de ser um sensível artista, mas é um animal político e muito voraz. Fará promessas nesses últimos dias, assim como tentará abarcar os 20% de indecisos franceses, mas como se diz em um velho ditado francês, L'excès en tout est un échec.